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Tmall 11.11 usa avatares de IA de celebridades em live — fornecedores brasileiros de e-commerce precisam se adaptar

· Redação CBI

O Tmall, plataforma do Alibaba, realizou a primeira transmissão ao vivo com avatares de IA de seis celebridades autorizadas, incluindo o atleta Ning Zetao e o ator Liu Runming.

O Tmall, principal plataforma de comércio eletrônico do Alibaba, estreou no dia 11 de novembro (Dia dos Solteiros) uma transmissão ao vivo com avatares de inteligência artificial de seis celebridades — entre atletas, atores de séries curtas e influenciadores digitais. Pela primeira vez, os chamados 'AI-dols' (AI + idol) replicaram imagem, voz e personalidade dos artistas, com autorização prévia, para interagir com o público e vender produtos. A ação faz parte da estratégia de IA abrangente do Tmall para o 11.11 deste ano. Para o Brasil, o movimento indica que o marketing de influência digital está entrando em uma nova fase na China, principal parceiro comercial do país, e pode pressionar empresas brasileiras que exportam para o mercado chinês ou que atuam no setor de publicidade e entretenimento a repensar o uso de avatares digitais. O Tmall, plataforma de comércio eletrônico do grupo Alibaba, realizou no último dia 11 de novembro a primeira transmissão ao vivo com avatares de IA de celebridades, os chamados 'AI-dols'. Seis personalidades autorizaram o uso de sua imagem, voz e personalidade para que a inteligência artificial criasse versões digitais que atuaram como âncoras em salas de live commerce da plataforma e de marcas parceiras. Entre os autorizadores estão o ex-nadador Ning Zetao, o ator de séries curtas Liu Runming e os influenciadores digitais Sete Macacos, Diandi Lahai, Chen Tudou e Xiaoguan Duizhang. A transmissão marcou a estreia do formato de revezamento entre humanos digitais celebridades em toda a internet chinesa. O impacto para o Brasil é indireto, mas relevante para setores específicos. O país é o maior parceiro comercial da China, com exportações que somaram mais de US$ 100 bilhões em 2023, e muitas empresas brasileiras — de frigoríficos a produtores de soja e minério — dependem do mercado chinês. Além disso, o Brasil tem um ecossistema próprio de live commerce e marketing de influência que começa a se consolidar. A adoção de avatares de IA por celebridades chinesas sinaliza uma tendência que pode chegar ao Brasil via agências de publicidade, plataformas como TikTok Shop e marcas globais. Para exportadores brasileiros que investem em marketing digital na China, entender o novo formato é crucial para não perder relevância nas campanhas do 11.11 e de outras datas comerciais. Os dados mostram que a discussão sobre autorização de imagem para IA já vinha crescendo na China. O ator Liu Runming publicou um texto em rede social defendendo que 'abraçar a IA pode permitir ir mais longe', e o tópico gerou ampla discussão. O ex-atleta Ning Zetao, que já havia se aventurado em golfe e vendas ao vivo, tornou-se o primeiro esportista chinês a autorizar formalmente sua imagem para IA. Na leitura do CBI, a iniciativa do Tmall vai além de uma ação de marketing: ela testa a aceitação do público e a capacidade técnica de replicar personalidade em avatares, algo que pode reduzir custos de produção de conteúdo e ampliar o alcance de marcas. Se o modelo funcionar, pode ser exportado para outras operações do Alibaba, como o AliExpress, que tem forte presença no Brasil. O que acompanhar: primeiro, os resultados de engajamento e conversão das lives com AI-dols durante o 11.11, que devem ser divulgados nas próximas semanas e indicarão se o formato veio para ficar. Segundo, movimentos de plataformas brasileiras, como Mercado Livre e Shopee, na adoção de avatares digitais para live commerce. Terceiro, a reação de órgãos reguladores brasileiros, como a ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), sobre o uso de imagens de pessoas para treinamento de IA, tema que pode ganhar contornos legais no Brasil em 2025.

Nota sobre a fonte

A fonte chinesa tende a enquadrar a ação como inovação e aceitação pública, sem detalhar riscos de direitos de imagem, custos de implementação e impacto real em conversão.

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