Regulação Financeira
Regulador financeiro da China promete regulação total e abertura — o que muda para bancos e fintechs brasileiras com exposição à China
· Redação CBI
O diretor da Administração Nacional de Regulação Financeira da China, Ding Xiangqun, anunciou no Fórum Financeiro de Pequim 2026 uma agenda de regulação abrangente, sem exceções, e aprofundamento da abertura financeira.
O chefe da Administração Nacional de Regulação Financeira da China (NFRA, na sigla em inglês), Ding Xiangqun, abriu o Fórum Financeiro de Pequim 2026 com um discurso que promete endurecer a regulação sobre todas as atividades financeiras — inclusive as transfronteiriças e as de novos formatos — e, ao mesmo tempo, aprofundar a abertura e a cooperação internacional. O recado é claro: a China quer atrair capital estrangeiro, mas sob um arcabouço regulatório mais rígido e com cobertura total. Para bancos brasileiros, gestoras de fundos e fintechs que operam ou fazem parceria com instituições chinesas, o discurso sinaliza que a due diligence e o compliance transfronteiriço precisarão ser revistos nos próximos meses.
O diretor da Administração Nacional de Regulação Financeira da China, Ding Xiangqun, detalhou na abertura do Fórum Financeiro de Pequim 2026 três frentes de ação: elevar a eficácia da regulação para prevenir riscos financeiros, aperfeiçoar o Estado de Direito financeiro e reforçar a capacidade regulatória. Ele afirmou que o setor bancário e de seguros chinês opera de forma geralmente estável, com grandes instituições sólidas e riscos globalmente controláveis, mas alertou para a natureza oculta e complexa dos riscos financeiros. A promessa central é incluir legalmente todas as atividades financeiras no âmbito da regulação, com foco em atividades transfronteiriças, interdepartamentais e em novos formatos e produtos, buscando cobertura total e sem exceções. Ding também mencionou a aceleração da legislação financeira, citando a Lei Financeira, a Lei de Supervisão Bancária e a Lei de Seguros, e a punição severa de pessoas-chave e condutas que gerem grandes riscos.
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