Regulação Financeira

PIB chinês desacelera a 4,6% no 3º tri — exportadores brasileiros de commodities e eletrônicos recalibram projeções

· Redação CBI
Eletrônicos e máquinasVeículos elétricos e baterias

O crescimento chinês de 4,6% no acumulado até setembro veio abaixo da meta anual, com investimento fixo caindo 7,2% e consumo fraco (varejo +2,6%), mas exportações ainda robustas (+18,8%) e indústria de alta tecnologia (+14,3%) sustentando a demanda por insumos brasileiros — sinal misto para quem

A economia chinesa cresceu 4,6% nos primeiros três trimestres de 2026, somando 107,1 trilhões de yuans (cerca de US$ 16 trilhões), segundo o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS). O número fica abaixo da meta anual de cerca de 5% e confirma desaceleração gradual, puxada pela queda de 7,2% no investimento em ativos fixos e por um consumo ainda morno — as vendas no varejo subiram apenas 2,6%. Para o Brasil, o dado importa porque a China é o principal destino das exportações brasileiras: soja, minério de ferro, petróleo e carne dependem do ritmo de atividade industrial e de construção chinês, enquanto a resiliência das exportações chinesas (+18,8%) e da indústria de alta tecnologia (+14,3%) sustenta a demanda por insumos e componentes que o Brasil fornece. O NBS divulgou na segunda-feira que o PIB chinês cresceu 4,6% nos três primeiros trimestres de 2026, atingindo 107,1 trilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 16 trilhões. O dado confirma a trajetória de desaceleração já esperada por analistas: a meta oficial de crescimento para o ano gira em torno de 5%, e o acumulado até setembro deixa pouco espaço para recuperação no quarto trimestre. O comunicado do NBS classificou o resultado como 'desenvolvimento estável apesar das pressões', expressão padrão do órgão para sinalizar resiliência sem euforia. A produção industrial das principais empresas subiu 5,3% ano a ano, com destaque para equipamentos (+10,2%) e manufatura de alta tecnologia (+14,3%). Segmentos específicos surpreenderam: impressão 3D (+62,5%), baterias de íon-lítio (+39,5%) e robôs industriais (+29,1%). O setor de serviços cresceu 5,2%, com locação e serviços empresariais (+12,3%) e software e TI (+10,4%) à frente. O comércio exterior manteve ritmo forte: exportações e importações somaram 39,9 trilhões de yuans, alta de 18,8%, com o comércio com parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota avançando 17,1%. O ponto fraco é o investimento: queda de 7,2% em ativos fixos, excluindo famílias rurais, ainda que o investimento em propriedade intelectual (+9,3%) e em indústrias de alta tecnologia (+4,9%) tenha crescido.

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