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Pequim amplia liquidez e câmbio para estrangeiros — bancos brasileiros com acesso facilitado ao yuan

· Redação CBI

O Banco Popular da China anunciou um pacote de medidas que inclui apoio de liquidez a instituições não bancárias, ampliação do SLF e facilitação para estrangeiros operarem câmbio no mercado doméstico — um sinal de abertura que pode reduzir custos de hedge e de financiamento em yuan para bancos e

O governador do Banco Popular da China (PBOC), Pan Gongsheng, anunciou em 19 de outubro, na abertura da Reunião Anual do Fórum Financeiro de 2026, um pacote de medidas que combina apoio de liquidez a instituições não bancárias, ampliação do escopo da Facilidade de Empréstimo de Emergência (SLF), interconexão entre os mercados de títulos interbancário e de câmbio e um piloto para facilitar operações de compra e venda de renminbi por instituições financeiras estrangeiras nos mercados cambiais doméstico e externo. Para o Brasil, o item mais sensível é o último: bancos e corretoras com presença na China passam a ter um caminho regulatório mais curto para operar yuan no mercado local, o que afeta diretamente o custo de hedge de exportadores e importadores brasileiros. O anúncio foi feito por Pan Gongsheng na cerimônia de abertura da Reunião Anual do Fórum Financeiro de 2026, em Pequim, e reúne cinco frentes: criação, em conjunto com a Administração Nacional de Regulação Financeira e a Comissão Reguladora de Valores da China, de um instrumento de apoio à liquidez para lidar com grandes resgates de instituições não bancárias; ampliação do escopo de instituições elegíveis à Facilidade de Empréstimo de Emergência (SLF, na sigla em inglês); promoção da interconexão entre o mercado de títulos interbancário e o mercado de títulos de câmbio; piloto de facilitação adicional para instituições financeiras estrangeiras realizarem operações de compra e venda de renminbi nos mercados cambial doméstico e externo; e, com o Ministério da Ciência e Tecnologia e outros departamentos, emissão de diretrizes sobre apoio financeiro aos centros internacionais de inovação científica e tecnológica de Pequim (Jing-Jin-Ji), Xangai (Delta do Rio Yangtzé) e da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau. Não foram divulgados valores, cronogramas detalhados nem o texto integral das medidas — o que, por si só, é um sinal de que a implementação será faseada e dependente de regulamentação complementar.

Nota sobre a fonte

A fonte oficial chinesa usa linguagem institucional otimista ('facilitação', 'ampliação') e omite valores, cronogramas e texto integral, o que infla a percepção de avanço imediato.

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