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Langfang aposta em poder de computação para manufatura inteligente — o que isso sinaliza para a infraestrutura digital brasileira

· Redação CBI
Infraestrutura e construção

A cidade de Langfang, em Hebei, consolida-se como polo nacional de poder de computação com 36 data centers e 210 mil P de capacidade, modelo que combina subsídios, crédito e baixa latência para atrair empresas de IA — uma referência direta para o debate brasileiro sobre data centers, IA e

Langfang, cidade de nível prefeitura em Hebei, foi credenciada em outubro como sede de um dos primeiros centros de computação de inteligência artificial construídos pela Huawei no país. O município já soma 36 data centers, com capacidade total de computação inteligente superior a 210 mil P, liderando pelo segundo ano consecutivo o índice de poder de computação urbano entre prefeituras chinesas com centros de computação. O modelo combina infraestrutura de baixa latência (0,33 ms até Pequim), resfriamento líquido para racks de até 100 kW e instrumentos financeiros como o 'vale-computação' e empréstimos por token. Para o Brasil, o caso serve de espelho para políticas de data centers e IA em discussão no BNDES e no Ministério da Ciência e Tecnologia. O credenciamento do Centro de Computação de Inteligência Artificial de Hebei em Langfang, em outubro, formaliza uma posição que a cidade vinha construindo há anos: a de maior polo de poder de computação entre prefeituras chinesas. São 36 data centers instalados, capacidade de computação inteligente acima de 210 mil P, 14 data centers verdes de nível nacional e a liderança pelo segundo ano consecutivo no índice urbano de poder de computação. O vice-prefeito Wang Tao resume o slogan local: 'Computação no céu ou na terra, Langfang pode computar'. A demanda por poder de computação cresce em progressão geométrica, e a cidade aposta em absorver e utilizar bem essa capacidade para cultivar novas forças produtivas de qualidade. A conexão com o Brasil é indireta, mas relevante. O modelo de Langfang — infraestrutura de baixa latência próxima a grandes centros, resfriamento líquido para densidades de 40 a 100 kW por rack, PUE de 1,17 contra média setorial de 1,29 e instrumentos de subsídio e crédito para empresas de IA — é exatamente o cardápio que o Brasil começa a discutir para data centers e IA. O BNDES e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação têm sinalizado linhas de financiamento para infraestrutura digital, e o debate sobre o marco legal da IA no Congresso precisa de referências concretas de como outros países estão combinando poder de computação, incentivos e baixa latência. Empresas brasileiras de logística, serviços financeiros e agronegócio que dependem de inferência de IA em tempo real — de rastreamento de carga a crédito rural — são as beneficiárias finais desse tipo de infraestrutura. Os dados mostram que Langfang construiu um primeiro edifício único de 200 MW de suporte a computação inteligente, com 130 mil chips, atendendo mais de dez empresas de grandes modelos de Pequim. O 'vale-computação' municipal, com emissão anual de até 10 milhões de yuans, pagou 13,52 milhões de yuans acumulados desde 2024 e atraiu 25 startups, incluindo a Shupai Technology, que resgatou 500 mil yuans para treinar grandes modelos. O Banco da China, filial de Hebei, assinou memorando de cooperação de 100 bilhões de yuans em cinco anos, dos quais 30 bilhões destinados especificamente a poder de computação, com 671 milhões de yuans já liberados para empresas do setor e 71,5 milhões em crédito para mais de dez micro e pequenas empresas. Na leitura do CBI, o que Langfang demonstra não é apenas capacidade de hardware, mas a montagem de um ecossistema financeiro-regulatório que reduz o custo de acesso ao poder de computação para empresas menores — exatamente o gargalo que o Brasil enfrenta para escalar IA aplicada à indústria. A comparação com o caso chinês sugere que subsídio direto e crédito subsidiado, e não apenas isenção tributária, são peças centrais para viabilizar a adoção por PMEs. O que acompanhar: primeiro, a publicação das linhas de financiamento do BNDES para data centers e IA previstas para o próximo ciclo de planejamento, que podem se inspirar no modelo de 'vale-computação'; segundo, a tramitação do marco legal da IA no Congresso, especialmente dispositivos sobre infraestrutura de computação e incentivos; terceiro, os leilões de energia e as regras da ANEEL para data centers, já que o consumo energético é o principal limitante brasileiro para replicar a escala de Langfang.

Nota sobre a fonte

A fonte é veículo oficial chinês e usa tom promocional para exaltar Langfang, sem detalhar custos energéticos, riscos de ociosidade ou limites do modelo para o Brasil.

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