Tecnologia

Kinetix AI leva robôs humanoides de tênis de mesa a Hong Kong — automação chinesa mira setor de serviços brasileiro

· Redação CBI
Eletrônicos e máquinas

A Kinetix AI apresentou na Hong Kong FinTech Week 2026 sua linha full-stack de robôs humanoides, incluindo o SMASH, que joga tênis de mesa em nível quase profissional, e o KAIBot, com 117 graus de liberdade.

A Kinetix AI, empresa chinesa de grandes modelos de inteligência incorporada, expôs na Hong Kong FinTech Week 2026, realizada no Hong Kong Convention and Exhibition Centre, seu portfólio full-stack: o sistema de tênis de mesa para robôs humanoides SMASH, o corpo humanoide KAIBot com 117 graus de liberdade, a mão ágil KAI Hand e a faixa de coleta de dados KAI Halo. Em parceria com o Hang Seng Bank, a empresa criou a área 'Have Fun with the Bot', onde o público disputou partidas contra o SMASH. O evento, que teve como tema 'Hub de Fintech: Conectando o Mundo, Construindo o Futuro em Conjunto', reuniu profissionais de fintech globais. Para o Brasil, a demonstração indica que a automação física de alta precisão avança para além das linhas de montagem, com potencial de impactar setores de serviços e logística que empregam mão de obra intensiva. A Kinetix AI, desenvolvedora de grandes modelos de inteligência incorporada, marcou presença na Hong Kong FinTech Week × StartmeupHK 2026 com um conjunto full-stack que inclui o sistema de tênis de mesa para robôs humanoides de alta dinâmica SMASH, o corpo humanoide ultra-realista KAIBot — com o maior grau de liberdade do mundo, 117 DoF —, a mão ágil KAI Hand e a faixa de coleta de dados em primeira pessoa KAI Halo. O SMASH, desenvolvido internamente, completa reconhecimento da bola, cálculo de trajetória e planejamento de rebatida em milissegundos, com coordenação de múltiplas articulações (ombro, cotovelo, punho, cintura e pernas), realizando saques e recepções autônomos e rebatidas de alta dificuldade. Após atualização, o sistema lida com diversos tipos de rotação e cobre todo o espaço contínuo da mesa, aproximando-se do nível de jogadores profissionais. O Secretário de Comércio e Desenvolvimento Econômico de Hong Kong, Algernon Yau, compareceu ao local e trocou jogadas com o robô. No fórum 'Convergência Intelectual da China', o co-fundador e CEO Yu Jie participou do painel 'From Components to Systems: Identifying the Primary Bottleneck in Robotics Industrialization' e explicou as quatro razões para a rota full-stack: o robô humanoide de uso geral é o estágio final da indústria; a rota é desafiadora mas constrói barreiras tecnológicas; a produção em massa exige controle de toda a cadeia, de dados a hardware; e full-stack não significa P&D totalmente próprio, mas controle autônomo de elos-chave e adoção seletiva de soluções maduras, o que aumenta a eficiência. Yu Jie citou concorrentes como Tesla e Figure nos EUA como referências de capital e cadeia industrial. Por que isso chega ao Brasil: o avanço de robôs humanoides de uso geral com capacidade de interação em tempo real e controle full-stack sinaliza que a automação física de alta precisão pode migrar da indústria para o setor de serviços — incluindo logística, varejo, entretenimento e atendimento. Empresas brasileiras que operam cadeias intensivas em mão de obra, como centros de distribuição e redes de serviços, precisam acompanhar a curva de custo dessa tecnologia. O impacto direto é indireto, via pressão competitiva sobre fornecedores globais de automação e possíveis parcerias com fabricantes chineses. Reguladores como o Ministério do Trabalho e o INMETRO podem ser chamados a discutir normas de segurança para robôs colaborativos em ambientes públicos. Além disso, a ênfase da Kinetix AI em coleta própria de dados e plataforma de treinamento própria sugere que empresas brasileiras podem buscar acordos de fornecimento de dados ou de hardware para setores específicos. Os dados mostram que a Kinetix AI entrou tarde no mercado, mas já apresenta produto com progresso significativo e aposta no mercado doméstico de robôs humanoides de uso geral. Na leitura do CBI, isso indica que a empresa busca diferenciação via integração full-stack e parcerias com instituições financeiras (Hang Seng Bank) para validar casos de uso e atrair capital. A comparação com eventos anteriores — como a edição de 2025 da mesma feira, que priorizou fintechs de pagamento — mostra que a inteligência incorporada ganhou espaço central, refletindo a convergência entre finanças e automação física. Para o Brasil, o risco é ficar fora da cadeia de valor dessa tecnologia, enquanto a oportunidade está em atrair centros de P&D ou linhas de montagem para o mercado latino-americano, especialmente em estados com incentivos industriais. O que acompanhar: 1) Anúncios de parcerias da Kinetix AI com empresas brasileiras de automação ou logística nos próximos meses; 2) Publicação de normas do INMETRO sobre robôs colaborativos em ambientes comerciais; 3) Movimentos de concorrentes chineses (UBTech, Fourier) no mercado brasileiro, que podem antecipar a chegada de produtos similares. A feira Hong Kong FinTech Week 2026 segue até o fim da semana, com possibilidade de novos anúncios.

O que isso significa para sua empresa?

A CBI transforma sinais da China em pesquisa de mercado, avaliação de parceiros e apoio à entrada no mercado.

Conversar com a equipe →

Receba o briefing diário

De 3 a 5 destaques por dia, diretamente no seu e-mail. Gratuito.