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Heilongjiang amplia envio de energia limpa e mira 2030 com 65% renovável — oportunidade para fornecedores brasileiros de equipamentos e serviços

· Redação CBI
Energia solar e renováveisInfraestrutura e construçãoEletrônicos e máquinas

Heilongjiang superou pela primeira vez 20 bilhões de kWh em envio anual de eletricidade, com 13,7 bilhões de kWh de fonte limpa, e planeja dobrar a capacidade eólica e solar até 2030, abrindo espaço para exportadores brasileiros de componentes, serviços de engenharia e consultoria em transmissão.

A província chinesa de Heilongjiang, no nordeste do país, fechou recentemente sua primeira transação de envio de energia limpa para Hunan, com volume de 245 mil kWh, elevando o total contratado de exportação anual de eletricidade para mais de 20 bilhões de kWh — recorde histórico. Desse total, 13,711 bilhões de kWh vieram de fontes limpas, também um máximo. O alcance já cobre 20 unidades administrativas provinciais chinesas. Para o empresário brasileiro, o movimento sinaliza a aceleração da infraestrutura de transmissão e integração de renováveis na China, setor no qual fornecedores brasileiros de equipamentos elétricos, serviços de engenharia e consultoria podem encontrar espaço em cadeias de suprimento e projetos conjuntos. O Centro de Comércio de Energia Elétrica de Heilongjiang Co., Ltd. informou que a província concluiu sua primeira operação de envio de energia limpa para Hunan, com 245 mil kWh. Com isso, o volume contratado de exportação anual de eletricidade de Heilongjiang superou pela primeira vez 20 bilhões de kWh, dos quais 13,711 bilhões de kWh são de energia limpa — ambos recordes. O envio já alcança 20 unidades administrativas provinciais chinesas. A foto que acompanha a matéria mostra a subestação recém-construída do projeto de transmissão e transformação de 500 kV de coleta de novas energias de Lindian, em Daqing. O crescimento do volume exportado é impulsionado pela expansão acelerada da rede elétrica robusta. Durante o 14º Plano Quinquenal, a State Grid Heilongjiang Electric Power colocou em operação 14 projetos de rede de 500 kV, formando a estrutura principal 'três horizontais e cinco verticais'. Para o 15º Plano Quinquenal, a estatal planeja construir o corredor de transmissão em ultra-alta tensão da base de energia limpa do leste de Heilongjiang e o projeto complementar do corredor Songliao–Norte da China, além de acelerar subestações de coleta de novas energias de 500 kV, adicionando quase 30 milhões de kW de capacidade de coleta e conexão. Heilongjiang é uma base importante de energia limpa no norte da China, com condições para desenvolvimento em larga escala e envio de energia verde. A estimativa é que, até 2030, a proporção de capacidade instalada de eólica e solar na província supere 65%, com escala dobrada em relação à atual. Por que isso chega ao Brasil: o avanço da infraestrutura de transmissão e integração de renováveis na China aquece a demanda por equipamentos de subestação, cabos, transformadores, sistemas de proteção e serviços de engenharia — segmentos em que empresas brasileiras de médio porte e fornecedores de componentes têm competitividade. Além disso, a experiência chinesa em corredores de ultra-alta tensão pode abrir espaço para cooperação técnica e joint ventures com a ANEEL e o BNDES em projetos de escoamento de renováveis no Nordeste brasileiro. O impacto direto é indireto, via cadeia de suprimentos e oportunidades de parceria tecnológica. Na leitura do CBI, os dados mostram que a China está internalizando a transição energética com investimento pesado em rede, não apenas em geração. Isso indica que fornecedores brasileiros de nicho — como fabricantes de equipamentos de proteção e automação — podem se posicionar como parceiros de segundo nível na cadeia chinesa, especialmente em projetos de 500 kV e ultra-alta tensão. A comparação com o ciclo anterior é relevante: no 14º Plano, foram 14 projetos de 500 kV; agora, o foco sobe para ultra-alta tensão e coleta de renováveis, o que exige componentes mais sofisticados. O que acompanhar: (1) a publicação dos editais de licitação para os projetos de ultra-alta tensão do 15º Plano, previstos para os próximos meses; (2) a evolução da meta de 65% de renováveis até 2030, que pode sinalizar novas demandas por armazenamento e integração de rede; (3) a agenda de cooperação energética Brasil-China no âmbito do Comitê de Coordenação e Cooperação de Alto Nível (COSBAN), que pode incluir linhas de financiamento do BNDES para fornecedores brasileiros.

Nota sobre a fonte

A fonte original é mídia/órgão chinês e usa linguagem institucional otimista típica de anúncios da State Grid, sem detalhar cronograma de licitações ou valores de investimento — o que limita o timing de ação do fornecedor brasileiro.

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