TecnologiaMonitorar

Estações rodoviárias chinesas viram centros comerciais — modelo pode inspirar logística urbana no Brasil

· Redação CBI
Infraestrutura e construção

Mais de 1.200 estações rodoviárias foram fechadas ou convertidas na China em três anos, com antigas estações virando shoppings, centros de banquetes e polos industriais; o fenômeno sinaliza como cidades chinesas reciclam ativos de transporte obsoletos e pode inspirar projetos brasileiros de

A antiga Estação Rodoviária de Guangdong, em Guangzhou, outrora um dos maiores hubs de ônibus do sul da China com 100 mil passageiros diários nos picos, hoje abriga um shopping com ocupação de 100% dos espaços remanescentes e receita de 19,14 milhões de yuans nos primeiros nove meses de 2025. O movimento faz parte de uma onda nacional: mais de 1.200 estações rodoviárias foram fechadas ou transformadas entre 2023 e 2025, à medida que o trem de alta velocidade e os carros particulares reduziram o volume de passageiros rodoviários em quase 70% desde o pico de 2012. Para o Brasil, o fenômeno interessa diretamente a operadores logísticos e prefeituras que administram terminais rodoviários ociosos em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O dado central é uma contração estrutural: o volume de passageiros do transporte rodoviário comercial chinês caiu de 35,57 bilhões em 2012 para 11,49 bilhões em 2025, uma redução de quase 70%, segundo o Ministério dos Transportes da China. Em resposta, estações de nível 2 ou superior — cerca de 2.800 no país até o fim de 2022 — passaram por reconversão acelerada. A Estação de Changnan, em Nanchang, província de Jiangxi, virou um centro de banquetes de casamento com 26 salões temáticos e capacidade para 8.000 pessoas simultâneas. A Estação de Futian, em Shenzhen, manteve funções de integração com ônibus, táxi e metrô e foi renomeada Porto de Transporte Futuro de Shenwan, com 77,8 mil m² revitalizados e 15 mil m² de área de baixa altitude no telhado convertidos em espaço industrial complexo. A Estação de Guangdong, no distrito de Liuhua, em Guangzhou — região de apenas 1,73 km² que concentra 20 mercados atacadistas especializados e fluxo diário de cerca de 500 mil pessoas —, transformou o primeiro andar em shopping voltado ao comércio exterior, com painéis em inglês e vendedores relatando que estrangeiros respondem por 70% a 80% do consumo, tanto no atacado quanto no varejo.

Nota sobre a fonte

A fonte chinesa, de perfil institucional, enfatiza casos de reconversão bem-sucedida e tende a minimizar custos sociais e a ociosidade de estações menores; trate o modelo como referência, não como solução pronta.

O que isso significa para sua empresa?

A CBI transforma sinais da China em pesquisa de mercado, avaliação de parceiros e apoio à entrada no mercado.

Conversar com a equipe →

Receba o briefing diário

3-5 destaques por dia, direto no e-mail. Gratuito.