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Corredor ferroviário China-Europa bate recorde com carga de alto valor — exportadores brasileiros de commodities enfrentam concorrência logística
· Redação CBI
Eletrônicos e máquinas
O corredor oriental de trens de carga China-Europa superou 6.000 viagens em 2025, com aumento de 40,3% e migração para eletrônicos e equipamentos de alto padrão; para o Brasil, isso sinaliza maior pressão sobre rotas e prioridade chinesa para cargas de maior valor, afetando a competitividade de
O corredor oriental da rede de trens de carga China-Europa movimentou 6.024 viagens até sexta-feira, alta de 40,3% sobre o ano anterior e a primeira vez que o fluxo anual supera 6.000 viagens. A rota, que usa os portos ferroviários de Manzhouli, Suifenhe e Tongjiang para conectar mais de 60 cidades chinesas a 14 países europeus, também registrou mudança na composição da carga: produtos eletrônicos, fotovoltaicos e equipamentos de alto padrão ganharam espaço sobre bens de consumo e têxteis. No Porto de Shijiazhuang, as 1.023 viagens e 103 mil TEUs nos três primeiros trimestres cresceram 27,4% e 26%, respectivamente. Para o Brasil, o recorde reforça que a China está priorizando rotas e cargas de maior valor agregado, o que pode deslocar capacidade logística e atenção comercial de embarques brasileiros de soja, minério e carne.
O corredor oriental da rede de trens de carga China-Europa alcançou 6.024 viagens este ano até sexta-feira, um aumento de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela administração ferroviária chinesa. É a primeira vez que o fluxo anual pelo corredor ultrapassa 6.000 viagens. A estrutura reúne três portos ferroviários importantes — Manzhouli, Suifenhe e Tongjiang — e conecta mais de 60 cidades chinesas a 14 países europeus. Em paralelo, o Porto Terrestre Internacional de Shijiazhuang, na província de Hebei, operou 1.023 trens de carga China-Europa e movimentou 103.000 TEUs de contêineres de importação e exportação nos primeiros três trimestres, altas de 27,4% e 26% sobre o ano anterior, de acordo com a Alfândega de Shijiazhuang. O porto opera 27 rotas regulares que ligam mais de 50 países e regiões na Ásia e na Europa. A composição da carga evoluiu de bens de consumo diário e materiais têxteis para eletrônicos, produtos fotovoltaicos e equipamentos de alto padrão, refletindo o peso crescente de bens intensivos em tecnologia nas exportações chinesas. Enquanto isso, os portos de Xangai movimentaram 10,35 trilhões de yuans (US$ 1,5 trilhão) em importações e exportações nos três primeiros trimestres, alta de 23,7%, o equivalente a 25,9% do comércio exterior total da China.
Nota sobre a fonte
A CGTN, mídia oficial chinesa, destaca recordes e aumento de carga de alto valor sem detalhar o impacto da competição logística sobre exportadores de países terceiros.
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