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CIIE bate recorde com 4.142 expositores e 480 inovações — janela para exportadores brasileiros de alimentos e saúde

· Redação CBI
Carne e proteínas

A 9ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) abre em Xangai com área recorde de 440 mil m² e 4.142 empresas estrangeiras, ampliando espaço para produtos agrícolas, alimentos e dispositivos médicos — setores em que o Brasil é fornecedor relevante e precisa disputar atenção com

A 9ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) foi inaugurada em Xangai em 5 de novembro com números recordes: 162 países e regiões participantes, 4.142 empresas estrangeiras expositoras e área total superior a 440 mil metros quadrados pela primeira vez. Para o exportador brasileiro, o dado mais relevante é a ampliação integral de três áreas — dispositivos médicos e saúde farmacêutica, bens de consumo e produtos agrícolas e alimentícios —, justamente onde o Brasil tem presença consolidada. A feira, que dura seis dias, é o principal palco de lançamento de produtos para o mercado chinês e funciona como termômetro das prioridades de importação de Pequim para 2026. A 9ª CIIE foi aberta em Xangai com tema 'Nova Era, Futuro Compartilhado' e uma série de recordes: 162 países, regiões e organizações internacionais participaram, 4.142 empresas estrangeiras expuseram e a área total superou pela primeira vez 440 mil metros quadrados. Quase 200 empresas e instituições marcaram presença em todas as nove edições consecutivas. A área de exposição empresarial superou pela primeira vez 370 mil metros quadrados, o número de empresas Fortune Global 500 e líderes setoriais ultrapassou 300, e mais de 2.000 empresas participaram pela primeira vez. Serão apresentadas mais de 480 inovações, com 'lançamento global, estreia asiática, primeira exibição na China' atingindo recorde histórico — incluindo protótipos de terminais 6G, robôs cirúrgicos endoscópicos modulares, implantes cocleares com detecção de som em 360 graus e sistemas de tratamento de água com amolecimento e mineralização sincronizados. Para o Brasil, o interesse está concentrado em três das seis grandes áreas de exposição, todas ampliadas integralmente nesta edição: produtos agrícolas e alimentícios, bens de consumo e dispositivos médicos e saúde farmacêutica. O Brasil é o maior fornecedor de soja, carne bovina e carne de frango para a China, e a CIIE é historicamente o evento em que frigoríficos brasileiros, tradings agrícolas e cooperativas buscam compradores e renovam contratos. A ampliação da área de alimentos sinaliza que Pequim quer diversificar fornecedores e aumentar a competição — o que abre espaço, mas também pressiona preços e exige presença física. No segmento de saúde, a ANVISA e fabricantes brasileiros de dispositivos médicos têm uma janela para buscar parceiros chineses, já que a área foi ampliada e o país busca tecnologia estrangeira. O MAPA (Ministério da Agricultura) e a ApexBrasil costumam organizar missões à feira; a ausência de uma comitiva robusta neste ano significaria perda de espaço para concorrentes do Mercosul e da Oceania. Os dados mostram que a CIIE deste ano é a maior da história em área e número de expositores, e que a China mantém a estratégia de usar a feira como vitrine de abertura seletiva. Na leitura do CBI, o recado para o exportador brasileiro é ambíguo: há mais espaço expositivo e mais empresas globais competindo pelo mesmo comprador chinês. A ampliação da área de alimentos não é um presente ao Brasil — é um convite à competição com EUA, Argentina e Austrália. O fato de mais de 2.000 empresas participarem pela primeira vez indica que a China está atraindo novos fornecedores, o que pode diluir a participação brasileira em nichos onde o país era dominante. A publicação inédita do 'Relatório de Desenvolvimento da Capacidade de Exportação para a China' pelo Fórum de Hongqiao reforça essa leitura: Pequim quer treinar países do Sul Global a exportar para seu mercado, o que inclui concorrentes diretos do Brasil em produtos agrícolas. O que acompanhar: primeiro, o balanço de contratos assinados por empresas brasileiras durante a CIIE — tradings e frigoríficos costumam anunciar acordos nos dias seguintes ao encerramento; segundo, a publicação do 'Relatório de Abertura Mundial' e do Índice de Abertura Mundial, que devem trazer sinalizações sobre setores prioritários para importação em 2026; terceiro, a resposta do MAPA e da ApexBrasil sobre participação na próxima edição, já que a ausência de comitiva oficial enfraquece a posição brasileira em um evento que a China trata como vitrine política.

Nota sobre a fonte

A Science and Technology Daily apresenta a CIIE como vitrine de 'abertura seletiva' e futuro compartilhado, omitindo que a ampliação da área de alimentos e a estreia de 2.000 novos expositores funcionam como convite à competição com EUA, Argentina e Austrália e tendem a pressionar o preço do produto brasileiro.

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