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CIIE 2025: Sinochem fecha US$ 12,8 bi em compras — fornecedores brasileiros de agroquímicos e grãos na mira

· Redação CBI
Soja e oleaginosasFertilizantes e químicos

A 9ª Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) abriu em Xangai com a Sinochem assinando US$ 12,8 bilhões em acordos de compra com quase 20 países, sinalizando demanda chinesa firme por commodities agrícolas e químicas — setores em que o Brasil é fornecedor central e onde tarifas e

A 9ª edição da Exposição Internacional de Importação da China (CIIE) foi inaugurada em 5 de novembro em Xangai, e a estatal chinesa Sinochem — que participa de todas as edições — assinou na cerimônia de abertura acordos de compra com mais de 30 parceiros de quase 20 países e regiões, totalizando mais de US$ 12,8 bilhões. Além disso, cinco subsidiárias estrangeiras da Sinochem fecharam contratos de fornecimento com clientes chineses somando mais de US$ 1 bilhão. Para o Brasil, o movimento importa porque a Sinochem é um dos maiores compradores globais de insumos agrícolas e químicos, cadeia em que o agronegócio brasileiro — soja, fertilizantes, defensivos — está diretamente inserido. A CIIE deste ano também serve de termômetro para o apetite chinês às vésperas do 15º Plano Quinquenal. A 9ª CIIE abriu as portas em Xangai em 5 de novembro com um recado claro: a China quer se posicionar como compradora global de longo prazo. A Sinochem (Sinochem Holdings Corporation), estatal chinesa de químicos e energia, assinou acordos de cooperação de compras com mais de 30 parceiros de quase 20 países e regiões, num valor superior a US$ 12,8 bilhões. No acumulado das nove edições, a empresa diz ter assinado mais de US$ 110 bilhões em intenções de compra na feira. Durante o evento, cinco subsidiárias estrangeiras da Sinochem também fecharam acordos de fornecimento com clientes chineses, somando mais de US$ 1 bilhão em vendas. Por que isso chega ao Brasil: a Sinochem é um dos maiores players globais de fertilizantes, defensivos agrícolas e químicos industriais — elos diretos da cadeia produtiva do agronegócio brasileiro. O Brasil é o maior importador mundial de fertilizantes e um dos principais destinos de defensivos, e a China é fornecedora relevante desses insumos. Ao mesmo tempo, a estatal chinesa compra grãos e oleaginosas globalmente, incluindo soja brasileira. O impacto direto para o exportador brasileiro é indireto, via preços de insumos e via sinal de demanda chinesa: se a Sinochem amplia compras globais, o efeito tende a pressionar para cima a demanda por fertilizantes e a reforçar o apetite por soja. Reguladores brasileiros como MAPA (Ministério da Agricultura) e ANVISA acompanham de perto mudanças em padrões fitossanitários e registro de defensivos que podem vir embutidas nesses acordos. A leitura do CBI: os dados mostram que a Sinochem mantém ritmo de compras robusto — US$ 12,8 bilhões em uma única edição, com mais de 30 parceiros —, o que indica que a estatal não está recuando apesar do ambiente tarifário global mais incerto. Na avaliação do CBI, isso sinaliza que a China segue priorizando segurança de suprimento de alimentos e insumos, o que favorece fornecedores brasileiros de soja e de químicos agrícolas no curto prazo. O ponto de atenção é o teor dos acordos: a CIIE é vitrine, e muitos contratos são intenções que dependem de logística, câmbio e tarifas para se concretizar. A menção a 'quase 20 países e regiões' sugere diversificação de fornecedores, o que pode diluir a participação brasileira se a competitividade de preço não se mantiver. O que acompanhar: primeiro, a divulgação dos detalhes dos contratos da Sinochem com fornecedores de fertilizantes e defensivos — se houver volume alocado ao Brasil, o MAPA deve se manifestar sobre registro e padrões. Segundo, o comportamento do dólar e do frete marítimo nas próximas semanas, que definem a competitividade do insumo brasileiro frente a concorrentes do Oriente Médio e da Rússia. Terceiro, o calendário do 15º Plano Quinquenal chinês, que deve sair nos próximos meses e pode redefinir metas de importação agrícola — sinal direto para a safra brasileira 2026/27.

Nota sobre a fonte

A fonte é mídia oficial chinesa e usa tom institucional e otimista ao tratar a CIIE como compradora global de longo prazo; os US$ 12,8 bilhões são acordos de cooperação e intenções, não compras firmes.

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