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CIIE 2025 reúne 633 projetos de inovação — vitrine para brasileiros buscarem parcerias tecnológicas
· Redação CBI
A 9ª Feira Internacional de Importação da China (CIIE) amplia sua zona de inovação para 633 projetos, com foco em veículos elétricos, robótica e saúde — uma oportunidade para empresas brasileiras identificarem parceiros tecnológicos e fornecedores para suas cadeias produtivas.
A Zona de Inovação e Incubação da 9ª CIIE, em Xangai, reúne 633 projetos de inovação científica e tecnológica, um crescimento de quase 20% em relação à edição anterior e recorde histórico. O espaço concentra mais de 20 instituições de cooperação internacional, incluindo parques tecnológicos como Zhangjiang e centros de P&D de multinacionais como BMW e Boston Scientific. Para o empresário brasileiro, a feira funciona como uma vitrine de tecnologias de ponta — de carros-conceito com tinta eletrônica a exoesqueletos flexíveis e sistemas de ablação cardíaca não térmica — que podem ser incorporadas a cadeias produtivas ou servir de base para acordos de transferência de tecnologia com fornecedores chineses e globais.
A 9ª edição da CIIE (Feira Internacional de Importação da China), realizada em Xangai, ampliou sua Zona de Inovação e Incubação para 633 projetos de inovação científica e tecnológica, um aumento de quase 20% em escala em relação à edição anterior, atingindo recorde histórico. A zona reúne mais de 20 instituições de cooperação inovadora nacionais e estrangeiras, incluindo plataformas de inovação das Fortune Global 500, incubadoras internacionais, parques governamentais e organizações setoriais. A transição da 8ª para a 9ª edição é descrita pelos organizadores como um salto qualitativo: o ecossistema agora conecta a exibição de projetos à incubação industrial e à transferência de tecnologia.
O impacto para o Brasil é indireto, mas relevante para setores que dependem de inovação importada. A presença de parques tecnológicos como o Parque Científico de Zhangjiang consolida a base industrial para transformar protótipos em produtos comercializáveis — algo que interessa a empresas brasileiras em busca de fornecedores de tecnologia para automotive, saúde e automação industrial. A estreia da Boston Scientific com 15 produtos de P&D médico de três países sinaliza que a feira deixou de ser apenas uma vitrine de bens de consumo e passou a atrair líderes em dispositivos médicos de intervenção minimamente invasiva, área na qual o Brasil tem dependência de importações. Já o grupo do Centro Técnico da BMW China, presente pela sexta vez consecutiva, traz 18 projetos de cinco países focados em mobilidade futura e percepção industrial — incluindo o carro-conceito BMW i5 Flow NOSTOKANA, com tecnologia de tinta eletrônica (E Ink) que muda de cor dinamicamente, e soluções de percepção de borda com IA que detectam micro-movimentos como respiração e batimentos cardíacos em ambientes com oclusão não metálica.
Os dados mostram que a CIIE consolidou uma rede global de inovação colaborativa que vai além da simples exposição: a zona agora articula parques industriais, incubadoras e centros de P&D de multinacionais em torno de projetos concretos. Na leitura do CBI, isso indica que empresas brasileiras que buscam parceiros para digitalização industrial, veículos elétricos ou dispositivos médicos podem usar a feira como ponto de entrada para negociações com fornecedores chineses e globais — especialmente em áreas nas quais o Brasil ainda depende de importação de tecnologia. A presença de grupos como o EGO International Innovation Center, que reúne 80 projetos de nove países (Itália, EUA, Japão, França), com destaque para o exoesqueleto flexível OLTERRE e o kit de assistência para esqui eSkins, mostra que a feira também serve como plataforma para startups e PMEs brasileiras identificarem tecnologias complementares.
O que acompanhar: primeiro, a lista de expositores e projetos da Zona de Inovação e Incubação na próxima edição da CIIE, que deve ocorrer em novembro de 2026, para identificar oportunidades de parceria em mobilidade elétrica e saúde; segundo, anúncios de acordos de transferência de tecnologia entre empresas chinesas e brasileiras nos meses seguintes à feira, especialmente nos setores automotivo e de dispositivos médicos; terceiro, a evolução da participação de parques tecnológicos brasileiros em edições futuras, o que indicaria maior integração do Brasil à rede global de inovação da CIIE.
Nota sobre a fonte
Fonte oficial chinesa usa tom promocional ('salto qualitativo', 'recorde histórico'), o que pode superdimensionar a conversão dos 633 projetos em acordos concretos para PMEs brasileiras.
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