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China Mobile investe US$ 70 bi em data centers até 2027 — fornecedores brasileiros de infraestrutura digital no radar

· Redação CBI
Infraestrutura e construçãoEletrônicos e máquinas

A China Mobile vai destinar 20% de seu orçamento de investimento de 2027 (500 bilhões de yuans, cerca de US$ 70 bilhões) a data centers de escala gigawatt, dobrando a capacidade computacional por dois anos seguidos — movimento que pressiona a cadeia global de equipamentos de refrigeração líquida

A China Mobile, maior operadora de telecomunicações da China, vai construir sete data centers de escala gigawatt até 2027, com investimento total de 500 bilhões de yuans (cerca de US$ 70 bilhões) no período. O presidente da companhia, Chen Zhongyue, anunciou na Conferência de Redes Móveis 2026 que um quinto do orçamento de investimento e aquisições de 2027 será destinado a data centers, com dois novos parques entregues em 2026 e três em 2027. A capacidade computacional da operadora deve dobrar consecutivamente nos próximos dois anos. Para o Brasil, o anúncio sinaliza demanda aquecida por equipamentos de refrigeração líquida, módulos ópticos e soluções de energia — nichos em que fornecedores brasileiros de componentes e empresas de engenharia de data centers podem buscar espaço na cadeia global, ainda que de forma indireta. A China Mobile, maior operadora de telecomunicações da China, vai destinar um quinto de seu orçamento total de investimento e aquisições de 2027 — estimado em 500 bilhões de yuans, cerca de US$ 70 bilhões — à construção de data centers. O anúncio foi feito pelo presidente da companhia, Chen Zhongyue, na Conferência de Redes Móveis 2026, em 6 de novembro. Segundo ele, a operadora iniciou neste ano a construção de três parques de computação de escala gigawatt, com previsão de entregar 1,5 gigawatt de capacidade, e construirá mais dois em 2026 e três em 2027, totalizando sete data centers de escala gigawatt. Chen afirmou ainda que a China Mobile já ergueu vários clusters de computação inteligente com dezenas de milhares de placas e planeja clusters de ultra grande escala, com a capacidade computacional dobrando consecutivamente nos próximos dois anos. Todos os data centers adotarão design modular padronizado e tecnologia de resfriamento líquido de alta densidade, com entrega rápida — a operadora construiu em três meses um hub de computação de 170 mil metros quadrados em Zhongwei, Ningxia, com entrega de capacidade em cinco meses. O impacto direto para o Brasil é indireto, via cadeia global de equipamentos e serviços. O anúncio da China Mobile sinaliza que a demanda chinesa por refrigeração líquida de alta densidade, módulos ópticos, sistemas de energia e componentes para data centers seguirá aquecida até 2027 — segmentos em que fornecedores brasileiros de componentes eletrônicos, empresas de engenharia de infraestrutura digital e prestadores de serviços de instalação podem buscar espaço, seja como fornecedores de segundo nível de fabricantes chineses, seja em joint ventures com integradores asiáticos. Além disso, o avanço da capacidade computacional chinesa pressiona a competitividade global de serviços de nuvem e processamento de dados, o que afeta indiretamente empresas brasileiras de tecnologia que competem ou cooperam com provedores chineses. Reguladores como a ANATEL (telecomunicações) e o BNDES (financiamento de infraestrutura digital) acompanham o movimento, ainda que sem ação imediata prevista. Os dados mostram que a China Mobile já opera clusters com dezenas de milhares de placas e projeta dobrar a capacidade computacional por dois anos seguidos — ritmo de expansão que supera o de operadoras ocidentais comparáveis. Na leitura do CBI, isso indica que a China está priorizando infraestrutura de computação como ativo estratégico, não apenas comercial, o que tende a beneficiar fornecedores asiáticos de equipamentos e a pressionar empresas brasileiras a buscar parcerias tecnológicas ou nichos especializados para não ficar fora da cadeia. A comparação com o ciclo de expansão de data centers nos EUA em 2023-2024 sugere que o Brasil, com custo de energia e localização geográfica favoráveis, pode atrair investimentos de operadoras chinesas em data centers regionais nos próximos anos — mas o anúncio desta semana é sobre capacidade doméstica chinesa, não sobre expansão externa. O que acompanhar: (1) a publicação do orçamento detalhado de investimento da China Mobile para 2026-2027, prevista para o balanço anual no primeiro trimestre; (2) anúncios de fornecedores de refrigeração líquida e módulos ópticos selecionados para os parques de Zhongwei e demais localidades, que podem abrir janelas para fornecedores brasileiros de segundo nível; (3) movimentos da ANATEL e do BNDES sobre parcerias com operadoras chinesas em infraestrutura digital no Brasil, especialmente em data centers regionais.

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