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China freia drones de baixa altitude com regras de segurança — logística e agronegócio brasileiros monitoram

· Redação CBI

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China anunciou que vai promover o desenvolvimento da economia de baixa altitude com segurança como prioridade, incluindo controle de riscos de drones desde a fabricação e criação de leis e normas.

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) da China declarou nesta quarta-feira (5) que o país vai promover de forma ativa, prudente e ordenada a indústria de equipamentos de baixa altitude, com a segurança como premissa. A pasta afirmou que o controle de riscos de drones começará na etapa de produção e fabricação, acompanhado da aceleração de leis, regulamentos e normas setoriais. O anúncio chega no momento em que empresas brasileiras de logística e do agronegócio ampliam o uso de drones chineses para pulverização, monitoramento e entrega — e precisam se preparar para novas exigências de certificação e prazos de homologação. O MIIT informou que a prioridade é garantir segurança antes de escalar a chamada economia de baixa altitude, que abrange drones, veículos aéreos não tripulados e sistemas de entrega. O controle de riscos será feito desde a fabricação, com a criação de um arcabouço de leis, regulamentos e normas. A pasta também definiu quatro direções principais para a inovação: não tripulação, eletrificação, conectividade e inteligência, com integração entre inovação tecnológica e industrial e a construção de um sistema de produtos avançados e aplicáveis. Para o Brasil, o impacto direto é indireto, via cadeia de importação e certificação. Drones chineses são usados em larga escala no agronegócio brasileiro, especialmente em Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, e também em operações logísticas de última milha. Novas regras chinesas de segurança e certificação podem alterar prazos de homologação e exigir adaptações de fornecedores. O regulador brasileiro que precisa acompanhar é a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), responsável pela certificação de drones no país, além da Receita Federal para desembaraço de componentes. O MIIT também detalhou a estratégia de inovação de cenários, com o princípio de 'primeiro carga, depois pessoas; primeiro isolamento, depois integração; primeiro subúrbios, depois áreas urbanas'. A ideia é cultivar cenários-modelo replicáveis para impulsionar a atualização de tecnologias e equipamentos. Os dados mostram que a China quer criar um polo de aglomeração da indústria de equipamentos de baixa altitude com base no oeste do país, voltado para todo o território nacional e irradiando para a Ásia Central. O exemplo citado é o sistema de drones de grande porte Tianyu Hangtong Hongyan, que obteve o primeiro certificado global de aeronavegabilidade de exportação de drones emitido pela Indonésia, com pedido de exportação de 20 unidades. Na leitura do CBI, isso indica que a China está organizando a indústria de drones para exportação com padrões de segurança mais claros, o que pode facilitar a entrada em mercados regulados, mas também elevar o custo de compliance para fabricantes e importadores. Para o Brasil, a oportunidade está em acompanhar a certificação internacional e buscar acordos de reconhecimento mútuo com a ANAC, enquanto o risco é de atraso na liberação de novos modelos e aumento de preços de componentes. O que acompanhar: a publicação das normas específicas de segurança pelo MIIT e pela Administração de Aviação Civil da China (CAAC); a evolução do pedido de exportação para a Indonésia e possível replicação para o Brasil; e a posição da ANAC sobre homologação de drones chineses com certificação internacional. Também vale monitorar a criação do polo industrial no oeste chinês, que pode afetar preços e prazos de entrega de equipamentos ao mercado brasileiro.

Nota sobre a fonte

A fonte chinesa Jiemian usa linguagem institucional e otimista ao enquadrar as regras como 'segurança antes de escalar', sem detalhar prazos ou custos de compliance, o que pode suavizar o impacto real sobre exportadores e importadores.

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