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China confirma safra recorde de grãos em 2026 — exportadores brasileiros de soja enfrentam nova dinâmica de preços
· Redação CBI
Soja e oleaginosas
A China caminha para a terceira safra anual consecutiva acima de 1,4 trilhão de jin (700 milhões de toneladas), com produção de carne suína em alta e rebanho de porcas em redução controlada — movimento que altera a demanda por soja e milho brasileiros e pressiona traders a rever posições para o
O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China informou que a produção anual de grãos do país deve superar 1,4 trilhão de jin (cerca de 700 milhões de toneladas) pelo terceiro ano consecutivo, após uma safra de verão recorde de 301,49 bilhões de jin e uma colheita de outono já 90% concluída. Para o Brasil, maior fornecedor de soja à China, o dado chega num momento delicado: uma safra chinesa robusta reduz a pressão de compra emergencial e dá a Pequim mais margem para administrar estoques e ritmo de importação — o que pode esfriar prêmios de exportação nos portos de Santos e Paranaguá nas próximas semanas.
O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China divulgou balanço dos três primeiros trimestres de 2026 indicando que a produção anual de grãos deve se manter acima de 1,4 trilhão de jin (aproximadamente 700 milhões de toneladas) pelo terceiro ano seguido. A safra de verão atingiu 301,49 bilhões de jin, superando pela primeira vez a marca de 300 bilhões e estabelecendo recorde histórico. O arroz de primeira safra somou 56,58 bilhões de jin, mantendo-se acima de 56 bilhões pelo sexto ano consecutivo. A colheita de outono, com mais de 90% já concluída, deve registrar área estável com leve aumento. O ministério também informou avanço na construção de mais de 74 milhões de mu (cerca de 4,9 milhões de hectares) de terras agrícolas de alto padrão e na adoção de colheitadeiras de 18 kg/s e transplantadoras de arroz de 10 fileiras. No segmento de proteína animal, a produção de carnes (sufna, bovina, ovina e de aves) alcançou 76,27 milhões de toneladas nos três primeiros trimestres, alta de 4,3% ano a ano, com destaque para suína (+3,2%) e de aves (+9,3%). O rebanho de porcas reprodutoras recuou para 36,02 milhões de cabeças no fim do terceiro trimestre, queda de 3,59 milhões ante o fim de 2025, retornando à faixa verde da meta de controle. A produção de leite cresceu 2,4%, a de pescados 4,3%, e a de ovos somou 26,01 milhões de toneladas. A taxa de conformidade no monitoramento de segurança e qualidade de produtos agrícolas foi de 98,3% no trimestre.
Nota sobre a fonte
A fonte oficial chinesa enfatiza recorde e estabilidade, mas a queda de 3,59 milhões de cabeças no rebanho de porcas reprodutoras sinaliza possível ajuste futuro na demanda por farelo que o tom institucional não destaca.
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