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China conecta 1 GW de solar offshore em Tianwan — modelo nuclear+renovável vira referência para leilões da ANEEL

· Redação CBI
Energia solar e renováveis

O maior projeto fotovoltaico offshore da China ultrapassou 1 GW conectado à rede em Lianyungang, usando modelo híbrido com usina nuclear; o desenho técnico e regulatório interessa diretamente a geradores brasileiros que disputam leilões de eólica offshore e projetos híbridos no Nordeste.

A China conectou mais de 1 milhão de quilowatts (1 GW) do seu maior projeto fotovoltaico offshore, o demonstrador de 2 GW da CNNC na área de descarga térmica da Usina Nuclear de Tianwan, em Lianyungang (Jiangsu). O projeto adota o modelo 'nuclear + novas energias' e integra uma base de energia limpa com capacidade total superior a 10 GW. A linha de transmissão de 220 kV entrou em operação em janeiro de 2026, com 19,45 km e 64 torres, viabilizando a conexão em larga escala. Para o Brasil, o caso serve de benchmark para os leilões de eólica offshore e para projetos híbridos solar-eólica que a ANEEL e o MME vêm estruturando, especialmente no litoral do Nordeste. O projeto demonstrativo fotovoltaico de 2 milhões de quilowatts da CNNC (China National Nuclear Corporation) na área de várzea de Tianwan, em Lianyungang, província de Jiangsu, ultrapassou a marca de 1 GW de capacidade conectada à rede. A primeira unidade geradora foi sincronizada em janeiro de 2025 e, até setembro de 2026, a capacidade instalada acumulada chegou a 1,5 GW, base para o marco atual. O empreendimento ocupa a área de descarga térmica da Usina Nuclear de Tianwan e integra com ela uma base de energia limpa com mais de 10 GW de capacidade total planejada. A conexão em larga escala dependeu da linha de transmissão de 220 kV, concluída em janeiro de 2026 com 19,45 km e 64 torres, além do reforço de 110 kV. A obra usou estaca helicoidal com injeção de calda totalmente fechada para vencer solo mole costeiro. Quando concluído, o projeto deve gerar cerca de 2,2 bilhões de kWh/ano, economizando 680 mil toneladas de carvão padrão e evitando 1,77 milhão de toneladas de CO2 por ano.

Nota sobre a fonte

Fonte oficial chinesa tende a destacar marco tecnológico e ganhos ambientais, sem detalhar custo por kWh, replicabilidade comercial ou impacto regulatório concreto no Brasil.

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