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China abre mais seu mercado financeiro em outubro — bancos e gestoras brasileiras podem ampliar acesso a capitais chineses

· Redação CBI

O Fórum Anual Financial Street 2026, de 19 a 22 de outubro, colocará a abertura financeira bidirecional no centro da agenda chinesa, com programas de conexão de mercados de títulos e infraestrutura transfronteiriça de moeda digital — temas que podem abrir novas rotas de captação e investimento para

A China realizará entre 19 e 22 de outubro o Fórum Anual Financial Street 2026, evento que terá a abertura financeira bidirecional como tema central. A agenda inclui a expansão de programas de conexão entre mercados de títulos — como os já existentes Stock Connect e Bond Connect — e o avanço de infraestrutura transfronteiriça de moeda digital, segundo o material divulgado pela CGTN. Para o Brasil, o movimento importa porque instituições financeiras, gestoras de recursos e empresas com operações na China podem ganhar canais adicionais de acesso a capitais chineses, tanto para captação quanto para investimento, num momento em que o Banco Central brasileiro discute a integração do Drex ao sistema de pagamentos internacional. O Fórum Anual Financial Street 2026, programado para ocorrer entre 19 e 22 de outubro, colocará a abertura financeira bidirecional da China no topo de sua agenda. O evento, realizado anualmente em Pequim, reúne reguladores, instituições financeiras e formuladores de política para discutir a expansão dos canais de conexão entre o mercado chinês e o exterior. Entre os temas destacados estão os programas de conexão do mercado de títulos — mecanismos que permitem a investidores estrangeiros acessar títulos chineses e a investidores chineses acessar ativos no exterior — e a infraestrutura transfronteiriça de moeda digital, que envolve o uso do yuan digital (e-CNY) em transações internacionais. O material original não detalha valores ou medidas específicas, mas indica que a abertura será 'mais profunda e substancial'. O impacto direto para o Brasil é indireto, mas relevante para o setor financeiro. Bancos brasileiros com presença na China, como o Banco do Brasil e o Itaú, além de gestoras que operam fundos com exposição a ativos chineses, podem se beneficiar de regras mais claras de acesso a mercados de títulos e de infraestrutura de pagamento transfronteiriço. O Banco Central do Brasil, que desenvolve o Drex (real digital) e discute interoperabilidade com sistemas de pagamento internacionais, tem interesse direto na evolução da infraestrutura de moeda digital chinesa, especialmente para reduzir custos de liquidação em transações comerciais bilaterais. A Receita Federal e a Camex também acompanham, já que a ampliação de canais financeiros pode afetar fluxos de investimento e operações de comércio exterior. Os dados mostram que a China já opera programas de conexão de mercados de títulos há anos, com volumes crescentes de investimento estrangeiro em bonds e ações chinesas. Na leitura do CBI, o fórum de outubro sinaliza que Pequim pretende aprofundar esses canais, possivelmente com novas regras para investidores institucionais estrangeiros e maior integração do e-CNY em pagamentos transfronteiriços. Para o Brasil, isso pode significar mais uma frente de competição por capitais chineses — especialmente em um momento em que o país busca diversificar fontes de investimento — e uma oportunidade para instituições financeiras brasileiras se posicionarem como intermediárias em fluxos bilaterais. A comparação com eventos anteriores, como o Fórum de 2024, sugere que a China tem avançado de forma gradual, mas consistente, na abertura de seus mercados financeiros. O que acompanhar: primeiro, a divulgação da agenda detalhada do fórum, prevista para as próximas semanas, que deve indicar quais medidas concretas serão anunciadas; segundo, a publicação de eventuais decretos ou normas pelo Banco Popular da China (PBOC) e pela Administração Estatal de Câmbio (SAFE) após o evento; terceiro, a evolução das discussões do Banco Central do Brasil sobre interoperabilidade do Drex com sistemas de pagamento asiáticos, que podem ganhar impulso com os anúncios chineses.

Nota sobre a fonte

A CGTN, mídia estatal chinesa, usa linguagem otimista de 'abertura mais profunda e substancial' sem apresentar valores, decretos ou prazos regulatórios; o impacto para o Brasil é tratado como potencial, não confirmado.

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