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China abre câmbio e ETFs a estrangeiros — gestoras brasileiras ganham novo canal de entrada
· Redação CBI
O Banco Popular da China anunciou facilidade de liquidez para instituições não bancárias, melhoria do benchmark de empréstimos e acesso de estrangeiros ao mercado cambial, enquanto a CSRC aprova 18 ETFs de gestão ativa — um pacote que amplia a porta de entrada para gestoras e bancos brasileiros que
O governador do Banco Popular da China (PBOC), Pan Gongsheng, anunciou nesta segunda-feira um pacote de medidas financeiras apresentado na abertura do Fórum Financeiro Anual Financial Street 2026, em Pequim. Entre elas estão uma facilidade de apoio à liquidez para instituições financeiras não bancárias lidarem com resgates em larga escala, a melhoria do benchmark usado na precificação de empréstimos e a permissão para que instituições estrangeiras negociem o yuan no mercado cambial chinês. No mesmo evento, o chefe da Administração Nacional de Regulação Financeira, Ding Xiangqun, prometeu avançar na abertura institucional do setor, e o presidente da CSRC, Wu Qing, confirmou a aprovação do registro do primeiro lote de 18 ETFs de gestão ativa. Para gestoras e bancos brasileiros com exposição à China, o conjunto sinaliza um canal de acesso mais largo — mas ainda sujeito a licenças e cotas.
O pacote foi detalhado na cerimônia de abertura do Financial Street Forum 2026, que reúne até 22 de outubro mais de 400 convidados de 40 países e regiões. Pan Gongsheng, governador do PBOC, apresentou três frentes: uma linha de liquidez para instituições financeiras não bancárias — corretoras, gestoras e fundos — enfrentarem resgates em massa sem vender ativos a preço de liquidação; a reformulação do benchmark de precificação de empréstimos, que deve tornar o custo do crédito mais sensível às condições de mercado; e a abertura do mercado cambial chinês à negociação do yuan por instituições financeiras estrangeiras. Ding Xiangqun, da Administração Nacional de Regulação Financeira, disse que a China vai ampliar a abertura institucional e acolher mais capital de longo prazo, ajustando marcos regulatórios para dar previsibilidade a estrangeiros. Wu Qing, da CSRC, afirmou que ativos chineses estão mais atraentes e confirmou a aprovação do registro do primeiro lote de 18 ETFs de gestão ativa, passo que amplia a inovação em produtos e pode atrair capital adicional ao mercado acionário. Zhu Hexin, vice-governador do PBOC e chefe da SAFE (autoridade cambial chinesa), adiantou que um novo pacote de medidas ajudará empresas chinesas a participar melhor da cooperação e competição internacionais.
Nota sobre a fonte
A CGTN é mídia estatal chinesa e adota linguagem promocional de 'abertura' e 'previsibilidade'; o texto não detalha prazos, limites operacionais ou exigências concretas para estrangeiros.
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