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BAAI leva agente de IA SoulAgent a escolas de Pequim — edtechs brasileiras devem acompanhar modelo de 'avatar do professor'

· Redação CBI

O Instituto BAAI, de Pequim, expandiu o uso do SoulAgent — agente de IA pessoal — para salas de aula reais, incluindo funções de 'assistir aulas em paralelo' e 'avatar de IA do professor'.

O Instituto de Inteligência Artificial de Pequim (BAAI) realizou, entre 19 e 24 de outubro, uma série de atividades na Escola Secundária Anexa à Universidade Renmin da China para testar o SoulAgent, seu agente pessoal de IA, em cenários reais de ensino. O sistema foi aplicado em 27 aulas abertas simultâneas e em sete subfóruns de pesquisa pedagógica, com funções que vão de anotações automáticas de aula a um 'avatar de IA do professor' que aprende o estilo de avaliação de cada docente. O caso interessa ao Brasil porque o país é um dos maiores mercados de edtech da América Latina e tem visto empresas chinesas de IA educacional buscarem expansão internacional — o modelo do BAAI pode se tornar referência para produtos que cheguem ao ensino básico e superior brasileiro. O Instituto de Inteligência Artificial de Pequim (BAAI) promoveu, entre 19 e 24 de outubro, uma sequência de eventos na Escola Secundária Anexa à Universidade Renmin da China, incluindo a Reunião de Implantação de Trabalho do Distrito de Haidian da Ação Piloto 'Aprender Fazendo' de Pequim e o seminário 'Aprender Fazendo com IA, Criar o Futuro — IA Capacitando a Formação de Talentos Inovadores'. O foco foi testar o SoulAgent, agente pessoal inteligente do BAAI que 'quanto mais usa, mais entende o usuário', em salas de aula reais, pesquisa de ensino e cenários de aprendizagem. Entre as funções apresentadas estão 'Ajude-me a assistir à aula', avatar de IA do professor, correção de redações e esclarecimento de dúvidas pedagógicas. Na atividade de 21 de outubro, 27 aulas abertas foram conectadas simultaneamente ao sistema, que gerou anotações rápidas, resumos inteligentes e permitiu perguntas e respostas contínuas sobre o conteúdo — inclusive após o término das aulas. Por que isso chega ao Brasil: o país é o maior mercado de educação superior da América Latina e tem um ecossistema de edtechs em expansão, com empresas como a baiana Cubos Academy, a paulista Alura e a carioca Descomplica, além de programas de IA na educação em redes estaduais como as de São Paulo e Ceará. O modelo do BAAI — especialmente o 'avatar de IA do professor', que aprende critérios de avaliação e estilo de ensino de cada docente — pode se tornar referência para produtos de edtechs chinesas que buscam internacionalização, como já ocorre com empresas de IA generativa em outros setores. O impacto direto é indireto, via transferência de modelo de produto e possível entrada de fornecedores chineses no mercado brasileiro de tecnologia educacional, o que pressionaria edtechs locais a acelerar funcionalidades de personalização. Os dados mostram que o SoulAgent foi aplicado em 27 aulas abertas em um único dia, com múltiplas aulas de pesquisa ocorrendo em paralelo e sete subfóruns pedagógicos à tarde — escala que indica maturidade operacional do sistema. Na leitura do CBI, isso indica que o BAAI está saindo da fase de demonstração e entrando em implantação real em escolas, o que encurta o caminho para eventual exportação do modelo. O 'avatar de IA do professor' é o elemento mais sensível: ao consolidar materiais didáticos, critérios de avaliação e feedback do docente, o sistema cria um ativo de dados pedagógicos que levanta questões de privacidade e propriedade intelectual — tema que o Brasil ainda regula de forma incipiente, com a LGPD aplicada a dados educacionais mas sem marco específico para IA na educação. Vale comparar com o movimento de plataformas como a chinesa Squirrel AI, que já operam em escolas chinesas e testam expansão no Sudeste Asiático. O que acompanhar: primeiro, se o BAAI publicará resultados quantitativos do piloto em Haidian — taxa de adoção por professores e impacto em correção de redações —, o que indicaria maturidade para licenciamento. Segundo, se edtechs chinesas com produtos similares (Squirrel AI, iFLYTEK) sinalizarão entrada no Brasil em 2025, via parcerias com redes estaduais ou universidades. Terceiro, se o Ministério da Educação (MEC) ou o Conselho Nacional de Educação (CNE) emitirão diretrizes sobre uso de avatares de IA de professores, tema que pode entrar na pauta regulatória em 2025.

Nota sobre a fonte

Fonte chinesa institucional (BAAI/雷锋网) tende a destacar escala e maturidade do piloto sem dados independentes de aprendizagem, adoção docente ou custos.

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