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巴西外交部谴责米莱干涉巴西选举并重申电子投票系统安全

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Itamaraty acusa Milei de tentar interferir na eleição brasileira

巴西外交部周二发表谴责声明,指责阿根廷总统米莱对卢拉发表侮辱言论并暗示选举舞弊,构成对巴西民主进程的外部干涉。

巴西外交部(Itamaraty)周二(20日)发表谴责声明,针对阿根廷总统哈维尔·米莱对巴西总统卢拉的新一轮侮辱以及暗示选举舞弊的言论,指其构成对巴西民主进程的“新的不可接受的外部干涉企图”。巴西第二轮选举将于下周日(25日)举行。

巴西外交部在声明中表示,米莱此番言论针对巴西司法系统和电子投票系统,并称此类表现“不可接受、失衡,不符合一个友好国家元首应有的姿态”。声明还指出,米莱“重复了那些输掉选举、并在四年前主导失败军事政变的人所散布的谎言”。

米莱在社交媒体X上分享了卢拉接受SBT采访的片段,并写道希望“肮脏竞选的最后把戏不包括偷走选举”。他还分享了卢拉与弗拉维奥·博索纳罗辩论的片段,称卢拉为“被当地进步人士崇拜的威权主义者”。米莱是博索纳罗家族的公开盟友。

巴西外交部重申,巴西电子投票系统“已被证明安全,从未记录违规行为,世界各地选举观察员已在第一轮选举中确认了这一现实”,并强调“巴西未来的决定完全属于巴西人民,他们将于25日周日在投票箱前自由表达,不受任何形式的外部干涉”。

米莱对卢拉和巴西的接连言语攻击已导致巴西与阿根廷双边关系降级。自8月以来,巴西不再在阿根廷保留大使,并要求阿根廷大使离开巴西利亚。此后巴西在邻国由一名代办代表,这一较低级别职位体现了外交降级。7月26日,在米莱于自由党(PL)党代会上辱骂卢拉后,巴西大使比泰利被召回国。当时米莱称卢拉为“囚犯”,并攻击联邦最高法院(STF)部长亚历山大·德·莫赖斯。

巴西是阿根廷的主要贸易伙伴,两国同为南方共同市场(Mercosur)主要成员,拥有两百年的外交关系,经济高度一体化,尤其在汽车和工业领域。

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信息概要

类型
公共事件
方向
巴西
分类
宏观市场
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话题
政治政策
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Itamaraty acusa Milei de tentar interferir na eleição brasileira

O Palácio Itamaraty emitiu nota de repúdio, nesta terça-feira (20), em relação às novas ofensas do presidente da Argentina, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por ter insinuado fraude nas eleições. O líder do país vizinho usou suas redes sociais para atacar o presidente brasileiro e candidato à reeleição e chegou a insinuar fraude nas eleições, cujo segundo turno será disputado no próximo domingo (25). Milei é aliado declarado da família Bolsonaro. Notícias relacionadas: Milei lança plano para demitir 21 mil servidores na Argentina . "As ofensas de hoje do Presidente da República Argentina ao Brasil, desta vez dirigidas ao Poder Judiciário e ao sistema de voto eletrônico, constituem nova e inaceitável tentativa de ingerência externa no processo democrático brasileiro", afirmou a pasta das Relações Exteriores. Em uma postagem na rede social X, Milei compartilhou um trecho da entrevista de Lula ao SBT, concedida na noite de ontem, e escreveu em seguida que espera que "o último truque de campanha suja não inclua roubar a eleição". Milei ainda compartilhou outro post, desta vez com trecho do debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, realizado no último domingo (18), em que chama Lula de "autoritário adorado pelos progressistas locais" Na nota de repúdio, o Itamaraty aponta que Milei "reitera mentiras difundidas por aqueles que perderam as eleições e protagonizaram o golpe militar fracassado, há quatro anos". "Essa antidemocrática manifestação é inaceitável, desequilibrada, e não condiz com a postura que deve ter o chefe de Estado de um país amigo". Ainda na nota, o Itamaraty reafirmou que "o sistema brasileiro de voto eletrônico é comprovadamente seguro, nunca registrou irregularidades e observadores eleitorais do mundo inteiro já ratificaram essa realidade no primeiro turno das eleições". E finalizou: "A decisão sobre o futuro do Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro, que se manifestará livremente nas urnas, e sem qualquer tipo de ingerência externa, no domingo, dia 25". Relações rebaixadas As sucessivas agressões verbais de Milei contra Lula e o Brasil resultaram no rebaixamento das relações bilaterais entre Brasília e Buenos Aires nos últimos meses. Desde agosto, o Brasil não mantém mais embaixador na Argentina e determinou que o embaixador argentino deixasse a capital federal. Os insultos do presidente argentino foram considerados um desrespeito inaceitável em relações bilaterais. Desde então, o Brasil está sendo representado no país vizinho por um Encarregado de Negócios, cargo mais baixo que expressa esse rebaixamento diplomático.   Em 26 de julho, o embaixador brasileiro Bitelli foi convocado a voltar a Brasília após Milei xingar o presidente Lula em convenção partidária do Partido Liberal (PL), que indicou o senador Flávio Bolsonaro a disputar a Presidência da República.   Na ocasião, Milei chamou Lula de "presidiário" e atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do julgamento que condenou o pai de Flávio, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina, em termos de compra e vendas de mercadorias. Os dois principais sócios do Mercosul, que compartilham de uma bicentenária relação diplomática, possuem economias fortemente integradas, especialmente nos setores automotivo e industrial.

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