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Startup chinesa de computação quântica capta R$ 80 mi — setor de criptografia brasileiro deve observar
· Redação CBI
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A chinesa Silicon Zhen Chip, incubada pela USTC, levantou mais de 100 milhões de yuans (cerca de R$ 80 mi) para desenvolver computadores quânticos ópticos de uso geral, com chips QRNG que já têm 200 mil pedidos. Para o Brasil, o avanço sinaliza riscos e oportunidades em criptografia pós-quântica ...
A Silicon Zhen Chip, startup chinesa de computação quântica óptica, anunciou uma rodada de financiamento de mais de 100 milhões de yuans (cerca de R$ 80 milhões), liderada por investidores como Weihao Chuangxin e Gongda Acoustic. A empresa, que nasceu na Universidade de Ciência e Tecnologia da China (USTC), é a única do país a desenvolver um computador quântico óptico de uso geral. Para o Brasil, o movimento acende alerta em setores que dependem de criptografia, como bancos, fintechs e infraestrutura crítica — a computação quântica pode tornar obsoletos os padrões atuais de segurança digital.
A Silicon Zhen Chip, fundada em 2020 em Hefei, é controlada por pesquisadores ligados ao acadêmico Guo Guangcan, da USTC. A empresa desenvolve chips ópticos quânticos para três frentes: criptografia quântica, medição quântica e computação quântica. O financiamento recente será usado para avançar em clusters de computação óptica dedicada de milhões de bits e em chips de computação quântica de uso geral.
O impacto para o Brasil é indireto, mas relevante. O país é um grande usuário de tecnologias de criptografia em setores como bancos (PIX, open finance), governo (e-Government, voto eletrônico) e infraestrutura crítica (energia, telecomunicações). A computação quântica, quando madura, poderá quebrar algoritmos de criptografia atuais, como RSA e ECC. A Silicon Zhen já demonstrou um chip QRNG (gerador de números aleatórios quânticos) que passou na avaliação do centro de criptografia do governo chinês e recebeu pedidos de 200 mil unidades. O chip é usado em cartões SIM e medidores de energia, mostrando que a tecnologia está saindo do laboratório.
Na leitura do CBI, o avanço chinês em computação quântica é um sinal de que a corrida tecnológica global está se acelerando. Enquanto o Brasil ainda discute políticas de segurança cibernética, a China já tem produtos comerciais. A diferença de maturidade é grande: a Silicon Zhen tem um computador quântico programável acessível via nuvem, algo que não existe no Brasil. Isso não significa que o Brasil deva correr para desenvolver computadores quânticos, mas sim que reguladores e empresas precisam começar a planejar a transição para criptografia pós-quântica.
O que acompanhar: (1) a publicação de padrões nacionais chineses para criptografia pós-quântica, que podem influenciar normas internacionais; (2) a evolução dos chips QRNG da Silicon Zhen, que podem se tornar commodity e afetar o mercado de segurança digital; (3) possíveis parcerias ou aquisições de empresas brasileiras por gigantes chinesas de tecnologia, como Huawei e Alibaba, que já atuam no país.
Nota sobre a fonte
36氪 tende a relatar avanços tecnológicos chineses com tom otimista; o impacto real para o Brasil é indireto e de médio prazo, sem necessidade de reação imediata.
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