Startup aposta no fim do ágio no abastecimento corporativo para gerar economia para frotas brasileiras
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Startup aposta no fim do ágio no abastecimento corporativo para gerar economia para frotas brasileiras
A startup de tecnologia VEIC Frota completou dois anos de operação no mercado brasileiro registrando uma redução de até 20% nos custos de abastecimento de seus clientes. A solução desenvolvida pela empresa combina cartão de crédito com bandeira aberta, pagamentos via Pix e uma plataforma digital para controle de despesas. O modelo busca eliminar a cobrança de ágio — prática comum em arranjos tradicionais de rede fechada — e ampliar a autonomia de escolha dos postos pelas empresas contratantes.
Conforme as informações divulgadas pela organização, a ferramenta passou a ser adotada por corporações de diversos segmentos, abrangendo desde logística e infraestrutura até comércio atacadista, tecnologia da informação e indústria química. O levantamento da empresa aponta que o formato tem sido absorvido por pequenas e médias empresas (PMEs) que dependem de veículos para a execução de suas rotinas comerciais e operacionais, mesmo sem possuírem frotas de grande porte.
De acordo com o comunicado da startup , os sistemas tradicionais de rede credenciada restringem as opções dos motoristas aos estabelecimentos conveniados, contexto que frequentemente resulta em preços por litro superiores aos cobrados do consumidor comum. A proposta da VEIC Frota visa contornar essa restrição ao permitir que os pagamentos sejam realizados em qualquer posto que aceite cartões de bandeira aberta ou transferências instantâneas por Pix.
“O abastecimento deixou de ser uma questão restrita às grandes transportadoras e passou a integrar a gestão de custos de empresas de diferentes setores. Para muitos negócios, especialmente pequenas e médias empresas, o veículo é essencial à operação, mesmo sem uma frota própria”, afirmou Rodrigo Somogyi , diretor executivo da VEIC, em nota oficial. Ainda segundo o executivo, “ter liberdade para escolher onde abastecer, comparar preços e acompanhar cada despesa pode fazer diferença na rentabilidade e na competitividade” dos negócios.
O executivo ressalta que o modelo operacional transfere o controle de parâmetros para a gestão da empresa, mantendo a autonomia do condutor na ponta. “Durante muito tempo, administrar o abastecimento significou determinar onde o motorista poderia parar. Nossa proposta é inverter essa lógica. A empresa estabelece as regras e mantém o controle, mas o profissional tem liberdade para escolher onde abastecer”, apontou Somogyi.
Criada no ecossistema de inovação da MaxiFrota, a VEIC Pay atua no desenvolvimento de tecnologias aplicadas à mobilidade, frotas e meios de pagamento. Paralelamente à plataforma de gestão para frotas, a empresa lançou o produto VEIC Redes, voltado aos postos de combustíveis. A ferramenta automatiza e centraliza a administração de vendas faturadas a prazo, integrando a carteira de clientes e os recebimentos do posto aos sistemas de controle das empresas compradoras.
Para saber mais sobre as iniciativas, o STARTUPI conversou com Rodrigo Somogyi , diretor-executivo da VEIC . Confira:
GZM: Como a VEIC Frota mede a economia de até 20%?
Rodrigo Somogyi : A economia de até 20% é resultado da combinação entre o cartão bandeirado e PIX, que amplia a liberdade de escolha do local de abastecimento, e uma plataforma digital de gestão que permite às empresas parametrizar e controlar as despesas. O gestor pode estabelecer regras de utilização, limites de gastos e critérios para as transações, mantendo o controle da operação mesmo com maior autonomia para os motoristas.
Enquanto os modelos tradicionais de rede fechada restringem o abastecimento aos postos credenciados, o cartão bandeirado da VEIC Frota amplia a liberdade de escolha, com aceitação em mais de 45 mil postos em todo o Brasil. Essa abrangência permite às empresas comparar preços e buscar condições mais competitivas, sem abrir mão do controle das despesas. Por meio da plataforma digital, o gestor pode parametrizar regras de utilização, estabelecer limites de gastos e acompanhar as transações, identificando oportunidades de redução de custos.
É justamente essa integração entre liberdade de escolha, tecnologia e gestão que sustenta nosso modelo. A economia não depende apenas de encontrar um combustível mais barato, mas também de evitar desperdícios e melhorar a utilização dos recursos. O percentual alcançado varia conforme o perfil de consumo, as condições de preço e as políticas de controle adotadas por cada empresa. Nosso objetivo é transformar essa eficiência em resultados mensuráveis, com indicadores que permitam ao gestor acompanhar a evolução dos gastos
GZM: Como funcionam cartão de bandeira aberta, Pix e plataforma digital?
Rodrigo Somogyi: Durante muito tempo, o mercado tratou liberdade de abastecimento e controle de despesas como necessidades conflitantes. A empresa precisava escolher entre utilizar uma rede credenciada, com suas limitações, ou buscar maior autonomia, muitas vezes perdendo visibilidade sobre os gastos.
A VEIC Frota rompe com essa lógica ao combinar liberdade de escolha e controle em uma única solução. Com o cartão bandeirado, as empresas ampliam suas opções de abastecimento e podem buscar preços mais competitivos em mais de 45 mil postos em todo o Brasil. O Pix complementa essa flexibilidade, oferecendo outra modalidade de pagamento. O diferencial está na integração dessas alternativas à plataforma digital de gestão, que permite parametrizar regras, acompanhar transações e identificar oportunidades de economia, mantendo o controle das despesas nas mãos da empresa.
O motorista ganha liberdade para escolher onde abastecer, enquanto a empresa continua responsável por definir políticas de utilização, limites e parâmetros de controle. As transações geram informações que ajudam o gestor a acompanhar despesas, identificar inconsistências e avaliar oportunidades de economia.
O diferencial não está apenas na forma de pagar. Está em integrar pagamento, dados e gestão em uma mesma experiência, sem exigir que a empresa abra mão do controle para ampliar suas opções de abastecimento.
GZM: Por que existe ágio nas redes fechadas e como a economia chega ao cliente?
Rodrigo Somogyi : No modelo tradicional de rede fechada, a aceitação do cartão depende de acordos específicos entre a operadora e os estabelecimentos credenciados. Essa estrutura pode envolver custos comerciais e operacionais que acabam influenciando o preço praticado no abastecimento.
A proposta da VEIC Frota é oferecer uma alternativa a essa dependência. Com o arranjo aberto, a empresa amplia suas possibilidades de escolha e pode buscar preços mais competitivos, sem ficar restrita aos estabelecimentos de uma rede contratada.
No entanto, a economia depende das condições encontradas, do perfil de consumo e da capacidade de gestão da empresa.
É justamente por isso que defendemos uma abordagem baseada em dados. Mais importante do que apresentar um percentual de economia é demonstrar, com critérios claros de comparação, quanto uma empresa efetivamente conseguiu reduzir suas despesas.
GZM: Como a VEIC atende pequenas e médias empresas que não possuem grandes frotas?
Rodrigo Somogyi: Uma das mudanças mais importantes desse mercado é reconhecer que a necessidade de controlar abastecimentos não está restrita às grandes frotas. Uma pequena empresa de serviços, uma indústria ou um negócio que utiliza, muitas vezes, veículos dos próprios colaboradores também precisa acompanhar despesas, estabelecer limites e evitar desperdícios.
Por isso, nossa proposta não parte necessariamente do tamanho da frota, mas da necessidade de gestão. A empresa pode ter diferentes perfis de utilização e estruturas operacionais, e a tecnologia precisa se adaptar a essas realidades.
Para negócios menores, a simplicidade é especialmente importante. Muitas vezes, não existe uma equipe dedicada exclusivamente à gestão dos veículos. O responsável pelo abastecimento também cuida de outras áreas da empresa. Nesse cenário, reunir pagamentos, regras e informações em uma plataforma contribui para tornar o acompanhamento mais acessível.
Uma das barreiras do mercado ainda é a percepção de que gestão de abastecimento é algo complexo ou destinado apenas a grandes operações. Nosso trabalho é mostrar que controle e eficiência também fazem sentido para empresas de menor porte, sem exigir uma estrutura especializada.
GZM: Como conciliar liberdade do motorista com compliance e controle financeiro?
Rodrigo Somogyi: Liberdade de escolha não significa ausência de regras. Na verdade, quanto maior a autonomia do motorista, mais importante se torna a capacidade da empresa de estabelecer políticas claras e acompanhar sua execução.
A lógica é simples: o gestor define os parâmetros de utilização, enquanto o motorista tem liberdade para buscar a melhor alternativa de abastecimento dentro das condições estabelecidas. A plataforma reúne as informações das transações, permitindo acompanhar gastos, verificar o cumprimento das políticas e identificar situações que precisam de atenção.
Isso representa uma evolução em relação ao modelo no qual o controle estava associado principalmente à restrição dos locais de abastecimento. Hoje, a tecnologia permite trabalhar com uma combinação mais inteligente entre autonomia e governança.
O objetivo não é retirar o poder de decisão do gestor, mas oferecer informações para que ele tome decisões melhores. A liberdade está na escolha do estabelecimento; o controle permanece com a empresa.
É essa integração que permite ampliar as possibilidades de economia sem abrir mão da responsabilidade sobre os recursos utilizados.
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