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第55届全国Unimed大会在阿雷格里港举行,聚焦AI与医疗转型

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Saúde em transformação desafia o setor na busca de soluções cooperativas

第55届全国Unimed大会10月6日至9日在巴西阿雷格里港举行,超1600名参与者围绕人口老龄化、气候变化与人工智能等议题讨论医疗系统的未来。

第55届全国Unimed大会于10月6日至9日在巴西阿雷格里港举行,汇聚超过1600名参与者和多位跨领域专家,讨论医疗系统在人口老龄化、高成本治疗、气候变化以及数据碎片化等结构性挑战下如何转型,同时人工智能、大数据和增强现实等技术正在快速进入该行业。

Unimed do Brasil副主席Paulo Roberto Fernandes Faria在会上表示,人工智能是「现代医学的终极前沿」,技术已从辅助手段变为重新定义医患关系、健康管理和机构未来的催化剂。

世界卫生组织指出,自生成式与多模态模型、AI代理和智能机器人引领的新一轮AI时代到来以来,护理的规划、提供和治理方式正经历深刻变革,从预防到新药研发与可及性的每个环节都受到影响;在问诊记录和临床决策支持等方面的应用研究已显示出实际收益。

未来主义医生Rafael Grossmann——首位在直播手术中使用Google Glass的医生——主张AI应扩展而非取代人类能力。他提到自己在委内瑞拉农村的执业经历让他从扩大医疗可及性的角度看待技术,并强调应思考如何以智能方式运用技术来提升护理质量、改善与患者的沟通和连接。

技术法律专家、UERJ教授Ronaldo Lemos提出「middle loop」概念,认为今后与AI协作应更像指挥家,重点在于对AI工具执行流程的引导、评估和纠错。他表示,人们将越来越多地把任务委托给AI代理,并像指挥家一样引导它们,评估其是否遵守行业伦理与监管规范、是否交付了所要求的结果;这种演进还要求具备记忆管理、持续注意力、认知卫生和任务分解等更具体的技能。

大会讨论显示,技术解决方案已经存在,但面对诸多同时发生的变革,复杂问题的解决需要多方共同推进,在巴西这样地域辽阔、区域差异显著的国家尤其如此。Unimed do Brasil主席Omar Abujamra Junior表示,携手合作能扩大各方作为真正系统运作的能力,让每个参与者贡献自己的角色、责任与专长。

Unimed系统目前拥有超过2000万医疗和牙科保险受益人,占健康保险市场38%,并在337个自主独立合作社中汇聚11.6万名合作医生。Abujamra Junior认为,押注方向之一正是加强合作社模式、机构与参与者之间的知识交流以及战略伙伴关系投资,合作遵循公共利益逻辑,挑战短期利益和组织边界。

神经科学家Alysson Muotri——参与开发首个针对某自闭症谱系障碍综合征药物的研究者之一——指出,在扩大可及性与维持医疗系统可持续性之间,利用AI发现新分子和开发新药可加速流程并降低成本。他领导一项从亚马孙生物多样性植物中寻找感兴趣分子的研究,该项目与当地原住民社区合作,并应用AI优化搜索;他说过去识别一个感兴趣分子需要数年,如今借助AI等新工具可以很快完成。

技术并非唯一支柱。气候科学家Carlos Nobre指出,热浪和暴雨等极端气候事件已成为新现实,医疗系统须为这些现象带来的健康影响做好准备,如心血管事件、呼吸道和感染性疾病增加。他表示,热浪正在全球刷新纪录且无法减少,近几个月的厄尔尼诺现象预计将在全球造成约50万人死亡,主要影响老年人、幼儿和健康已受损者。

在医学教育方面,医生、IBMEC荣誉教授Eugênio Mussak认为,教师和机构的作用不再只是教授课程,而是教会学生学习、思考并培养学习自主性;从本质上讲,每位医生首先都应是全科医生,住院医师培训才提供更深入的学习。他提出,年轻医生因没有名额或不感兴趣而未接受住院医师培训就进入市场,责任在谁值得反思。

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行业会议
方向
巴西
分类
医药健康
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Saúde em transformação desafia o setor na busca de soluções cooperativas

A saúde atravessa um momento de inflexão. Desafios estruturais, como o envelhecimento populacional, os tratamentos de alto custo e os efeitos das mudanças climáticas se somam a dificuldades já conhecidas do sistema, como a sustentabilidade, a fragmentação de dados e a falta de acesso a um cuidado de qualidade. Ao mesmo tempo, tecnologias disruptivas de inteligência artificial, big data e realidade aumentada avançam rapidamente no setor. Neste contexto, a construção da saúde do futuro exigirá um equilíbrio entre adotar novas soluções e preparar o atual sistema para o novo cenário. Essas foram algumas das reflexões que marcaram a 55ª Convenção Nacional Unimed, realizada entre 6 e 9 de outubro, em Porto Alegre, RS. O evento reuniu mais de 1,6 mil participantes e especialistas de diferentes áreas de atuação, como Alysson Muotri, neurocientista, professor e pesquisador brasileiro, Carlos Nobre, cientista climático e PhD em Meteorologia pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Eugênio Mussak, médico e professor honorário no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC), o médico futurista Rafael Grossmann, dentre outros. “A inteligência artificial é a fronteira definitiva da medicina moderna”, analisa Paulo Roberto Fernandes Faria, vice-presidente da Unimed do Brasil, representante institucional do Sistema Unimed. “Estamos presenciando a reedição dos limites da prática clínica e da gestão em saúde. A tecnologia deixou de ser suporte para se tornar o catalisador que redefine a relação médico-paciente, a gestão da saúde e o futuro das nossas instituições.” Desde a chegada da nova era da IA, liderada pelos modelos generativos e multimodais, por agentes de IA e pela robótica inteligente, a forma como o cuidado é planejado, prestado e governado tem passado por transformações profundas, destaca a própria Organização Mundial da Saúde (OMS). Cada etapa do cuidado tem sido diretamente impactada por essa revolução tecnológica, da prevenção ao desenvolvimento e acesso a novos medicamentos. Estudos sobre a adoção de algumas delas, como na transcrição de consultas e apoio à decisão clínica já demonstram ganhos reais. Contudo, a IA deve ser um meio de ampliar e não substituir as capacidades humanas, defende Rafael Grossmann, médico futurista e o primeiro a utilizar o Google Glass, óculos de realidade aumentada, durante uma cirurgia ao vivo. De origem venezuelana e carreira construída nos Estados Unidos, Grossmann destacou que a atuação na zona rural no seu país de origem o fez encarar a tecnologia a partir de uma perspectiva de potencial de ampliação do acesso ao cuidado. “Foi lá que descobri a importância da comunicação, de poder acessar dados para oferecer o melhor cuidado ao paciente”, compartilha Grossmann. “É preciso questionar como podemos usar a tecnologia de uma forma inteligente para qualificar o cuidado, melhorar a comunicação e a conexão com os nossos pacientes.” Reflexões nesse sentido já acontecem no debate internacional sobre o uso de IA na saúde. Elas reforçam a conclusão de que o que trará melhores desfechos em saúde não é o uso isolado da tecnologia, mas a melhora real do cuidado e, principalmente, a valorização da supervisão humana nessa jornada. Esse papel já ganhou nome: middle loop, explica Ronaldo Lemos, advogado especialista em tecnologia, autor do Marco Civil da internet e professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Daqui para frente, o trabalho com a IA deve se assemelhar cada vez mais ao de um maestro, com foco fundamental no direcionamento, avaliação e correção dos processos realizados pelas ferramentas. “Cada vez mais vamos delegar tarefas para agentes de IA, e tal como um maestro, conduzi-los para avaliar se eles estão respeitando as normas éticas e regulatórias do setor, se estão entregando aquilo que pedimos”, diz Lemos. Em sua visão, essa evolução exige também habilidades mais específicas, como gestão de memória, atenção contínua, higiene cognitiva e decomposição de tarefas. Humanização, tecnologia e cooperação caminham juntas Os debates da Convenção evidenciaram que as soluções tecnológicas já estão disponíveis, mas diante de tantas transformações simultâneas, as soluções para problemas complexos devem ser construídas a partir de múltiplas frentes – ainda mais em um país de dimensões continentais como o Brasil, com particularidades regionais e as necessidades reais de cada população. “Quando damos as mãos, ampliamos nossa capacidade de atuar como um verdadeiro sistema em que cada um dos agentes contribui com seu papel, suas responsabilidades e as suas competências”, defende Omar Abujamra Junior, presidente da Unimed do Brasil. O Sistema Unimed hoje reúne mais de 20 milhões de beneficiários de planos médicos e odontológicos, representando assim 38% do mercado de planos de saúde. Além disso, reúne 116 mil médicos cooperados em 337 cooperativas autônomas e independentes. Por isso, na visão de Abujamra Junior, uma das apostas é justamente o fortalecimento do cooperativismo, da troca de conhecimento entre instituições e players e do investimento em parcerias estratégicas. Para ele, a cooperação opera na lógica do bem comum, desafiando um olhar para interesses imediatos e fronteiras organizacionais. Um exemplo de trabalho conjunto foi apontado por Muotri, um dos pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento do primeiro medicamento para uma síndrome do Transtorno do Espectro Autista. Ao olhar para o dilema de avançar na ampliação do acesso e manter a sustentabilidade dos sistemas de saúde, o uso de ferramentas como a IA na descoberta de novas moléculas e no desenvolvimento de novos fármacos tem se mostrado capaz de acelerar e reduzir custos dos processos. O cientista lidera uma pesquisa sobre moléculas de interesse a partir de plantas da biodiversidade amazônica, projeto que passa pela cooperação com comunidades indígenas locais, e tem aplicado o uso de IA para otimizar essa busca. “No passado, levava-se anos para identificar uma molécula de interesse. Com as novas ferramentas, como inteligência artificial, conseguimos fazer isso muito rapidamente”, ilustra. Tecnologia não é tudo Embora seja uma protagonista importante, a tecnologia não é o único pilar para a construção do caminho rumo à saúde do futuro. Ela divide espaço com desafios como a crise climática e a formação de novos médicos. Em ambos os temas, a inovação pode contribuir para estratégias mais assertivas de enfrentamento e melhorias. No que diz respeito às questões ambientais, Carlos Nobre destaca que o momento é de compreender que os eventos climáticos extremos, como ondas de calor e chuvas torrenciais, fazem parte da nova realidade. Agora, os sistemas de saúde devem se preparar para lidar com os impactos para a saúde provocados por esses fenômenos, como o aumento de incidentes cardiovasculares, doenças respiratórias e infecciosas. “As ondas de calor estão batendo recordes no mundo inteiro, e não é algo que vamos conseguir reduzir”, pondera o cientista. Segundo ele, o fenômeno do El Niño vivenciado nos últimos meses deve provocar aproximadamente 500 mil mortes no mundo. “E sabemos que esse evento afeta principalmente idosos, crianças pequenas e pessoas com a saúde já comprometida”, completa. Preparar os novos médicos para essa realidade não é tarefa fácil, e passa também por questões estruturais, como programas de formação continuada para professores, a priorização de docentes mestres e doutores, a reavaliação da metodologia de ensino e o investimento em hospitais-escola para o aprendizado prático. “A função do professor, da instituição, não se resume mais a ensinar a matéria, mas a ensinar o aluno a aprender, a pensar e a desenvolver autonomia no aprendizado”, defende Eugênio Mussak. Ele argumenta que, em essência, todo médico deveria ser, acima de tudo, generalista, e que é a residência médica que vai proporcionar um aprendizado mais aprofundado. Nesse sentido, Mussak defende que é papel das instituições de ensino e dos educadores incentivar também essa busca: “Quando esse médico jovem sai da faculdade sem fazer uma residência, seja porque não tem vaga ou porque não se interessa, e entra no mercado da maneira que foi preparado, nem sempre o ideal, é culpa dele, da instituição de ensino ou de ambos? Temos que fazer essa reflexão.” Alysson Muotri, neurocientista e pesquisador, e Carlos Nobre, cientista climático, falaram na 55ª Convenção Nacional Unimed sobre os desafios da saúde

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