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SUS价格表滞后诉至最高法院 联邦政府预估等同方案或增240亿雷亚尔支出

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Defasagem da Tabela SUS chega ao STF e reacende debate sobre financiamento de hospitais

巴西联邦最高法院决定受理关于SUS价格表支付金额是否应与补充健康保险参数等同的司法审查,联邦政府预估该方案将给卫生部预算带来240亿雷亚尔影响。

巴西联邦最高法院(STF)虚拟全体会议于5月20日(周二)决定,将分析司法审查向SUS提供服务的私立医院支付金额的可能性。案件由米纳斯吉拉斯州茹伊斯迪福拉圣家慈善医院提起,医院寻求将SUS价格表金额与ANS制定的Tunep或IVR参数等同。联邦政府在该案中预估,若法院裁定等同,将对卫生部预算造成240亿雷亚尔的影响。

最高法院表示,裁决时将考虑价格修订对公共卫生预算的可能影响,以及司法机构在界定医院报酬方面的权限边界。除司法审查的界限和等同是否可行外,法院还将审查调整成本如何在联邦、州、市之间分配,以及哪些实体需参与诉讼。

SUS价格表自2008年起用于向服务公立网络的医院和诊所支付费用。行业认为该表金额已滞后约20年,是医院财务危机的原因之一。据行业代表称,价格表报酬仅覆盖手术实际费用的40%至60%,迫使机构另寻资金来源以维持服务。

在STF审理的案件中,联邦政府主张Tunep和IVR并非为支付服务提供者而设,地方管理者有责任补充SUS价格表金额;卫生部设定的金额仅为最低参考,州和市可支付更高金额,并应负责确保履行与机构所签合同所需资源。

案件在司法系统内存在分歧。据国家司法委员会国家判例库数据,在高等法院(STJ)关联该主题的343件案件中,225件在联邦第一地区法院(TRF1)审理,该法院持支持等同的理解;第三和第四地区法院则有反对该措施的判例。

慈善圣家医院与慈善医院联合会(CMB)主席Flaviano Feu Ventorim表示,近年扩大机构融资的措施不足以解决价格表滞后问题,部分额外资源按产出比例拨付,起到财政补助作用,但并非价格表的实际调整。他说:“我们遗憾这走到了司法途径。我认为SUS价格表不应在司法机构讨论。但医院为了不关门,长期以来一直在寻求司法化。”

与此同时,卫生部长Alexandre Padilha自2025年3月就任以来表示打算终结SUS价格表,并推出了“Agora Tem Especialistas”项目价格表,对特定手术设定差异化金额并提供按手术包付费的OCI模式,据卫生部称金额可达传统参考的三到四倍,但仅适用于加入该项目的机构。Padilha在近期表态中重申,若现政府连任,计划“彻底埋葬”这一融资机制。

圣保罗州慈善与福利医院联合会(Fehosp)主席Edson Rogatti认为,主要担忧不是报酬形式,而是确保拨付资源足以覆盖服务成本,并需明确替代方案如何在全国运作及与州级融资机制衔接。CMB则主张采用与医院签约的模式,参照社会组织(OS)管理医院的方式,设定产出目标和根据机构结构与地区需求确定的资源。

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政策法规
方向
巴西
分类
医药健康
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Defasagem da Tabela SUS chega ao STF e reacende debate sobre financiamento de hospitais

A defasagem dos valores pagos pela Tabela SUS é uma das principais queixas das santas casas e dos hospitais filantrópicos, que alegam receber recursos insuficientes para cobrir os custos dos atendimentos prestados à rede pública. A discussão ganhou novos contornos com a judicialização do tema e sua chegada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na terça-feira, 20, o plenário virtual da Corte decidiu analisar a possibilidade de revisão judicial dos valores pagos a hospitais privados por serviços prestados ao SUS. O Supremo ressalta que a questão será julgada considerando os possíveis impactos de uma revisão sobre o orçamento da saúde pública e os limites da atuação do Judiciário na definição da remuneração hospitalar. O caso chegou ao STF por meio de uma ação apresentada pela Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora (MG). Na Justiça, os hospitais buscam a equiparação dos valores da Tabela SUS aos previstos na Tabela Única Nacional de Equivalência de Procedimentos (Tunep) ou no Índice de Valoração do Ressarcimento (IVR), instituídos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esses parâmetros são utilizados como referência para calcular os valores que as operadoras de planos de saúde devem ressarcir ao SUS quando seus beneficiários recebem atendimento na rede pública. Assim, além de definir os limites da revisão judicial dos valores e se é possível a equiparação, o Supremo deverá examinar como os custos de eventuais reajustes devem ser distribuídos entre União, estados e municípios, bem como quais desses entes precisam integrar as ações judiciais. A decisão deve abrir caminho para a definição de uma orientação nacional sobre o tema. A Tabela de Procedimentos, Medicamentos e Órteses, Próteses e Materiais Especiais , conhecida como Tabela SUS, é o modelo de remuneração por procedimentos usado desde 2008 para pagar hospitais e clínicas que atendem a rede pública. Assim, o setor considera os valores defasados, em cerca de 20 anos, situação apontada como uma das causas da crise financeira dos hospitais. Segundo representantes do setor, a remuneração prevista na tabela cobre apenas entre 40% e 60% das despesas efetivas dos procedimentos, obrigando as instituições a buscar outras fontes de financiamento para manter os serviços. Em contrapartida, no processo em tramitação no STF, a União estima um impacto bilionário caso a Justiça decida pela equiparação dos valores. De acordo com o governo, a medida resultaria em um custo de R$ 24 bilhões sobre o orçamento do Ministério da Saúde, com repercussões significativas para as contas públicas, para a capacidade estatal de financiamento das políticas públicas de saúde e para a sustentabilidade da rede pública. Porém, entidades argumentam que a falta de atualização adequada dos valores ao longo dos anos, somada ao aumento dos custos com profissionais, medicamentos e insumos, contribui para o endividamento dos hospitais e ameaça a continuidade da assistência. Embora reconheçam avanços recentes, como a previsão de revisões periódicas estabelecida pela Lei nº 14.820/2024, defendem uma recomposição das perdas acumuladas e a adoção de um modelo de financiamento que considere os custos reais dos serviços prestados. Para Flaviano Feu Ventorim, presidente da Confederação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Filantrópicos (CMB), as medidas adotadas nos últimos anos para ampliar o financiamento das instituições não foram suficientes para solucionar a defasagem da Tabela SUS. Segundo ele, parte dos recursos adicionais foi repassada aos hospitais de forma proporcional à produção, funcionando como um auxílio financeiro, mas sem representar um reajuste efetivo dos valores previstos na tabela. Desse modo, crescem as tentativas de equiparação pela justiça. “Lamentamos que isso tenha chegado às vias judiciais. No meu entendimento, a Tabela SUS não deveria estar sendo discutida no Judiciário. Mas os hospitais, ao longo do tempo, para não fecharem, foram buscando a judicialização. Esse contexto atual é resultado do desespero dos hospitais em manter a sua sustentabilidade. Se tivéssemos uma tabela justa, não teria por que judicializar”, diz o presidente. Equiparação ao ressarcimento da saúde suplementar O Supremo destaca que também decidiu pela análise do caso devido a controvérsias no Judiciário sobre a possibilidade de equiparar a Tabela SUS com os valores da saúde suplementar. Em seu voto, Gilmar Mendes destacou a existência de decisões divergentes entre os tribunais federais sobre o assunto. Segundo dados do Banco Nacional de Precedentes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), dos 343 processos vinculados ao tema no Superior Tribunal de Justiça (STJ), 225 tramitam no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que possui entendimento favorável à equiparação dos valores. Já os TRFs da 3ª e da 4ª Regiões têm precedentes contrários à medida. Segundo Rodrigo Perego, sócio da Santos Perego & Nunes da Cunha Sociedade de Advogados, advogado especialista em direito público e atuante em ações do setor, a utilização dos parâmetros da ANS como referência para a remuneração dos hospitais busca restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro dos serviços prestados ao SUS. Nos processos, as instituições argumentam, com base no princípio da isonomia, que o SUS não deveria pagar pelos procedimentos valores inferiores aos que cobra das operadoras pelos mesmos serviços. Por isso, reivindicam a equiparação das tabelas e o pagamento das diferenças referentes aos cinco anos anteriores ao ajuizamento das ações. Na avaliação do advogado, esses valores seriam mais adequados à realidade dos custos hospitalares, pois permitiriam não apenas cobrir as despesas dos atendimentos, mas também gerar recursos para a manutenção e a melhoria da estrutura das instituições. “Grande parte desses hospitais possui um passivo muito grande, por conta desse histórico de repasses defasados. O critério da ANS remunera de modo a não somente pagar os custos, como também ser uma forma de receita para o hospital poder investir e reinvestir. Então, essa equiparação também visa tornar a atuação sustentável”, explica. Por outro lado, no processo, a União sustenta que a Tunep e o IVR não foram criados para remunerar prestadores de serviços e que cabe aos gestores locais complementar os valores previstos na Tabela SUS. O governo defende que os valores definidos pelo Ministério da Saúde são apenas uma referência mínima de pagamento. Isso significa que estados e municípios podem pagar valores maiores aos hospitais e devem ser responsáveis por garantir os recursos necessários para cumprir os contratos firmados com essas instituições. Diante disso, o ministro relator ressaltou que será necessário no julgamento considerar os efeitos nas normas que disciplinam as competências e a repartição dos encargos financeiros. Assim, também está em discussão a responsabilidade dos entes federativos no financiamento da Tabela SUS e de potenciais repasses adicionais. Se caberá ao governo federal, inclusive de forma retroativa, ou se os custos deverão ser assumidos pelos entes, já que são os responsáveis pela contratação dos serviços. Alternativas à Tabela SUS e mudança do modelo Em paralelo às discussões no Supremo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, tem afirmado desde que assumiu o cargo, em março de 2025, que pretende acabar com a Tabela SUS. Em sua posse , o ministro prometeu reformular o mecanismo e, durante sua gestão, lançou a tabela do programa Agora Tem Especialistas para incentivar a ampliação da oferta de atendimentos especializados pelo SUS. A principal diferença é que o programa prevê valores diferenciados para determinados procedimentos e oferece a remuneração por pacotes de procedimentos, as Ofertas de Cuidado Integrado (OCI). Segundo o Ministério da Saúde, os valores podem chegar a pagar de três a quatro vezes mais do que a referência tradicional. Entretanto, os repasses só valem para as instituições que aderiram ao programa, os demais procedimentos continuam sendo remunerados pela Tabela SUS. “O Agora Tem Especialistas conseguiu movimentar o sistema e foi interessante para alguns hospitais. O programa tem uma atuação importante para as instituições de médio e grande porte, porém não impacta significativamente as de menor porte. Foi um primeiro passo, mas ainda não alcança toda a rede”, analisa o presidente da CMB. Em manifestações recentes, Padilha reiterou que, caso o governo atual seja reeleito, a gestão pretende “enterrar definitivamente” a Tabela SUS. “Os próximos quatro anos do governo Lula vão ficar marcados por enterrar esse mecanismo superado de financiamento. Tem gente que fala em reajustar a tabela. Está errado. Nós já reajustamos, reajustamos todo ano. Não basta reajustar; é preciso enterrar esse modelo”, disse o ministro em entrevista à Folha de S.Paulo neste mês. Entretanto, para o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, a principal preocupação não é necessariamente o formato da remuneração, mas a garantia de que os recursos repassados sejam suficientes para cobrir os custos dos atendimentos. Rogatti considera que ainda é necessário esclarecer como uma eventual substituição da Tabela SUS funcionaria nacionalmente e de que maneira seria articulada com os mecanismos estaduais de financiamento. Ele também ressalta que a implementação de novos modelos exige planejamento e tempo. “Precisamos receber pelo menos aquilo que custa, o valor de realizar o procedimento, nem que não gere lucro ou recursos adicionais. Podemos acabar com a tabela, não tem problema, mas o governo precisa então apresentar qual vai ser a alternativa, como ele vai pagar os hospitais que atendem o SUS, precisamos ter justiça nisso”, avalia o presidente da Fehosp. Como alternativa à Tabela SUS, a CMB defende a adoção de um modelo de contratualização com os hospitais, especialmente aqueles que concentram grande parte dos atendimentos no SUS. A proposta é estabelecer contratos com metas de produção e recursos definidos de acordo com a estrutura de cada instituição e as necessidades assistenciais da região, de modo a garantir o equilíbrio econômico-financeiro dos serviços. Para Ventorim, o modelo poderia funcionar de maneira semelhante ao adotado na gestão de hospitais por Organizações Sociais (OS), entidades privadas sem fins lucrativos que firmam contratos com o poder público para administrar unidades de saúde. Nesses contratos, são estabelecidos repasses financeiros, metas de atendimento e indicadores de desempenho, em vez de depender exclusivamente do pagamento individual por procedimento realizado. “O Ministério da Saúde deveria apresentar uma solução plausível, com orçamento e com diálogo com o setor. Eu acredito que esse modelo com contratualização, orçamentado em um valor justo resolveria. Isso ainda daria possibilidade das instituições atenderem pacientes de convênio e particulares para poder diminuir o custo no sistema público. É nisso que acreditamos e temos apresentado ao governo e às gestões estaduais e municipais”, comenta o presidente.

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