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巴西数字签名平台SuperSign进军美国,目标12个月年收入100万美元

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SuperSign estreia nos EUA para disputar mercado com DocuSign

巴西数字签名平台SuperSign在美国推出SuperSign USA版本,计划12个月内实现美国市场年收入100万美元。

巴西数字签名平台SuperSign已在美国开展业务,推出面向需要在美国具有法律效力签名客户的SuperSign USA版本,并计划在12个月内实现美国市场年收入100万美元。

SuperSign首席执行官埃德尔·丰塞卡(Éder Fonseca)对Startups表示,该战略结合雷亚尔成本和美元收入,“由于我们的运营成本以雷亚尔计,我们可以用美元销售,从而比一些美国本土平台更具竞争力”。

过去一年,SuperSign客户基数从200家增至约1000家。丰塞卡称,部分增长来自在巴西和美国均有业务的跨国企业客户,“正是这些客户的需求加速了这一进程”。

据其介绍,SuperSign的美国客户主要是巴西跨国公司,尤其是工业领域企业,它们在美国销售、在当地雇佣员工,并需要为分支机构或总部办理文件;此外也包括在海外提供服务的巴西初创公司和在美国工作的巴西人。

SuperSign巴西此前已提供面向外国签署人的英文和西班牙文门户,但服务对象是需要在巴西具有法律效力的文件签署及在巴西发起的操作。丰塞卡称这一版本为“带有其他语言翻译的巴西签名门户”。而SuperSign USA则遵循美国的法律和技术规则提供数字签名流程。巴西业务继续服务需要按巴西法律签署文件的其他国家客户。

为搭建美国业务,该公司研究了当地立法,并在美国聘请了一家事务所提供法律和税务支持。两个业务的“selagem”(生成数字签名的技术环节)流程也不同,但均保留加密、数据收集和存储等安全与有效性要求。

美国业务通过注册在新墨西哥州的SUPERSIGN, LLC运营,商业地址设在佛罗里达州奥兰多。丰塞卡称新墨西哥州有鼓励创新的法律和税收优惠,并提到英特尔等大型科技公司在该州的存在。奥兰多地址则因当地巴西人集中及公司开发人员在美国而选择。该单元集中商业和营销活动,远程办公模式为运营结构提供灵活性。

丰塞卡称,SuperSign的动向与DocuSign等大型竞争对手的路径相反。传统上,外国企业尤其是美国企业会向巴西扩张,而DocuSign于2014年起进入巴西市场。丰塞卡未透露名称,但称一些客户已从DocuSign迁移至SuperSign。

SuperSign于2025年中开启首轮融资,丰塞卡未透露金额,称资金来自一家专注于法律科技(legaltech)的基金,未公布名称,资金用于巴西业务。SuperSign USA则结构独立、自有资本,初期使用创始人资金,无外部投资,保持100%股权控制。

丰塞卡表示,公司优先考虑有持续性和盈利能力的增长,不烧钱,“我们宁愿营收少一些、利润率高一些。我们没有仅靠烧钱、没有回报就成为十亿美元公司的愿望”。公司打算在美国复制巴西模式,提高LTV、降低CAC,并在不同环节使用人工智能。

投资者兼顾问安德森·德·安德拉德(Anderson de Andrade)自公司成立起跟踪其发展,负责风险投资相关事务。

丰塞卡称,美国市场年收入100万美元的预测基于美国市场数据和SuperSign巴西的增长曲线,“比起财务回报,我们更想向美国市场展示巴西人也能做全球软件”。未来24个月,巴西的目标是跻身该国三大数字签名平台之列,聚焦企业客户并扩大API使用;美国的目标则是获得增长动能并扩大本地客户采用。

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科技平台
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SuperSign estreia nos EUA para disputar mercado com DocuSign

Éder Fonseca, fundador da SuperSign (Foto: Divulgação) A SuperSign , plataforma brasileira de assinatura digital de documentos, começou a operar nos Estados Unidos com a SuperSign USA, versão voltada a clientes que precisam de assinaturas com validade jurídica no país. A empresa projeta alcançar US$ 1 milhão em receita anual no mercado norte-americano em até 12 meses. A estratégia combina custos em real e receitas em dólar. “Como nossa operação custa em real, podemos vender em dólar e ser mais competitivos do que algumas plataformas nativas dos Estados Unidos”, afirma Éder Fonseca, CEO da SuperSign , em entrevista ao Startups . No último ano, a base de clientes da SuperSign passou de 200 para cerca de 1.000. Parte desse crescimento veio de empresas enterprise que utilizam a plataforma no Brasil e também atuam nos Estados Unidos. “Foi a necessidade desses clientes que acelerou esse processo”, afirma o CEO. Os clientes norte-americanos da SuperSign são multinacionais brasileiras, principalmente do setor industrial, que vendem nos EUA, contratam colaboradores no país e precisam formalizar documentos para suas filiais ou matrizes. Também usam a plataforma startups brasileiras que passaram a prestar serviços no exterior e brasileiros que atuam nos Estados Unidos. Entendendo a expansão A SuperSign Brasil já oferecia um portal em inglês e espanhol para signatários estrangeiros, mas o serviço era voltado à assinatura de documentos com validade jurídica no Brasil e a operações iniciadas no país. Éder descreve essa versão como “um portal de assinatura brasileiro com tradução para outros idiomas” e aponta essa característica como um diferencial da empresa. Já a SuperSign USA tem outra proposta. “Agora oferecemos o processo de assinatura digital com validade nos Estados Unidos, seguindo as regras jurídicas e tecnológicas do país”, diz. A operação brasileira continua atendendo clientes de outros países que precisam assinar documentos segundo a legislação brasileira. Para estruturar a operação americana, segundo o CEO, a empresa revisou a legislação local e contratou um escritório nos Estados Unidos para dar suporte jurídico e fiscal. O processo de selagem — termo técnico usado para designar a etapa que gera a assinatura digital — também é diferente nas duas operações, embora ambas mantenham requisitos de segurança e validade, como criptografia, coleta e armazenamento de dados. Estrutura nos EUA A operação norte-americana funciona por meio da SUPERSIGN, LLC , registrada no Novo México, com endereço comercial em Orlando, na Flórida. Éder afirma que o Novo México tem leis de incentivo à inovação e benefícios fiscais. O executivo também cita a presença de grandes empresas de tecnologia, como a Intel , no estado. O endereço em Orlando foi escolhido pela concentração de brasileiros na cidade e pela presença do dev da empresa nos EUA. Segundo o CEO, a unidade concentra atividades comerciais e de marketing, enquanto o modelo de home office dá flexibilidade à estrutura da operação. De acordo com Éder, o movimento da SuperSign segue o caminho inverso ao de grandes concorrentes, como a DocuSign . Tradicionalmente, empresas estrangeiras, sobretudo norte-americanas, expandem suas operações para o Brasil, um dos maiores mercados consumidores de internet e software do mundo. A DocuSign , que o executivo define como líder global e criadora do segmento, foi fundada na Califórnia e atua no mercado brasileiro desde 2014. Sem revelar nomes, o CEO afirma que alguns clientes migraram da DocuSign para a SuperSign . Ele diz que a presença da startup brasileira no mercado nacional despertou o interesse de empresas estrangeiras que buscam se aproximar do Brasil. Origem dos recursos A SuperSign abriu sua primeira rodada de investimentos em meados de 2025 . Sem revelar o valor, Éder afirma que o aporte veio de um fundo especializado em legaltechs, cujo nome não foi divulgado. Os recursos foram destinados à operação brasileira. Já a SuperSign USA tem estrutura independente e capital próprio. Segundo o CEO, a operação começou com recursos dos fundadores, sem aporte externo, e mantém 100% do controle societário. Éder explica que a empresa prioriza o crescimento com consistência e lucratividade, sem queimar caixa. “Preferimos faturar menos, com lucratividade maior. Não temos a aspiração de ser uma empresa bilionária apenas queimando caixa e sem retorno”, diz. A intenção é replicar nos Estados Unidos o modelo adotado no Brasil, com aumento do LTV (valor gerado por cliente ao longo do relacionamento), redução do CAC (custo de aquisição de clientes) e uso de inteligência artificial em diferentes etapas da operação. O investidor e conselheiro Anderson de Andrade acompanha a empresa desde o início e cuida dos assuntos relacionados a venture capital. Com cinco exits no portfólio e experiência em startups como Asaas, Brivia e Darwin Seguros , ele contribui para a estratégia da SuperSign com capital e apoio aos negócios, em uma perspectiva de médio prazo. Visão de futuro A projeção de US$ 1 milhão em receita anual nos EUA se baseia, segundo Éder, em dados do mercado norte-americano e na curva de crescimento da SuperSign Brasil. “Mais do que retorno financeiro, queremos mostrar ao mercado americano que brasileiros também sabem fazer softwares globais”, diz. Para os próximos 24 meses, a meta no Brasil é posicionar a empresa entre as três principais plataformas de assinatura digital do país, com foco no segmento enterprise e na ampliação do uso da API. Segundo o CEO, a tecnologia já está preparada para operar em white label (com a marca do cliente) e atender qualquer volume de demanda. Nos Estados Unidos, o objetivo para o mesmo período é ganhar tração e ampliar a adesão de clientes locais.

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