Lucro líquido da Vale no 3º trimestre cai pela metade com efeitos de câmbio e Samarco
O lucro líquido da Vale ( VALE3 ) no terceiro trimestre caiu pela metade, diante de efeitos cambiais e de provisão da Samarco. De julho a setembro, o indicador marcou R$ 6,43 bilhões, queda de 56% na comparação anual, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários na noite desta quinta-feira (29).
Em moeda americana, o lucro líquido recuou 53% no período, para US$ 1,25 bilhão.
Conforme o documento, o desempenho refletiu o efeito negativo de coligadas e joint ventures, com destaque para o ajuste da provisão da Samarco, de US$ 322 milhões, além de maiores tributos sobre o lucro e impactos cambiais sobre prejuízos fiscais em subsidiárias, de US$ 276 milhões.
Segundo a companhia, os efeitos foram parcialmente compensados por um aumento de US$ 610 milhões na marcação a mercado e liquidação de derivativos.
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Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 17 bilhões no terceiro trimestre, queda de 28% sobre o mesmo período de 2025.
O resultado foi afetado principalmente por preços de minério de ferro mais baixos realizados no período; maiores custos e despesas, com destaque para a paralisação das operações das minas de Fábrica e Viga; custos mais elevados de aquisição de minério de ferro e níquel de terceiros, bem como apreciação do real e frete mais caro.
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O minério de ferro continua tendo a maior contribuição no Ebitda da companhia, embora o cobre tenha sido o principal destaque positivo no período, com alta de 66% na comparação anual.
A receita líquida total no período atingiu R$ 54 bilhões, queda de 4% sobre o igual intervalo do ano passado.
“Nossos resultados do terceiro trimestre refletem a execução disciplinada de nossa estratégia e um foco contínuo na excelência operacional. Em um ambiente de mercado dinâmico, a flexibilidade do nosso portfólio, a estratégia de frete e o programa de hedge contribuíram para proteger nossas margens e sustentar uma sólida geração de fluxo de caixa, fortalecendo ainda mais nosso balanço”, disse o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, no relatório financeiro.
Ele acrescentou no documento que a Vale Base Metals segue evoluindo de forma consistente, com o projeto Salobo registrando produção recorde para um terceiro trimestre, com cobre e níquel a caminho de alcançar a metade superior do guidance de produção.
“Com a aprovação do projeto Salobo, damos mais um passo importante em nossa trajetória de crescimento em cobre, aproveitando nossos ativos e infraestrutura existentes para crescer com eficiência de capital. Em conjunto, essas conquistas fortalecem a resiliência da Vale e nos posicionam para criar valor sustentável a longo prazo”, comentou.
O preço realizado de finos de minério de ferro foi de US$ 85,1 por tonelada no trimestre. O relatório também informa preço de referência médio de US$ 96,7 para o produto com teor de 61%.
Conforme o CEO da Vale já havia afirmado em evento recente , os prêmios para minério de ferro de maior qualidade se mantiveram estáveis no período.
“Os prêmios de mercado para produtos de baixo teor de alumina permaneceram fortes, sustentando uma sólida realização de preços”, disse a empresa no documento.
Ao final do período, a dívida bruta da Vale atingiu US$ 17,5 bilhões e, a dívida líquida, US$ 13 bilhões. Com isso, a alavancagem medida pela dívida líquida sobre o Ebitda ajustado nos últimos 12 meses é de 0,8 vez.
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