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巴西两位童年好友创立冲浪垂直平台Quiva,已覆盖14州

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Melhores amigos criam marketplace para surfistas

巴西冲浪爱好者Diego Gallego和Rodrigo Simoes Tavares创立冲浪专属市场平台Quiva,2026年1月正式上线,目前覆盖巴西14个州。

巴西冲浪爱好者Diego Gallego与Rodrigo Simoes Tavares——两人是童年好友,同在里约热内卢Arpoador学冲浪——创立的冲浪垂直市场平台Quiva已于2026年1月在App Store和Play Store向公众发布,目前覆盖巴西14个州,圣保罗和圣卡塔琳娜为优先市场,两地有超过2000块冲浪板可供选择。

据创始人介绍,Quiva于2025年6月开始开发,同年11月推出测试版(MVP),约有250名用户;2026年1月正式上线后,借助在Instagram上走红的视频,新增约两千名用户。

平台最初聚焦个人之间的二手冲浪板交易,后随着冲浪板店和制造商(shapers)入驻,扩展至新品、装备、冲浪服装及课程等服务,并开设“Comunidade”板块,供摄影师和冲浪教师免费发布服务。Rodrigo表示,shapers和店铺最初是“非正式地”进入平台,平台据此为店铺开辟了空间。

与社交网络和分类信息网站不同,Quiva提供冲浪专属筛选条件,如冲浪板尺寸、尾鳍、成色和用户距离等。Diego举例说,已有Future品牌尾鳍的用户可按该品牌筛选以确保适配;根据用户反馈,平台还增加了“套装不完整”筛选,方便丢失三片尾鳍中一片的用户。Diego称,以前这个市场“完全混乱”,而Quiva有数据、有指标、有市场组织。

物流目前外包,由卖家负责。Rodrigo称,平台曾测试配送合作伙伴,但因冲浪板运输“最后一公里”问题而取消该选项;平台上的大型制造商更愿意自行包装发货,在里约许多交易通过当面自提完成。防诈骗方面,Quiva监控用户举报,并对超出冲浪范围的广告进行联系处理。创始人称曾发生买家被引至其他平台后受骗的案例,这强化了平台封闭化的决定。

收入方面,冲浪者发布和交易设备无需付费,但认证合作店铺需按平台销售额支付10%佣金,作为交换获得专属店铺结构、更高曝光和产品推广支持。公司还计划推出Garantia Quiva支付保护、店铺和shaper月费计划及置顶广告;创始人讨论对个人之间交易收费,可能向买家和卖家各收最高3%,但截至采访日该模式尚未实施。

融资方面,Quiva在2026年初约有500名用户时获得一笔投资:一位创始人认识的天使投资人以2万雷亚尔购入1%股份,对应估值200万雷亚尔,资金用于技术、营销和法律事务。除此之外,初始成本由两位持股相等的合伙人分担。创始人曾考虑新一轮融资,但决定推迟,待用户规模扩大后再谈;Rodrigo称希望达到约10万用户时再进行下一轮。Quiva仍对与投资者接触持开放态度,尤其关注国际基金和对市场平台感兴趣的投资者。海外目标是在2027年底前进入葡萄牙、摩洛哥、印度尼西亚和澳大利亚。

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Melhores amigos criam marketplace para surfistas

Fundadores da Quiva (Imagem: Divulgação) Surfar sempre foi a paixão em comum de Diego Gallego e Rodrigo Simoes Tavares. Amigos de infância, eles aprenderam a surfar no mesmo lugar, o Arpoador, no Rio de Janeiro, com os mesmos professores. Foi dessa afinidade que nasceu a Quiva , aplicativo que se define como um ecossistema completo do surfe, reunindo em uma única plataforma o que antes ficava espalhado entre grupos de WhatsApp, Instagram, OLX e Facebook. O negócio consiste em ofertar a compra e venda de equipamentos, lojas especializadas e uma comunidade de surfistas dentro do app. A ideia surgiu quando Diego morava em San Diego, na Califórnia. Depois de sete anos nos Estados Unidos, ele se preparava para voltar ao Brasil e queria renovar seu quiver — termo usado pelos surfistas para se referir ao conjunto de pranchas que possuem. Ao procurar equipamentos usados, percebeu que as ofertas estavam espalhadas por redes sociais e plataformas de classificados. “Eu estava vendo prancha no Facebook, no Instagram e OfferUp , que é tipo um OLX americano. Aí eu coloquei no Google: marketplace só para surfista”, conta o cofundador da Quiva . Na época, ele encontrou um aplicativo criado na região em que morava, voltado exclusivamente ao comércio de pranchas. A experiência serviu de referência para desenvolver a startup brasileira, adaptada às necessidades do mercado local. A Quiva começou a ser desenvolvida em junho de 2025 e lançou uma primeira versão de testes (MVP) em novembro daquele ano, com cerca de 250 usuários. Pouco tempo depois, em janeiro de 2026, o aplicativo chegou ao público geral (App Store e Play Store), impulsionado por vídeos que viralizaram no Instagram e trouxeram cerca de dois mil usuários. Nos primeiros meses, a plataforma se concentrava na venda de pranchas usadas entre pessoas físicas. Mas, com a entrada de lojas e fabricantes de pranchas (conhecidos como “shapers”, responsáveis por projetar, esculpir e dar formato às pranchas de surfe) no aplicativo, a empresa ampliou a operação para incluir produtos novos, equipamentos, roupas de surfe e serviços, como aulas, por exemplo. “Os shapers e as lojas começaram a entrar na plataforma de maneira informal, assim como profissionais que queriam divulgar seus serviços. A partir dessa demanda, abrimos um espaço para as lojas e também criamos a aba Comunidade, onde fotógrafos e professores de surfe podem divulgar seus serviços gratuitamente”, afirma Rodrigo Simoes, sócio e cofundador da Quiva . Ou seja, enquanto redes sociais ajudam a formar comunidades e sites de classificados conectam compradores e vendedores, a Quiva aposta em filtros específicos para o esporte, como medidas das pranchas, quilhas, estado de conservação e distância entre os usuários. Diego dá um exemplo: quem já tem quilhas da marca Future filtra por ela para garantir o encaixe. A partir do feedback dos usuários, a plataforma ganhou até um filtro de “conjunto incompleto”, para quem perdeu uma das três quilhas. “Antes, era um mercado totalmente bagunçado. Na Quiva , tem dados, tem métricas, tem organização do mercado”, diz o sócio. Filtros no aplicativo da Quiva (Imagem: Divulgação) Atualmente, a Quiva está presente em 14 estados brasileiros, segundo os fundadores. A estratégia é ampliar a oferta de produtos antes de investir para atrair compradores em cada região. São Paulo e Santa Catarina estão entre os mercados prioritários, com mais de 2 mil pranchas disponíveis nessas localidades. Logística e segurança Atualmente a logística é terceirizada e fica sob responsabilidade do vendedor. Segundo Rodrigo, a startup chegou a testar um parceiro de entregas, mas retirou a opção da plataforma por problemas na “última perna” do transporte, que é delicada no caso de pranchas. Grandes fabricantes presentes na plataforma preferem embalar e despachar por conta própria. No Rio, muitas vendas são resolvidas com retirada pessoal. Contra golpes, a Quiva monitora denúncias de usuários suspeitos e entra em contato com anúncios fora do escopo do surfe. Os fundadores contam que já houve um caso em que o comprador foi levado para outra plataforma e sofreu o golpe lá, o que reforçou a decisão de blindar a plataforma. Como a Quiva ganha dinheiro? Apesar de permitir que surfistas anunciem e negociem equipamentos sem pagar taxas, a Quiva já tem uma fonte de receita: as comissões cobradas de lojas parceiras verificadas. Esses vendedores pagam 10% sobre as vendas realizadas pela plataforma. Em contrapartida, recebem uma estrutura própria de loja, maior exposição no aplicativo e apoio na divulgação dos produtos, incluindo ações nas redes sociais. A empresa também planeja ampliar as formas de monetização. Entre as iniciativas previstas estão a chamada Garantia Quiva, com pagamento protegido, planos mensais para lojas e shapers e anúncios em destaque. A ideia é que, com a implementação dos pagamentos dentro do aplicativo, a startup passe a cobrar também pelas transações entre pessoas físicas. Os fundadores discutem uma taxa que poderia chegar a 3% para o comprador e 3% para o vendedor, mas o modelo ainda não estava implementado na data da entrevista. Diego Gallego e Rodrigo Simões, durante o Web Summit (Imagem: Divulgação) Aporte e planos de expansão A Quiva já recebeu um investimento no início de 2026, quando tinha cerca de 500 usuários. Na ocasião, um investidor-anjo conhecido dos fundadores comprou 1% da empresa por R$ 20 mil, o que correspondeu a um valuation de R$ 2 milhões, segundo os fundadores. Os recursos foram usados para investimento em tecnologia, marketing e jurídico. Fora esse aporte, os custos iniciais da empresa são divididos pelos dois sócios, que possuem partes iguais da companhia. Uma nova rodada chegou a ser considerada. Os fundadores, porém, decidiram adiar a captação para ampliar a base de usuários antes de negociar uma nova participação societária. “Eu quero crescer um pouco mais. Quando eu chegar em torno de 100 mil usuários, quero fazer a próxima rodada”, afirma Rodrigo. Apesar disso, a Quiva continua aberta a conversar com investidores, especialmente fundos internacionais e interessados em marketplaces. No exterior, a meta é da Quiva chegar a Portugal, Marrocos, Indonésia e Austrália até o fim de 2027.

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