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Omni完成新一轮融资,计划明年底前将药品保险用户翻倍

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Omni faz rodada para dobrar seu seguro de medicamentos

巴西药品保险初创公司Omni完成新一轮融资,由ACNext领投,计划到明年底将付费用户基数翻倍,并实现5000万雷亚尔营收。

巴西药品保险初创公司Omni已完成新一轮融资,由前埃森哲高管创立的风险投资机构ACNext领投,现有投资方GreenRock和Enseada参投。融资金额未披露,但创始人兼CEO费尔南多·多明格斯对Brazil Journal表示,公司自2024年成立以来三轮融资累计筹集3000万雷亚尔。资金将用于一项激进扩张计划:到明年底将付费用户基数翻倍,并实现5000万雷亚尔营收。

Omni的药品保险已被Azul、Light、MetLife和Spoleto使用。公司目前拥有超过70个客户,合计35万付费用户。上月年化经常性收入(ARR)为2600万雷亚尔,预计12月达到3000万雷亚尔;到2027年底,公司预计营收达到5000万雷亚尔,并首次实现盈亏平衡。

多明格斯曾参与创立远程医疗初创公司Conexa Saúde,该公司已从高盛、General Atlantic和Vivo Ventures等投资者处筹集约3亿雷亚尔。他自2022年起担任Omni董事会成员,去年将股份出售给一家基金,以全职投入Omni。他表示,两项业务逻辑相似:都是看到巴西市场与美国市场之间的差距。在美国,药品保险市场(PBM)规模达数万亿美元,而巴西仍然很小。差异的原因在于,美国医保计划强制覆盖药品,PBM主要向保险公司提供服务;而在巴西,药品覆盖不在ANS的强制要求清单内,尽管已有相关讨论。

Omni的销售主张是,便利药品获取可避免病情加重、缺勤和住院,从而降低雇主和保险公司的成本,尤其是对服用精神健康药物或需要购买抗生素的患者。在其模式下,雇主和保险公司按每人每月付费,并设定每名员工可支出的药费额度。福利起价为每人每月50雷亚尔,可超过1000雷亚尔。有的计划仅覆盖仿制药,有的允许购买药房内任何药品;覆盖范围越大,企业支付的价格越高。

该模式通过应用程序运行:员工发送处方,若药品在合同覆盖范围内,即获授权通过Omni的Pix支付购买。之后需发送发票,由AI工具分析购买是否与处方相符。Omni不从药品销售或药房佣金中获利,其收入来自运营风险管理,控制赔付率并防止欺诈。

在巴西,Omni与Funcional、VidaLink和Epharma等公司竞争,这些公司多年前成立,主要寄望于药品覆盖纳入医保强制清单(该预期尚未实现)。多明格斯表示,难以预测监管是否或何时改变,“但我知道的是,如果我们能通过案例证明帮助保险公司避免欺诈、降低赔付,并提高药品治疗依从性,这肯定能进入ANS的视野。”

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Omni faz rodada para dobrar seu seguro de medicamentos

A Omni – que criou um seguro de medicamentos que já é usado pela Azul, Light, MetLife e Spoleto – acaba de fechar uma rodada que vai financiar um plano agressivo de expansão: dobrar sua base de vidas até o final do ano que vem, chegando a uma receita de R$ 50 milhões. A captação foi liderada pela ACNext, uma gestora de venture capital fundada por ex-executivos da Accenture; e teve a participação de dois fundos que já estavam no cap table : a GreenRock, das famílias fundadoras do laboratório Salomão Zoppi; e a Enseada, o family office dos Larragoiti, da SulAmérica. O valor da rodada não foi revelado, mas o fundador e CEO da Omni, Fernando Domingues, disse ao Brazil Journal que no total a startup levantou R$ 30 milhões nas três rodadas que fez desde que foi fundada em 2024. Domingues criou a Omni depois de ter sido um dos fundadores da Conexa Saúde , a startup de telemedicina que já captou cerca de R$ 300 milhões com investidores como Goldman Sachs, General Atlantic e Vivo Ventures. O empreendedor – que fazia parte do conselho da startup desde 2022 – vendeu sua participação a um fundo no ano passado para se dedicar 100% à Omni. “Os dois negócios surgiram da mesma forma: vendo um gap no mercado brasileiro quando comparado com o mercado americano de saúde,” disse ele. “Começamos com a telemedicina em 2018, quando ninguém falava nisso, porque vimos que eventualmente o Brasil teria que caminhar nesse sentido. A lógica com a Omni é parecida. Nos EUA, o mercado de seguro de medicamentos, que eles chamam de PBMs, é um mercado de trilhões de dólares. Mas no Brasil ainda é muito pequeno.” Essa diferença de tamanho tem uma explicação: nos EUA, a cobertura de medicamentos é obrigatória pelos planos de saúde, e os PBMs – como CVS Caremark, Express Scripts, Optum Rx, e a PillPack, comprada pela Amazon – operam principalmente prestando serviço para as operadoras. No Brasil, a cobertura de medicamentos não faz parte do rol de exigências da ANS – apesar de já terem ocorrido discussões nesse sentido. O pitch de venda da Omni é que facilitar o acesso a medicamentos pode evitar o agravamento de doenças, afastamentos e internações – especialmente de pacientes que tomam remédios para saúde mental ou precisam comprar antibióticos –, reduzindo os custos tanto dos empregadores quanto das operadoras. No modelo da Omni, os empregadores e operadoras pagam um valor mensal por vida e definem quanto cada colaborador poderá gastar com remédios. Os benefícios partem de R$ 50 mensais por pessoa e podem superar R$ 1 mil. Há planos que cobrem apenas medicamentos genéricos e outros que permitem a compra de qualquer remédio disponível nas farmácias. Quanto maior a cobertura, maior o preço cobrado da empresa. O modelo funciona por meio de um aplicativo. O funcionário envia a receita médica e, se o medicamento estiver dentro da cobertura contratada, recebe autorização para pagar a compra via Pix da Omni. Depois, precisa enviar o cupom fiscal, que é analisado por ferramentas de AI para verificar se a compra corresponde à prescrição. A Omni não ganha dinheiro com a venda dos medicamentos nem com comissões das farmácias. Sua receita vem da administração do risco da operação, controlando a sinistralidade e evitando fraudes. A startup tem mais de 70 clientes hoje, que juntos somam 350 mil vidas pagas. A meta é dobrar essa base de vidas em um ano. No mês passado, a Omni fez uma receita mensal anualizada (ARR) de R$ 26 milhões, e a expectativa é terminar dezembro com R$ 30 milhões. Para o final de 2027, a projeção é chegar a R$ 50 milhões de receita e atingir o breakeven pela primeira vez. No Brasil, a Omni compete com empresas como a Funcional, VidaLink e Epharma, que surgiram há anos, principalmente com a expectativa (que não se concretizou) da cobertura dos medicamentos entrar no rol obrigatório dos planos de saúde. Fernando disse que é difícil prever se em algum momento essa regulamentação vai mudar, “mas o que sei é que se a gente conseguir provar com cases que ajudamos os planos a evitar fraudes e diminuir os sinistros com a maior adesão aos tratamentos com medicamentos, certamente isso pode entrar no radar da ANS.”

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