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OLX集团用AI推荐房价,测试房源联系量增至两三倍

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Dono de Zap e VivaReal, Grupo OLX usa IA para acelerar giro de imóveis e elevar margem

拥有OLX、Zap和VivaReal的OLX集团推出AI价格推荐工具,帮助经纪商加快巴西房产周转,测试中遵循建议的房源获客联系量是忽略者的两到三倍。

拥有OLX、Zap和VivaReal三大门户的OLX集团正利用人工智能解决巴西房地产市场的主要障碍——房产出售缓慢。该集团基于自有数据开发了一款面向房地产经纪公司和经纪人的价格推荐工具,测试中遵循AI价格建议的房源获得的联系量是忽略建议者的两到三倍。该功能将于10月21日至22日在圣保罗博览中心举办的第14届Conecta Imobi活动上展示,预计约5000名经纪人参加。

OLX巴西业务CEO奥利维耶·艾扎克在接受彭博社巴西版采访时表示,“定价合理的房产卖得快”,挑战在于市场流动性。据他介绍,巴西每年约完成100万笔房产交易,与面积小得多的法国或德国相当,这有助于解释为何一笔交易通常需要15至18个月才能完成。

房产类别占该集团巴西12亿雷亚尔营收的一半,三大平台挂牌房产合计约700万套,房地产经纪公司客户超过2万家。汽车类别约占营收三分之一,挂牌车辆80万辆,据艾扎克称每两分钟成交五笔;其余约20%来自二手商品,尤其是线上支付和配送交易的佣金以及广告。平台每月有5000万用户,每天新增30万至40万条挂牌信息。

艾扎克称,2025年巴西业务营收为12亿雷亚尔,今年预计实现两位数增长;OLX巴西的Ebitda利润率高于30%,每年提升10%至15%。据Prosus披露的数据,这一水平低于全球业务的48%。艾扎克将差距归因于欧洲二手市场的成熟度,尤其是波兰买卖二手商品的习惯更为久远。

在AI布局上,艾扎克将其分为三个方向,本地有400名工程师。第一是数字入口的变化,从搜索门户转向电子邮件、社交网络,如今转向基于语言模型的助手;OLX已在ChatGPT内设有应用,并测试消费者将如何在该环境中搜索房产和汽车。第二是内部效率,目前70%的客服工单由AI回复。第三是向客户提供工具,例如根据照片为发布商品的消费者生成广告文案。艾扎克称,AI“不嫌麻烦地详述信息”,因此卖得更好。

对汽车经销商而言,价格和曝光建议更为紧迫:车辆每停一天都是成本,而中国品牌车型以接近二手车的价格进入,使库存周转成为优先事项。

与进军信贷的竞争对手不同,OLX选择合作:在房产领域收购了租赁担保初创公司CredAluga的少数股权;在汽车领域与主要银行合作提供 consortium 方案。艾扎克称公司“DNA是市场平台,不是融资”,并不将QuintoAndar和Loft视为直接竞争对手。

新房市场是公司开始密切关注的新方向,平台上已有初步版本的 launch 类别,目标是在2027年至2030年间扩大规模。艾扎克称将向开发商学习,并提醒购房者要到两三年后才能入住,决策周期不同。

此外,随着Prosus在巴西人、前iFood CEO法布里西奥·布洛伊西领导下调整战略、推动业务生态建设,OLX也在与iFood测试让配送员在午餐和晚餐时段之外配送平台商品的可能性。

对于被颠覆的风险,艾扎克并不轻描淡写:“保持偏执总是好的,尤其是在技术革命时期。”他回顾分类广告行业曾被数字新进入者颠覆,称这让他相信公司“更有准备去利用这一颠覆,而不是成为其受害者”。

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Dono de Zap e VivaReal, Grupo OLX usa IA para acelerar giro de imóveis e elevar margem

O Grupo OLX, dono dos portais OLX, Zap e VivaReal, tem apostado no uso de inteligência artificial (IA) para atacar o principal entrave do mercado imobiliário brasileiro: a demora para vender um imóvel. A categoria responde por metade da receita de R$ 1,2 bilhão do grupo no Brasil, e as três plataformas somam cerca de 7 milhões de imóveis anunciados. Com base nesses dados, a companhia, que tem a Prosus entre os sócios, desenvolveu uma ferramenta de recomendação de preços a imobiliárias e corretores. O objetivo é usar a base proprietária de dados para mostrar às imobiliárias onde a demanda está mais aquecida e como o preço pedido se compara ao de mercado. “Um imóvel bem precificado vende rápido”, afirma Olivier Aizac, CEO da operação brasileira, em entrevista à Bloomberg Línea . ⟶ Assine as newsletters da Bloomberg Línea e receba as notícias do dia em primeira mão no e-mail. O desafio, segundo ele, é a liquidez do mercado. O Brasil realiza cerca de 1 milhão de transações imobiliárias por ano, volume equivalente ao de França ou Alemanha, países bem menores, o que ajuda a explicar os 15 a 18 meses que uma venda costuma levar para ser fechada. Nos testes realizados até agora, de acordo com a empresa, quem segue as recomendações de preço geradas pela inteligência artificial recebe entre duas e três vezes mais contatos em um anúncio de imóvel do que quem as ignora. Leia também: Com 1,2 milhão de transações, Loft cresce 35% e avança com produtos de fintech e SaaS A ferramenta dá ao corretor argumentos para a conversa com o proprietário. “Se você quer vender no curto prazo, melhor ajustar o seu preço para baixo. Se não tem pressa, vamos esperar e garantir um preço maior, sem garantia de venda rápida”, contou o executivo francês que lidera a companhia desde meados de 2023. A funcionalidade será apresentada no Conecta Imobi, evento que a companhia organiza há 14 anos e que reunirá cerca de 5 mil corretores nos dias 21 e 22 de outubro, no São Paulo Expo. Imóveis lideram a receita A categoria de imóveis é a principal do grupo, que conta com mais de 20 mil imobiliárias clientes. Automóveis respondem por cerca de um terço, com 800 mil veículos anunciados e, segundo Aizac, cinco vendas a cada dois minutos. Os cerca de 20% restantes vêm de produtos usados, em especial das comissões sobre transações com pagamento online e entrega, e de publicidade. A plataforma recebe 50 milhões de usuários por mês e entre 300 mil e 400 mil anúncios por dia. Em 2025, a operação local fechou com receita de R$ 1,2 bilhão, e a empresa prevê alta de dois dígitos neste ano. A margem Ebitda da OLX no Brasil está acima de 30%, percentual que avança entre 10% a 15% ao ano. O patamar fica abaixo dos 48% da operação global, segundo dados divulgados pela Prosus, que controla a companhia em partes iguais com a Adevinta, proprietária de portais de classificados europeus. Aizac atribui a diferença à maturidade do mercado de usados na Europa, que segue como o principal do grupo, com forte presença na Polônia, onde o hábito de comprar e vender itens usados é muito mais antigo. “Nós vemos um potencial importante de crescimento de receita e de melhorias das margens da companhia no médio e no longo prazo”, disse. “Tem obviamente uma dimensão que é a proposta de valor, o quanto ajudamos a vender mais rápido, melhor e vender mais. E ainda os serviços que vamos disponibilizar para isso e que vamos monetizar.” Leia também: Jovens americanos questionam se a compra de imóvel vale a pena para construir patrimônio O executivo também observa espaço para aumentar a penetração da plataforma no país e aumentar a audiência e a base de clientes. O Sul e o Centro-Oeste aparecem como regiões de maior potencial. No segmento de automóveis, o foco é São Paulo, onde a Webmotors é um competidor forte. As estratégias são alimentadas por um investimento de R$ 440 milhões anunciados em maio deste ano pela empresa para as áreas de tecnologia, desenvolvimento de produtos e marketing. O valor representa um aumento de 30% em relação ao capital aportado em 2024. IA em três frentes Para avançar os produtos, Aizac organiza o uso de inteligência artificial em três eixos e conta com um time de 400 engenheiros localmente. O primeiro é a mudança da porta de entrada do mundo digital, que passou dos portais de busca para o e-mail, as redes sociais e agora os assistentes baseados em modelos de linguagem. A OLX já tem um aplicativo dentro do ChatGPT e testa como o consumidor passará a buscar imóveis e carros nesse ambiente. O segundo é a eficiência interna: hoje, 70% dos tickets de atendimento são respondidos por IA. O terceiro é a oferta de ferramentas a clientes. Para o consumidor que anuncia um produto, a plataforma gera o texto do anúncio a partir de uma foto. “A pessoa não precisa pensar no jeito comercial de explicar o que está vendendo. A IA vai fazer esse trabalho por ela, e o resultado é que vende melhor porque a IA não tem preguiça de detalhar as informações”, afirmou. Para os lojistas de automóveis, as recomendações de preço e de visibilidade têm um objetivo mais urgente. Cada dia com o carro parado é custo, e a chegada de modelos chineses a preços próximos aos dos usados torna o giro de estoque prioridade. Leia também: QuintoAndar reúne serviços B2B em nova frente para ampliar oferta a imobiliárias Crédito por parceria, lançamentos como próxima fronteira Diferentemente de concorrentes que avançaram sobre o crédito, a OLX opta por parcerias. Em imóveis, a empresa comprou participação minoritária na CredAluga, startup de garantia locatícia, para dar às imobiliárias parceiras mais segurança na escolha de inquilinos. Em automóveis, trabalha com os principais bancos e oferece soluções de consórcio, mantendo-se agnóstica. “Nosso DNA é de marketplace, não é de financiamento”, diz Aizac, que não vê QuintoAndar e Loft como concorrentes diretos: o primeiro é uma imobiliária digital e a segunda, uma proptech de financiamento. “Cada um tem um papel diferente dentro dessa indústria.” O mercado primário de imóveis é uma nova frente que a companhia começa a acompanhar mais de perto. Já há uma categoria específica de lançamentos nas plataformas, ainda em versão inicial, e a ambição é escalá-la entre 2027 e 2030. “Vamos aprender, vamos trabalhar muito perto das incorporadoras”, afirma o executivo francês, lembrando que o ciclo de decisão é distinto: quem compra na planta só entra no imóvel dois ou três anos depois. Com a mudanças na Prosus e tese de criação de ecossistema de negócios, implementada após a chegada do brasileiro Fabricio Bloisi, ex-CEO do iFood, à liderança da gestora sediada nos Países Baixos, a OLX testa também com o iFood a possibilidade de entregadores realizarem entregas de produtos da plataforma fora dos horários de almoço e jantar. Sobre o risco de ser pega por uma disrupção, Aizac não minimiza. “É sempre bom ser paranoico, especialmente num momento de revolução tecnológica”, diz. A história dos classificados, lembra, é uma história de ruptura: a indústria era dominada pela imprensa e foi tomada por novos entrantes com o digital. “O que me dá confiança que estamos mais preparados para aproveitar essa disrupção do que sermos as vítimas dela.” Leia também Loft entra em incorporadoras e fiança PJ e mira aquisição após crescer 55% no semestre

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