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Nuvemshop在里约开设第四个配送中心,目标十年内处理巴西电商10%

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Nuvemshop reforça investimento em logística e abre CD no Rio

阿根廷电商平台Nuvemshop在里约热内卢州开设巴西第四个配送中心,采用越库模式,月处理能力14.52万件包裹,并计划通过物流投资降低商家运费至少20%。

阿根廷电商平台Nuvemshop在巴西里约热内卢州开设了其第四个配送中心,采用越库(cross-dock)模式运营,设计月处理能力为14.52万个包裹,对应3760万雷亚尔商品价值。这是该公司2026年第二个投入运营的配送中心,此前上半年已在圣卡塔琳娜州布卢梅瑙开设一个。至此,其自有物流网络覆盖里约、圣保罗、米纳斯吉拉斯和圣卡塔琳娜四个州。

Nuvemshop未披露投资金额,但表示该中心采用模块化产能模式,可随业务量增长扩展。公司预计此举可将商家运费成本降低至少20%,并根据目的地缩短最多5天配送时间。公司还援引估算称,配送每缩短一天,电商转化率最多可提升3%。该物流业务以Nuvem Envio品牌运营,基于2021年10月收购的Mandaê构建,此前公司完成了26亿雷亚尔的融资。

对于选择里约的原因,Nuvemshop表示,里约目前是其平台上中小企业营收第四大市场,同比增长33%;里约消费者在该平台购买的商品中,超过66%产自公司已有物流业务的州(圣保罗、米纳斯吉拉斯和圣卡塔琳娜),这使公司能将各物流节点连成一体化网络,而非孤立运营。Nuvem Envio巴西总监Thammer Manzoni在声明中称:“里约是一个非常有活力的市场,拥有众多向巴西各州输出的品牌。”

Nuvemshop联合创始人兼总裁Alejandro Vázquez在采访中表示,强化D2C(直接面向消费者)意味着提供无摩擦的购买体验,包括快速、低价的配送,“你承诺什么就要做到”。他称,成本和时效影响转化率,而对配送的信任影响复购。

除自有物流外,Nuvemshop还与iFood合作,利用该应用的配送网络实现当日达。公布的数据显示:平均两小时送达,一半订单在一个多小时内送达,近九成订单在四小时内送达。Vázquez称:“今晚要穿新衬衫?现在你可以在几小时内收到。这原本只有市场平台才能做到。”

从商业角度看,物流被视为良好的收入来源,但利润率较低。Vázquez承认,该业务没有计划成为Nuvemshop的利润中心:“物流有收入贡献,但不是我们赚钱的地方,因为我们能提升效率、降低成本的部分,都会转化为客户的成本下降。”

Nuvemshop的举动正值巴西两大市场平台加大自有配送中心投资之际。Mercado Livre于3月宣布2026年在巴西投资570亿雷亚尔,较2025年的380亿雷亚尔增长50%,大部分用于扩展物流网络;该公司运营42个履约模式配送中心,并计划再开14个。Shopee则在2025年底至2026年中期将巴西配送中心从16个增至26个,增幅超过60%,其中21个为越库模式、5个为履约模式;上半年新开的四个中,一个位于里约大都市区,另一个位于米纳斯吉拉斯州——正是Nuvemshop正在布局的州。

被问及如何与这种规模竞争时,Vázquez未试图对标数字:“我们不需要以同样的方式投资。我们大量借助物流网络,就像与iFood的合作一样。还有其他许多合作伙伴,我们正是借助它们来避免如此激进的资本投入。”他补充说:“归根结底,重要的不是谁的配送中心更大,而是谁送得更快、更便宜、更可靠。”据他介绍,Nuvemshop与30多家运输公司合作,为每条路线选择最合适的承运商,这种分散化通常被视为障碍,但在他看来反而是优势。

物流是Nuvemshop三大增长方向之一。第二是金融科技:2021年创建的自有支付方式Nuvem Pago已占收入的重要部分,并开始提供信贷;使用该服务的商家可免付平台按销售收取的费用,Vázquez称这使总抽成率比分别签约供应商“优化两到三个点”。第三是人工智能:Nuvem Chat是在WhatsApp和Instagram上运营的代理,基于巴西和拉美70%的线上销售涉及品牌与消费者某种互动的数据;Lumi则允许商家通过提示词更改布局、创建促销和获取库存建议。公司还与Anthropic和OpenAI保持认证连接器,并与OpenAI、Anthropic、Google和Meta合作适配代理式商务的商品目录。

Nuvemshop于2011年在阿根廷成立,最初面向小企业销售。四年前重心转向大型品牌和扩张中品牌,即Nuvemshop Next。Vázquez称,该细分市场的交易量证明了转向的合理性:“我们最大的客户销售额超过10亿,有客户一天处理3万笔订单,在特殊日期一小时内卖出1000万雷亚尔。”公司保留免费计划,称服务小企业仍是使命的一部分,但产品开发、投资和品牌定位的重点在中端市场和企业级。

目前Nuvemshop平台上有超过18万个品牌,其中巴西超过10万个,年GMV超过150亿雷亚尔。收入年增长超过70%,自2020年以来已增长21倍。公司在墨西哥、阿根廷、哥伦比亚和智利运营,但将巴西视为优先市场。公司未披露营收数据,但据Vázquez称,今年将超过一家上市竞争对手的收入;他未说明是哪家。在向更大客户攀升的过程中,Nuvemshop已进入VTEX所占据的领域,这家在纽交所上市的巴西公司2025年收入为2.405亿美元。

公司公开的雄心是在未来十年处理巴西全部电商的10%,并达到100万个品牌。这一预测的参照是阿根廷业务:Nuvemshop在阿根廷已处理10%的电商,平台覆盖该国60%的网店。关于是否筹集更多资金,Vázquez表示既无必要也不着急:“我们当然看到最终IPO的可能性,但这不是短期目标。2021年筹集的6亿美元让我们资本非常充足。”他认为增长空间在于尚未数字化的部分:巴西零售中仅约15%通过电商进行,许多品牌甚至没有自己的线上销售渠道。对于AI辅助软件开发平台可能取代系统的竞争,Vázquez表示不担心:“如果我们还停留在六七年前只是电商平台的位置,今天我会非常担心。”他称已看到客户使用vibe coding围绕平台构建集成和应用,而非取代平台:“支付、欺诈、巴西的绩效智能、3000万消费者的数据,没有人能独自解决这些。”

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Nuvemshop reforça investimento em logística e abre CD no Rio

Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop (Foto: Divulgação) Enquanto Shopee , Mercado Livre e Amazon se engalfinham na briga dos marketplaces – trazendo como vendedores, inclusive, antigos desafetos do varejo local – um outro nome vem correndo por fora com uma proposta diferente: oferecer muitos dos benefícios que as plataformas têm, mas trabalhando a construção de marca e canais próprios do vendedor. Com sua proposta de direto ao consumidor (ou D2C), a argentina Nuvemshop soma 180 mil lojas cadastradas e quer processar 10% do e-commerce no Brasil em 10 anos. E um dos principais motores de crescimento é o investimento em logística . A companhia, inclusive, acaba de inaugurar seu quarto centro de distribuição no Brasil, no estado do Rio de Janeiro. A unidade opera em modelo cross-dock e é a segunda a entrar em operação em 2026, depois de Blumenau, em Santa Catarina, no primeiro semestre. Com ela, a malha própria passa a cobrir Rio, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. A Nuvemshop não revela o tamanho do investimento, mas a estrutura foi desenhada para processar 145,2 mil pacotes por mês, o equivalente a R$ 37,6 milhões em mercadorias, em um modelo de capacidade modular que cresce conforme o volume. A expectativa da empresa é reduzir em pelo menos 20% o custo de frete dos lojistas e cortar até cinco dias no prazo de entrega, dependendo da região de destino. A estimativa é que a redução de cada dia no prazo de envio pode aumentar a taxa de conversão do e-commerce em até 3%. A operação roda sob a marca Nuvem Envio , construída a partir da Mandaê , que foi comprada em outubro de 2021 depois da captação de R$ 2,6 bilhões . “Potencializar o D2C é dar uma experiência muito fácil de compra, sem fricção, que inclui entrega rápida, entrega barata, E que o que você promete aconteça. Se você fala que vai chegar em até 4 horas, que chegue. Porque custo e tempo impactam na conversão. E a confiança na entrega impacta na recompra.”, disse Alejandro Vázquez, cofundador e presidente da Nuvemshop , em entrevista ao Startups . Por que o Rio agora? A escolha do estado tem duas justificativas principais. O Rio é hoje o quarto maior mercado em faturamento de pequenas e médias empresas dentro da Nuvemshop , com crescimento de 33% na comparação anual. Mais de 66% dos itens comprados por consumidores fluminenses na plataforma são produzidos em estados onde a companhia já tem operação logística – São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina –, o que permite ligar os polos numa malha integrada em vez de operar unidades isoladas. “O Rio é um mercado muito pulsante, rico em marcas que exportam para diversos estados no Brasil”, disse Thammer Manzoni, diretor de Nuvem Envio no Brasil, em comunicado. “O timing é estratégico: o mercado demanda, as marcas pedem, e nós estamos respondendo.” Logística como prioridade A razão do investimento está na tese que organiza toda a estratégia da empresa: fortalecer a venda direta ao consumidor, o D2C, das marcas que usam a plataforma. Alejandro cita o exemplo de uma garrafa de água. O produto é o mesmo e tem o mesmo preço em qualquer canal de venda. Se no marketplace a entrega chegar amanhã e no e-commerce da marca, na semana que vem, a opção é natural. Com os investimentos em logística, o plano é equilibrar as propostas de valor e fazer com que a logística não seja tida apenas como uma operação de back-office, mas sim como estratégia de diferenciação. “Quem consegue vender direto para o consumidor tem um relacionamento direto com o cliente, constrói um relacionamento de longo prazo, pode definir as regras de negócio. Não tem um intermediário que pode mudar as regras e matar o negócio. E, em geral, conseguem ter melhor margem”, pontuou Alejandro. Nesse sentido, além do investimento em estrutura própria, a Nuvemshop fechou uma parceria com o iFood para usar a malha de entregadores do aplicativo para entregas no mesmo dia. Os números divulgados: média de duas horas, metade dos pedidos em pouco mais de uma hora e quase nove em cada dez em até quatro horas. “Hoje à noite tem que vestir uma camisa nova? Agora você pode receber em questão de horas”, disse Vázquez. “Isso originalmente era só dos marketplaces”, completou. Do ponto de vista de negócios, a logística é vista como um bom gerador de receitas. Mas um negócio de margens baixas. Alejandro admite que a operação não tem planos de se tornar um centro de lucro para a Nuvemshop. “Logística tem uma contribuição em receita, mas não é onde a gente ganha dinheiro, porque tudo que a gente consegue tornar mais eficiente, reduzir custo, a gente traduz em redução de custo para o nosso cliente”, explicou. Meli, Shopee e o meu CD é maior que o seu O movimento da Nuvemshop chega num momento em que dois dos maiores marketplaces do país estão em outro patamar de investimento em centros de distribuição próprios. O Mercado Livre anunciou em março R$ 57 bilhões de investimento no Brasil em 2026 – 50% mais que os R$ 38 bilhões de 2025 –, com a maior parte destinada à expansão da malha logística. A companhia opera 42 centros de distribuição no modelo de fulfillment e planeja abrir outros 14, crescimento de 50% nesse tipo de instalação. O Meli também comprou ativos logísticos da Loggi em São Paulo e no Rio. A Shopee saiu de 16 para 26 centros de distribuição no Brasil entre o fim de 2025 e meados de 2026, alta superior a 60%. São 21 unidades de cross-docking e cinco de fulfillment. Das quatro abertas no primeiro semestre, uma está na região metropolitana do Rio e outra em Minas Gerais – os mesmos estados onde a Nuvemshop está se instalando. Questionado sobre como competir com essa escala, Alejandro não tentou equiparar os números. “Não precisamos investir do mesmo jeito”, respondeu. “A gente se alavanca muito na malha logística, assim como no caso do iFood. Tem outros tantos parceiros onde nos alavancamos justamente para não ter que fazer esse deploy de capital tão agressivo”, disse. E emendou: “No final das contas, o que importa não é quem tem o CD maior. É quem entrega mais rápido, mais barato e com confiança”, cravou. Segundo ele, a Nuvemshop trabalha com mais de 30 transportadoras e escolhe a escolhe a que faz mais sentido para cada rota. Essa fragmentação, que normalmente é tratada como uma barreira, segundo ele, acaba sendo uma vantagem. “Nos Estados Unidos é muito simples. Quatro fornecedores entregam tudo. Aqui são centenas, literalmente. “Mesmo grandes marcas que estão pensando em ter cinco, seis, sete fornecedores, é um caos operacional”, disse. “E nunca vão conseguir negociar do mesmo jeito que a gente negocia, pelo tamanho que a gente já tem hoje”, avaliou. Outras alavancas de crescimento A logística é uma frente importante, mas é uma das três vertentes de crescimento da Nuvemshop , que nos últimos anos deixou de ser apenas uma empresa de SaaS que ajuda pequenas empresas a venderem na internet. A segunda vertente é o negócio de fintech. O Nuvem Pago , meio de pagamento próprio criado em 2021, já responde por uma parcela relevante da receita e passou a oferecer crédito. Para atrair os lojistas, a proposta é que quem usa o serviço deixa de pagar o custo por venda da plataforma. Segundo Alejandro, isso torna o take rate total “dois, três pontos” mais eficiente do que contratar fornecedores separados, com impacto direto na última linha do vendedor. Mas o diferencial que ele destaca em pagamentos não é preço, é conversão. A Nuvemshop registrou mais de 30 milhões de consumidores que compraram em alguma loja cliente nos últimos 12 meses. Como a plataforma é única, ela permite reconhecer um cliente que já comprou em uma marca e oferecer checkout em um clique e outra, como fazem os marketplaces. A terceira frente é a inteligência artificial . Com investimento concentrado nos últimos dois anos, os objetivos são basicamente dois: vender mais e operar com mais eficiência. Do lado de vendas, o Nuvem Chat é um agente que atua no WhatsApp e no Instagram – aposta ancorada em um dado que Vázquez diz ainda achar surpreendente: 70% das vendas online no Brasil e na América Latina envolvem algum tipo de interação entre marca e consumidor. Do lado da eficiência, o Lumi permite que o lojista mude layout, crie promoções e peça recomendações de estoque por prompt. A visão declarada é sair do copiloto para o “piloto automático”. A companhia também mantém conectores homologados com Anthropic e OpenAI, para que o lojista administre a loja de dentro do Claude ou do ChatGPT, e trabalha com OpenAI, Anthropic, Google e Meta na adaptação de catálogos para o comércio agêntico. A virada para as grandes marcas A Nuvemshop nasceu em 2011, na Argentina, vendendo para pequenos negócios. Há quatro anos, o foco mudou. “O foco nos últimos quatro anos, e vai continuar sendo, é no Nuvemshop Next , que é para grandes marcas e marcas em expansão”, disse Alejandro. Os volumes transacionados por esse segmento justificam a mudança de rota. “Nossos maiores clientes vendem acima de um bi. Temos clientes que fazem 30 mil pedidos em apenas um dia. Numa data especial, vendem R$ 10 milhões em apenas uma hora”, conta o fundador. A empresa mantém um plano gratuito e diz que atender pequenos continua fazendo parte de sua missão. Mas o foco de desenvolvimento de produto, investimentos e posicionamento da marca está no mid-market enterprise. Hoje a Nuvemshop tem mais de 180 mil marcas na plataforma, das quais mais de 100 mil no Brasil, movimentando mais de R$ 15 bilhões em GMV por ano. A receita vem crescendo acima de 70% ao ano e desde 2020, já avançou 21 vezes – contra duas vezes de plataformas públicas comparáveis e quatro vezes de uma americana, segundo Alejandro. A companhia opera no México, Argentina, Colômbia e Chile, mas trata o Brasil como mercado prioritário. A companhia não abre dados de faturamento, mas de acordo com o fundador, este ano vão ultrapassar a receita de um concorrente de capital aberto. Perguntado, ele não quis dizer qual. Em sua trajetória de subir na escala de clientes, a Nuvemshop tem entrado no território que é ocupado pela VTEX . A companhia brasileira listada na NYSE teve receita de US$ 240,5 milhões em 2025. Para onde a empresa está mirando A ambição declarada é processar 10% de todo o e-commerce brasileiro nos próximos dez anos e chegar a um milhão de marcas na plataforma. A referência para essas projeções é a operação na Argentina, onde a Nuvemshop já processa 10% do e-commerce e a plataforma de 60% das lojas virtuais do país. Sobre levantar mais capital para financiar seus planos de expansão, Alejandro disse não ter necessidade nem pressa. “Enxergamos fazer eventualmente um IPO, sem dúvidas, mas não é um objetivo de curto prazo. A gente está super bem capitalizado com os US$ 600 milhões que captamos em 2021”, completou. O espaço para crescer, no argumento dele, está no tamanho do que ainda não é digital: apenas cerca de 15% do varejo brasileiro passa pelo e-commerce, e muitas marcas sequer têm canal próprio de venda online. Sobre uma concorrência com plataformas que facilitam o desenvolvimento de software com ajuda de IA, Alejandro disse não temer uma substituição de sistemas. “Se a gente tivesse ficado onde estávamos há seis, sete anos atrás, onde éramos só plataforma de e-commerce, hoje eu estaria muito preocupado.” Ele contou que já vê clientes usando vibe coding para construir integrações e aplicativos em torno da plataforma – programas de afiliados sob medida, por exemplo –, não para substituí-la. “Pagamentos, fraude, a inteligência de performance para o Brasil, os dados de 30 milhões de consumidores. Ninguém vai resolver isso sozinho”, avaliou.

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