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iFood宣布收购Caju,交易估值超10亿雷亚尔

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Ifood compra Caju e acirra competição no mercado de benefícios

iFood宣布达成协议收购福利平台Caju,交易估值超过10亿雷亚尔,合并后覆盖13.5万家企业客户和超300万用户,交易尚待监管审批。

本周二(20日),iFood宣布达成协议收购福利平台Caju。据接近交易的消息人士称,Caju在此次交易中的估值超过10亿雷亚尔。双方均未官方披露交易金额,交易还需通过监管机构审批。

据消息人士称,这一估值约为Caju历次融资总额的五倍——该公司2021年从Valor Capital和Caravela获得4500万雷亚尔,2022年从K1获得2500万美元(约1.3亿雷亚尔)。当时Caju约有1.3万家企业客户,约为目前的六分之一。

iFood Benefícios拥有6.5万家企业客户和170万用户;Caju拥有7万家企业客户和130万劳动者。合并后覆盖13.5万家企业、超300万用户,在年规模1500亿雷亚尔、PAT覆盖2200万劳动者的市场中约占13%的受益人。

交易已于本周二通报巴西经济防御行政委员会(Cade),并将提交巴西中央银行审批,原因是涉及支付安排。审批完成前,两家公司独立运营。法律方面,iFood由Mattos Filho律所提供咨询,Caju由Pinheiro Neto律所提供咨询。

iFood给出的收购逻辑是生态协同:餐饮福利支付的是餐费,而iFood已连接餐饮场景15年,拥有6500万消费者、覆盖2000多个城市、60万配送员,应用内有超50万家合作商户。iFood Benefícios首席执行官Arthur Freitas在声明中表示,交易成本下降后商户利润率提升,可将收益转化为更便宜的餐食。Caju首席执行官兼联合创始人Eduardo Del Giglio表示,与iFood Benefícios联手是加速现有业务、加大体验和产品投入的机会。

这并非iFood首次尝试通过并购扩大福利业务。去年7月有消息称其曾洽谈收购Alelo,交易可能超过50亿雷亚尔,控制Alelo的Bradesco和Banco do Brasil公开否认收到任何报价。Alelo与Ticket、Pluxee、VR四大 incumbent 合计仍占市场80%以上,并持续抵制PAT新规——新规对餐厅和超市收取的费率设定3.6%上限并开放支付安排。

行业近期动作频繁:9月C6 Bank宣布收购Alymente(金额未披露),后者将更名为C6 Benefícios;一个月前BTG Pactual以BTG Benefícios首次进入该领域;8月Flash完成由Battery Ventures和Kevin Efrusy领投、Endeavor Catalyst参与的1.5亿雷亚尔D轮融资,其CEO Ricardo Salem透露并购在计划之中。

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Ifood compra Caju e acirra competição no mercado de benefícios

iFood compra Caju | Foto: Startups As mudanças no Programa de Alimentação do Trabalhador, no fim do ano passado, renderam um ano movimentado para o mercado de benefícios. Foram rodadas e aquisições de lá para cá, e um dos maiores movimentos acabou de sair: nesta terça-feira (20), o iFood deu a sua cartada, anunciando um acordo para comprar a Caju . Segundo fontes próximas ao negócio, o valuation da Caju na transação passou de R$ 1 bilhão, um valor cerca de cinco vezes o total que a HRTech captou em sua trajetória – foram R$ 45 milhões em 2021 com a Valor Capital e Caravela , mais US$ 25 milhões (cerca de R$ 130 milhões) com a K1 em 2022. Na época, a empresa tinha cerca de 13 mil empresas clientes, cerca de seis vezes a menos do que hoje. Contudo, nenhuma das duas empresas divulgou oficialmente o valor do deal, que ainda terá que passar pelos órgãos regulatórios. O iFood Benefícios tem 65 mil empresas clientes e 1,7 milhão de usuários; a Caju, 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores. Juntas, chegam a 135 mil empresas e mais de 3 milhões de usuários, quase o dobro do que o iFood Benefícios tinha sozinho, antes de descontar qualquer sobreposição de base. Num mercado que movimenta R$ 150 bilhões por ano e cobre 22 milhões de trabalhadores pelo PAT, isso dá cerca de 13% dos beneficiários. O acordo foi comunicado ao Cade nesta terça e segue também para o Banco Central, por causa dos arranjos de pagamento. Até a conclusão das aprovações, as duas operam de forma independente. No lado jurídico, o iFood foi assessorado pelo Mattos Filho , e a Caju , pelo Pinheiro Neto . A tese por trás A tese da compra não é só somar bases de cartão. O argumento do iFood é de ecossistema: o benefício de alimentação é o dinheiro que paga a refeição, e refeição é o que a plataforma conecta há 15 anos, com 65 milhões de consumidores em mais de 2 mil cidades e 600 mil entregadores. Na prática, o usuário do benefício cai num ambiente que o iFood já controla, com mais de 500 mil estabelecimentos parceiros no app. A empresa diz que o saldo rende até 40% a mais por conta da oferta de restaurantes dentro do aplicativo. Para o RH, a promessa é uma plataforma única que junta benefícios, despesas e gestão de pessoas, justamente o pedaço que a Caju traz. “Repensamos a cadeia de valor do benefício, e os pontos de partida foram o restaurante e o trabalhador. Quando o custo da transação cai, o estabelecimento opera com mais margem e pode repassar esse ganho em alimentação mais barata para o trabalhador”, afirma Arthur Freitas, CEO do iFood Benefícios , em nota. “Juntar forças com o iFood Benefícios é a chance de acelerar o que já fazemos, abrindo espaço para a inovação com mais investimento em experiência e produto”, diz Eduardo Del Giglio, CEO e cofundador da Caju . Tentou uma incumbente, comprou uma desafiante Essa não é a primeira tentativa do iFood em aumentar sua base de benefícios de forma inorgânica. Em julho do ano passado, fontes revelaram que a foodtech estaria negociando a compra da Alelo , em um negócio que poderia passar de R$ 5 bilhões. Bradesco e Banco do Brasil , que controlam a Alelo pela Elo Participações , negaram publicamente ter recebido qualquer proposta. A Alelo é uma das quatro grandes do setor, junto com Ticket , Pluxee e VR , as mesmas que, somadas, ainda detêm mais de 80% do mercado e que vêm resistindo às novas regras do PAT, que impuseram teto de 3,6% na taxa cobrada de restaurantes e supermercados e abriram os arranjos de pagamento. Em vez de comprar uma incumbente, o iFood preferiu comprar a outra desafiante. Setor em movimento Voltando ao assunto do começo do texto, a compra da Caju pelo iFood segue o rastro de outras movimentações. Em setembro, o C6 Bank anunciou a aquisição (por um valor não divulgado) da Alymente , fundada em 2017 e com mais de 100 mil beneficiários, que vai virar C6 Benefícios. Um mês antes, o BTG Pactual havia estreado no segmento com o BTG Benefícios. Já em agosto, a Flash fechou uma Série D de R$ 150 milhões liderada por Battery Ventures e Kevin Efrusy, com Endeavor Catalyst , para chegar à liderança do mercado até 2030, inclusive com o CEO Ricardo Salem revelando que M&As estão no plano. A hrtech tem cerca de 60 mil empresas clientes e mais de 2 milhões de trabalhadores.

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