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EXA借道意大利电信进军意大利,首年目标400万客户

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EXA desembarca na Itália (com uma carona da TIM Brasil) 

巴西网络安全公司EXA与意大利电信合作进入意大利市场,复制其巴西B2B2C模式,计划三年内将业务规模翻倍。

巴西网络安全公司EXA(隶属于Alberto Leite的FS控股)正通过与意大利电信(Telecom Italia,TIM Brasil的控股方,持有EXA 25%股份)的合作进入意大利市场,作为其欧洲扩张的起点。FS首席执行官Gustavo Castro对Brazil Journal表示,公司首年目标是在意大利覆盖400万客户,而意大利电信拥有3000万客户。

EXA计划在意大利复制其在巴西取得规模的B2B2C模式:不直接向消费者销售产品,而是通过运营商渠道分销杀毒软件、VPN和防数字诈骗等产品。EXA成立于2022年,预计2026年营收超过5亿雷亚尔,年增长率保持在30%以上。Castro称,大部分增长由与TIM的合作推动,相信可以在意大利复制这一模式。

EXA已在米兰设立办公室,国际扩张由TIM前营销与战略总监Renato Ciuchini负责,他曾在意大利工作并了解当地市场。公司计划以意大利为跳板进入其他欧洲国家,Castro表示三年内欧洲整体业务规模可能与巴西业务相当。初期将提供防网络攻击产品,如杀毒软件、VPN、定位和应用程序拦截工具;第二阶段计划推出帮助消费者识别诈骗的人工智能代理Eva及保险产品。

国际化被EXA视为维持30%年增长率的主要押注。此外,公司还看到两个增长杠杆:向新行业分销和扩大产品组合。分销方面已获得Bradesco、UOL和Fast Shop等客户;新产品方面最大押注是保险销售,一年前EXA开始与Zurich合作销售手机保险,由Zurich承担保单风险,EXA负责分销,预计2026年底组合达8000万雷亚尔,是最初预测的两倍多。据CEO称,公司正在准备防数字诈骗保险和延长保修。

此外,EXA正在研究于2027年进入工资代扣贷款业务,押注全数字化签约以消除中间商、降低分销成本。

FS除EXA外,还投资于ATIS——一家在阿根廷、巴拉圭和乌拉圭拥有超过1000座电信塔的基础设施公司,并涉足分布式发电。集团今年合并营收预计超过15亿雷亚尔。FS的另一押注是东北部的三个数据中心项目,工程尚未开工:FS此前在等待监管定义,但在REDATA之后恢复了讨论。

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EXA desembarca na Itália (com uma carona da TIM Brasil) 

“Attenzione! Virus rilevato.” A EXA – a empresa de cybersecurity da FS, a holding de Alberto Leite – está desembarcando na Itália para iniciar uma expansão pela Europa, um movimento com o potencial de dobrar o tamanho da operação em três anos. O modelo da expansão já é bem conhecido: a EXA chega à Itália numa parceria com a Telecom Italia, a controladora da TIM Brasil (que é dona de 25% da EXA). A ideia é replicar na Itália o modelo B2B2C que a fez ganhar escala no Brasil: em vez de vender seus produtos diretamente aos consumidores, a companhia usa os canais das operadoras para distribuir serviços como antivírus, VPNs e proteção contra golpes digitais. Gustavo Castro, o CEO da FS, disse ao Brazil Journal que o objetivo inicial da companhia é levar seus produtos a 4 milhões de clientes já no primeiro ano. A Telecom Italia possui 30 milhões de clientes. A TIM foi fundamental para o crescimento da EXA: criada em 2022, a companhia espera faturar mais de R$ 500 milhões em 2026, mantendo um crescimento superior a 30% ao ano. “Boa parte desse crescimento foi impulsionada pela parceria com a TIM e acreditamos que dá para repetir a receita na Itália,” disse Gustavo. Mas a ambição vai além da Itália. A EXA quer usar o mercado italiano como porta de entrada para outros países europeus e acredita que, em três anos, sua operação no continente poderá ter o mesmo tamanho da brasileira. A companhia já montou um escritório em Milão e colocou a expansão internacional sob a responsabilidade de Renato Ciuchini, ex-diretor de marketing e estratégia da TIM, que já trabalhou na Itália e conhece o mercado. “Em três anos, a operação na Europa como um todo pode ser do mesmo tamanho da operação brasileira,” disse Gustavo. Por lá, a companhia pretende começar oferecendo produtos de prevenção a ataques cibernéticos, como antivírus, VPNs, ferramentas de localização e bloqueio de aplicativos. Em uma segunda etapa, a ideia é levar a Eva – sua agente de inteligência artificial que ajuda consumidores a identificar golpes – e produtos de seguros. A expansão internacional aparece como a principal aposta para a empresa manter o ritmo de expansão de 30% ao ano. Além da internacionalização, a companhia também enxerga duas alavancas de crescimento: distribuição em novos setores e ampliação do portfólio. Em relação à distribuição, já conquistou clientes como Bradesco, UOL e Fast Shop. Na área de novos produtos, a maior aposta é a venda de seguros. Há um ano, a EXA começou a vender seguros de celulares em parceria com a Zurich, que assume os riscos das apólices, enquanto a EXA fica responsável pela distribuição. A expectativa é encerrar 2026 com uma carteira de R$ 80 milhões, mais que o dobro do inicialmente previsto. Segundo o CEO, a empresa prepara seguros contra golpes digitais e garantia estendida. Além disso, a EXA estuda entrar no crédito consignado em 2027, apostando numa contratação totalmente digital para eliminar intermediários e reduzir custos de distribuição. A expansão faz parte de uma estratégia desenhada por Gustavo Castro, que conheceu Alberto Leite em 2019, num programa de mentoria da Fundação Estudar, quando estudava em Berkeley. Alberto havia vendido o controle da FS ao Carlyle em 2016, mas recomprou a empresa em 2020, transformando-a numa holding de investimentos em tecnologia e telecomunicações. Depois de se tornar sócio da Núcleo Capital, entrou na EXA como CFO em 2025 – aos 27 anos de idade – e passou a assumir responsabilidades na holding FS. Neste ano, ele se tornou CEO. Além da EXA, a FS tem investimentos na ATIS, empresa de infraestrutura com mais de mil torres de telecomunicações na Argentina, no Paraguai e no Uruguai, e também atua em geração distribuída de energia. A receita consolidada do grupo deve superar R$ 1,5 bilhão neste ano. Outra aposta da FS são três projetos de data centers no Nordeste. As obras ainda não começaram: a FS aguardava definições regulatórias, mas retomou as discussões após o REDATA.

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