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Dexco第三季度净亏损1.42亿雷亚尔,工厂关停拖累业绩

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Dexco tem prejuízo líquido de R$ 142 mi no 3T, afetada por desmobilização de fábricas

Dexco 2026年第三季度净亏损1.42亿雷亚尔,主要受重组关停工厂等非经常性项目影响,营收和调整后Ebitda仍实现增长。

Dexco(DXCO3)2026年第三季度净亏损1.42亿雷亚尔,而2025年同期为净利润1420万雷亚尔。这家拥有Deca、Hidra、Portinari、Ceusa等品牌的公司,业绩受到非经常性项目、信贷损失拨备及债务利息支出增加的影响。

年初至今,Dexco累计净亏损5540万雷亚尔,去年同期为净利润1.113亿雷亚尔。

非经常性项目对当季业绩的影响为1.367亿雷亚尔,不直接作用于现金流。其中1.184亿雷亚尔来自重组和业务关停,1180万雷亚尔来自DX Ventures投资的公允价值变动。公司近期出售了圣卡塔琳娜州Urussanga的陶瓷砖工厂,并关闭了伯南布哥州Cabo de Santo Agostinho的卫生洁具工厂,由此产生机器设备和库存的会计减值。

剔除这些影响后,当季经常性净亏损仅为550万雷亚尔,同比下降87.1%;年初至今经常性净利润为1.002亿雷亚尔,同比增长41.2%。

当季Ebitda为4.207亿雷亚尔,同比下降11.4%;调整后经常性Ebitda为5.854亿雷亚尔,同比增长31.6%,利润率提升4.2个百分点至25.1%。净营收增长9.8%至23.3亿雷亚尔,主要来自木材部门:该部门净营收增长16.2%,受益于板材价格调整、高附加值产品组合销售及林地销售;金属和洁具部门净营收下降2.1%,陶瓷砖部门下降5.2%。

联营企业LD Celulose当季贡献收益220万雷亚尔,同比增长57.6%,受国际纸浆价格改善推动。

成本与费用方面,当季运营成本为13.8亿雷亚尔,同比微增0.2%;销售费用为3.387亿雷亚尔,增长19.3%,其中包含对Casas Bahia旗下家具公司Bartira的2050万雷亚尔信贷损失拨备——Bartira已进入司法重整程序,该笔信贷来自Dexco向其分期销售木板;一般及行政费用为7480万雷亚尔,增长5.1%;净财务费用为2.195亿雷亚尔,增长3.1%。

净债务降至47.8亿雷亚尔,环比下降6.9%;杠杆率为2.36倍,低于2025年同期的2.72倍。公司表示,债务下降得益于经营性现金流生成以及Urussanga工厂出售款项到账。当季自由现金流为6.36亿雷亚尔,远高于第二季度的1.21亿雷亚尔,原因包括三大业务部门库存减少、新项目投资缩减,以及收到Urussanga工厂出售款1.53亿雷亚尔。

Dexco总裁Raul Guaragna称本季度业绩“强劲”,尽管受到非经常性项目影响,他仍强调营收、营业利润率和现金流的改善以及债务下降。他表示:“这是一个强劲的季度,相关数字指向良好趋势。”并补充说公司转型计划已满一年,业务重组和降杠杆保持连贯。

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Dexco tem prejuízo líquido de R$ 142 mi no 3T, afetada por desmobilização de fábricas

A Dexco ( DXCO3 ) – dona das marcas Deca, Hidra, Portinari, Ceusa, entre outras – teve prejuízo líquido de R$ 142 milhões no terceiro trimestre de 2026. O resultado representa uma reversão em relação ao lucro líquido de R$ 14,2 milhões registrado no mesmo período de 2025. No acumulado do ano, a companhia sofreu um prejuízo líquido de R$ 55,4 milhões contra um lucro de R$ 111,3 milhões no mesmo período do ano passado. O balanço da Dexco foi afetado por itens não recorrentes, pela provisão para perda de crédito, além do aumento das despesas com pagamento de juros da sua dívida. Por outro lado, houve melhora do faturamento e da sua margem de lucro operacional. Os itens não recorrentes tiveram um peso de R$ 136,7 milhões, sem efeito direto no caixa. Desse total, R$ 118,4 milhões vieram de reestruturação e fechamento de operações, e R$ 11,8 milhões decorreram da marcação a valor justo de investimentos da DX Ventures. Leia mais: – Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira – Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho A Dexco tem enxugado as suas operações para se adequar a um mercado com demanda mais fraca por materiais de construção. O grupo vendeu, recentemente, a fábrica de revestimentos cerâmicos de Urussanga (SC) e fechou a unidade de louças sanitárias de Cabo de Santo Agostinho (PE), o que gerou a baixa contábil de máquinas, equipamentos e estoques. Sem contar o efeito negativo desses itens, a companhia teve um prejuízo líquido recorrente de apenas R$ 5,5 milhões, 87,1% menor na comparação anual. No acumulado do ano, o lucro líquido recorrente foi de R$ 100,2 milhões, crescimento de 41,2% em um ano. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da Dexco no terceiro trimestre recuou 11,4% na comparação anual, para R$ 420,7 milhões. No critério ajustado e recorrente, o Ebitda subiu 31,6%, para R$ 585,4 milhões, e a margem do Ebitda ajustado avançou 4,2 pontos porcentuais, para 25,1%. A receita líquida cresceu 9,8%, totalizando R$ 2,33 bilhões. A melhora do faturamento veio da Divisão Madeira, que teve reajustes de preços de painéis, venda de um mix de produtos de maior valor agregado, além da venda de bases florestais. Na análise por divisões de negócios, a receita líquida cresceu 16 2% em Madeira e sofreu recuo de 2,1% em Metais e Louças, e recuo de 5,2% em Revestimentos Cerâmicos. A joint venture LD Celulose, contabilizada na linha de equivalência patrimonial, gerou um ganho de R$ 2,2 milhões no terceiro trimestre, aumento de 57,6% em um ano, puxada pela melhora dos preços de celulose no mercado internacional. Leia também PRIO (PRIO3) tem lucro líquido de US$ 521 milhões no 3º tri, alta anual de 468% A receita líquida teve alta de 146%, somando US$ 1,37 bilhão no trimestre. O resultado foi 12% maior em relação ao trimestre anterior O presidente da Dexco, Raul Guaragna, considerou “forte” os resultados do trimestre. Apesar dos impacto dos itens não recorrentes, ele destacou o avanço do faturamento, da margem de lucro operacional e do fluxo de caixa, com redução da dívida. “Foi um trimestre forte, com números relevantes que apontam para uma boa tendência”, disse. “Temos demonstrado coerência no nosso plano de transformação, que completa uma ano”, acrescentou, referindo-se à reorganização dos negócios e diminuição da alavancagem. Despesas e dívida Os custos operacionais da Dexco de julho a setembro totalizaram R$ 1,38 bilhão, com leve alta de 0,2% em relação ao mesmo período do ano passado, devido a ganhos de produtividade, menor pressão de insumos e corte nas expedições. As despesas com vendas somaram R$ 338,7 milhões, aumento de 19 3%. Aqui, o balanço trouxe a provisão de perdas de R$ 20,5 milhões de crédito concedido à Bartira, empresa de móveis da Casas Bahia, que entrou em recuperação judicial. O crédito que será discutido no processo decorre de venda de painéis de madeira pela Dexco com pagamento parcelado pela Bartira. As despesas gerais e administrativas foram a R$ 74,8 milhões, alta de 5,1% na mesma base de comparação anual. O resultado financeiro gerou uma despesa líquida de R$ 219,5 milhões no trimestre, alta de 3,1% ante um ano antes. Leia também Smart Fit (SMFT3) tem alta de 40% no lucro recorrente no 3º tri, a R$ 248 milhões A empresa apurou receita líquida de R$ 2,35 bilhões, 29% acima de um ano antes. O mercado tinha expectativa de faturamento de R$ 2,28 bilhões A dívida líquida chegou a R$ 4,78 bilhões no terceiro trimestre, queda de 6,9% em relação ao segundo trimestre. A alavancagem atingiu 2,36 vezes, abaixo das 2,72 vezes observadas no terceiro trimestre de 2025. A companhia destacou que a diminuição da dívida foi sustentada pela geração de caixa operacional e pela entrada de recursos no período relativa a venda da planta de Urussanga. O fluxo de caixa livre total foi de R$ 636 milhões no terceiro trimestre, um salto perante os R$ 121 milhões do segundo trimestre, decorrente da redução dos estoques nas três divisões de negócios, redução de investimentos em novos projetos e do recebimento de R$ 153,0 milhões referente à venda da planta de Urussanga.

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