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Colibri收购Qnow与Cannoli,扩展餐饮线下生态

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Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes

Colibri宣布完成对Qnow和Cannoli的两项收购,围绕支付、排队接待和客户复购搭建面向餐厅线下场景的解决方案生态。

Colibri在周三(21日)举行的经销商大会上宣布,已近期完成对Qnow和Cannoli的两项收购,分别补强排队、预订与停车管理,以及客户复购与CRM能力。公司创始人Rodrigo Soares表示,目标是在餐厅线下场景——据Abrasel数据仍占餐厅销售额的75%至80%——打造一套完整解决方案生态。

据Rodrigo介绍,Colibri Pay负责支付环节,Qnow覆盖排队、预订和停车,Cannoli则作为集团的回购平台,提供CRM、消费者细分、活动自动化、忠诚度计划和返现,并整合进新设的Colibri Growth部门,继续以开放平台运营,保留客户及与业内其他公司的集成。

Rodrigo称,收购Cannoli的逻辑是Colibri已掌握POS、自助终端、桌边平板、数字菜单、外卖、自助支付、桌边支付、预订和排队等环节的数据却未加利用,整合后可形成对消费者的统一视图,识别到店频率、客单价、偏好和流失风险客户。他说:“Colibri的一大差异在于把两样很少同时存在的东西结合起来:产品和数据。”

在支付方面,Colibri Pay推出一项Rodrigo称为巴西首创的功能:在餐厅堂食分期付款。他举例说,顾客消费1000雷亚尔可分三期支付,Colibri Pay向餐厅一次性付清全款,再向顾客分期收款。该业务依托其自2018年持有的子收单结构XPago(品牌已售予XP),并与Itaú合作开发。另一项差异化是独立于收单机构的统一财务对账门户。

Rodrigo还提到与iFood的竞争关系。他认为iFood向线下迁移是在做大市场、提升餐厅老板的技术意识,而非威胁。他称Colibri的切入点是服务员与顾客在店内的直接关系,以促进忠诚度、复购和客单价提升。

背景方面,Colibri原为美国NCR旗下品牌,2025年9月由Rodrigo的RS Solutions接手运营,交易估值1亿雷亚尔。收购后公司重组了支持体系和覆盖巴西逾600人的经销商网络,重返Fispal、ExpoBurger等行业展会,并恢复与Abrasel的关系。Rodrigo称新客户进入按月翻倍,仅7月为三倍增长;交易总量从约280亿雷亚尔增至340亿雷亚尔。公司目标2027年实现1亿雷亚尔营收,为2025年的两倍,目标客户为年营收30万雷亚尔以上的餐厅。他表示公司有现金、有收购意愿,新收购已在视野中。

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Colibri faz novas aquisições e amplia ecossistema para restaurantes

Rodrigo Soares, fundador da RS Solutions, dona da Colibri (Foto: Divulgação) Quando subir ao palco da convenção das revendas da Colibri nesta quarta-feira (21), Rodrigo Soares terá pouco mais de um ano de resultados para apresentar. E muitos planos de como seguir crescendo. “Estamos preparados para a escala, com o time reestruturado. E é isso que nós vamos para cima”, disse ele em conversa com o Startups . No cardápio, estão avanços em pagamentos, com a Colibri Pay; gestão de filas e hospitalidade e relacionamento com clientes. Essas duas últimas frentes, inclusive, são fruto de novas aquisições fechadas recentemente: a Qnow e a Cannoli , respectivamente. O plano é criar um ecossistema de soluções que atendam os restaurantes de olho, principalmente no salão, ou seja, no mundo físico, que ainda representa de 75% a 80% das vendas dos restaurantes, segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). O próprio iFood tem se movimentado para o presencial. Além da maquininha para pagamentos, o aplicativo agora permite fazer reservas em restaurantes. Ano passado, a companhia comprou a Videosoft, que faz software para totens de autoatendimento. Para Rodrigo, a “migração” do aplicativo para o mundo físico é mais um impulso do que uma ameaça. “Eles estão movimentando o mercado. Criando awareness. O dono do restaurante acordou: ‘Eu preciso ter tecnologia’”, avaliou. Para se diferenciar em um embate com o gigante das entregas – que agora também se tornou o 5º maior player do mercado de benefícios com a compra da Caju – o pulo do gato da Colibri é o relacionamento com os garçons. A abordagem busca explorar o relacionamento direto que eles mantém com os clientes dentro do estabelecimento, fomentando fidelidade, recorrência, e até ampliação de ticket de consumo. Um ano depois Quando conversou com o Startups há pouco mais de seis meses, Rodrigo estava no meio do processo de “arrumar a casa” depois da aquisição da Colibri . A tradicional marca de sistemas de gestão para restaurantes estava sob o comando da americana NCR desde 2012. Em setembro de 2025, a empresa de Rodrigo, a RS Solutions , dona do sistema de ponto de venda POS Fácil, assumiu a operação, em um negócio avaliado em R$ 100 milhões. Após a incorporação, o principal trabalho foi o de reorganizar a estrutura de suporte e as revendas, uma rede composta por por mais de 600 pessoas ao redor do Brasil. “Não foi um grande artista o que eu fiz. Na realidade eu apareci e falei: fica tranquilo que eu vou vestir a camisa'”, contou. A companhia também voltou a feiras do setor das quais estava ausente havia mais de dez anos, como a Fispal e a ExpoBurger, e retomou o relacionamento com a Abrasel . “E aí tem um segredinho que parece simples, mas não é, que é o trabalho das cinco da manhã até às dez da noite”, pontuou. Com isso, além de ampliar o relacionamento com a base de clientes, a companhia conseguiu ampliar sua base. Segundo Rodrigo, a entrada de novos clientes vem dobrando mês a mês. “Só um mês que a gente não dobrou, que foi julho, que a gente triplicou”, brincou. De lá pra cá, o volume transacionado saiu de cerca de R$ 28 bilhões para R$ 34 bilhões. A meta é fechar 2027 com uma receita de R$ 100 milhões. O dobro do registrado em 2025. O cliente-alvo é o restaurante com faturamento acima de R$ 300 mil, um segmento que ele considera pulverizado o suficiente para dar tempo de reação. “O iFood, até ele pegar esse restaurante, vai levar dez anos”, avaliou. Segundo ele, novas aquisições estão no radar. “A gente está com caixa, e com muito apetite”, disse. “O momento está bom para adquirir.” O que a Colibri já comprou A Cannoli foi fundada por Samuel Carvalho, ex-Linx, e entra como a plataforma de recompra do grupo: CRM, segmentação de consumidores, automação de campanhas, programas de fidelidade e cashback. A referência é direta: é um movimento equivalente ao do iFood com a CRM Bônus . A tese por trás da compra é que a Colibri já captura os dados e não os usava. Pelo ecossistema passam informações de PDV, totens de autoatendimento, tablets de mesa, cardápio digital, delivery, autopagamento, pagamento na mesa, reservas e filas. Juntar isso numa visão única do consumidor permite identificar frequência de visita, ticket médio, preferências e clientes em risco de abandono. “O grande diferencial da Colibri é que combinamos duas coisas que raramente estão juntas: produtos e dados”, disse Rodrigo. “Muitas empresas possuem ferramentas. Outras possuem dados. A Colibri possui as duas coisas”, completou A Cannoli passa a integrar o Colibri Growth , frente criada para concentrar as soluções voltadas ao crescimento do restaurante, e seguirá operando como plataforma aberta, mantendo clientes e integrações com outras empresas do setor. A oferta continuará aberta a empresas de todo o mercado. Já a Qnow cobre filas, reservas e, o que Rodrigo trata como diferencial, estacionamento. O fluxo que ele descreve: o cliente faz a reserva e informa a placa do carro; ao chegar, o manobrista já o espera; quando o garçom lê o QR Code na mesa, o sistema sabe que aquele carro está no estacionamento; quando a conta entra em fechamento, o manobrista já foi buscar o veículo. A comparação com o iFood também fica inevitável já que ele comprou a TagMe , de gestão de filas e reservas. “Gestão de reserva e de filas, até aí não tem diferencial nenhum. Mas eu tenho gestão de estacionamento”, destacou Rodrigo. Parcelar a conta do restaurante Com o Colibri Pay a companhia amarra todo o resto. E com uma função que Rodrigo diz ser inédita no país: parcelar uma refeição no salão. “Você chegou no restaurante, o papo deu mil reais, você quer pagar em três vezes. A Colibri Pay paga o restaurante à vista, os mil reais, e parcela para você em três”, explicou Rodrigo. “O iFood faz no delivery, ninguém faz no físico. Nós somos os primeiros no Brasil a fazer o parcelado no restaurante.” A operação usa uma estrutura de subadquirência que Rodrigo mantém desde 2018, a XPago, cuja marca ele vendeu para XP. O desenvolvimento é feito com o Itaú. O segundo diferencial que ele aponta é menos vistoso e provavelmente mais relevante para o dono do restaurante: um portal único de conciliação financeira, independentemente de qual adquirente o estabelecimento usa.

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