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Banco Master所有者辩护团队向美洲人权委员会申诉巴西

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Defesa de Vorcaro vai a órgão da OEA contra supostas violações dos direitos humanos em sua prisão

Banco Master所有者Daniel Vorcaro的辩护律师向美洲人权委员会提交紧急预防措施申请和个人申诉,指控巴西在调查中侵犯人权。

Banco Master所有者Daniel Vorcaro的辩护律师于10月27日向美洲国家组织下属的美洲人权委员会(CIDH)提交紧急预防措施申请和个人申诉,指控巴西在针对这名前银行家的调查中存在侵犯人权行为。辩护律师Sérgio Leonardo和Engels Augusto Muniz于本周一(2日)发布公告披露了这一消息。

辩护方称,此举旨在从国际层面追究巴西的责任,申诉指出可能侵犯了人身完整权、自由权、司法保障、名誉与隐私保护以及司法救济权。辩护方在公告中表示,该举措并非要讨论调查实质或取代巴西司法,而是寻求《美洲人权公约》所保障的权利——巴西自1992年起为该公约缔约国——即任何被逮捕者都应获得一名法官在合理期限内就其自由作出裁决,并得到符合人类尊严的待遇。

Vorcaro自2025年11月起被剥夺自由,自2026年3月起在联邦警察“合规零号行动”中处于预防性羁押,该行动调查与Banco Master相关的欺诈行为。辩护方称,逮捕令在未提起公诉或启动刑事程序的情况下作出,并指出联邦警察本周在部分报告中提出的指控并非正式起诉,而是警方单方面行为,且巴西法律规定的每90天羁押审查未被执行。

辩护律师还质疑联邦最高法院(STF)未对9月18日提交的释放申请作出裁决。据辩护方称,由于法院内部涉及自身成员行为调查的制度性原因,“目前尚无法官处理该申请”,并称“这不是简单的拖延:有一个人被关押,超过40天没有任何关于其申请的裁决,司法救济权持续被剥夺”。辩护方还表示,Vorcaro“没有职务特权管辖权,案件在联邦最高法院审理仅因与第三方被指控事实存在关联”。

律师还质疑联邦警察报告和羁押申请依据中使用了Vorcaro与其法定代理人之间受职业保密保护的对话。辩护方称:“这些律师均未被调查,也没有任何司法裁决授权获取这些对话。之后它们被公开。没有律师与当事人之间的保密,就没有辩护权。”

另一争议点是数字证据的完整性。据辩护方称,10月29日向联邦最高法院提交的技术分析发现,在手机已被警方保管后,Vorcaro的手机记录出现超过一千处改动。辩护方称:“对证据获取手段的合法性以及相应保管链的保全存在严重疑问。”律师还表示,自2月19日起申请获取设备提取的原始数据,但该申请至今未获裁决,并指出由国家保管的材料遭到泄露。

向CIDH,辩护方请求巴西通过预防措施恢复Vorcaro的自由,或确保有管辖权的法官在五天内审理释放申请。还请求停止泄露,将律师对话和私人内容从案卷中移除,并保全和提供手机提取的原始数据。辩护方在公告中写道:“Daniel Vorcaro一直配合调查,在四次被讯问时回答了所有问题,在所有证词中放弃了沉默权。他不要求区别对待,只要求宪法和《美洲人权公约》保障任何人的权利:正当程序、合理期限和一名作出裁决的法官。”

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类型
司法案件
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巴西
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企业动态
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话题
司法案件法律
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Defesa de Vorcaro vai a órgão da OEA contra supostas violações dos direitos humanos em sua prisão

A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, protocolou na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), um pedido urgente de medidas cautelares e uma petição individual contra o Estado brasileiro. Os dois procedimentos foram apresentados em 27 de outubro, segundo nota divulgada pelos advogados Sérgio Leonardo e Engels Augusto Muniz nesta segunda-feira (2). De acordo com a defesa, a iniciativa busca responsabilizar internacionalmente o Brasil por supostas violações de direitos humanos durante as investigações envolvendo o ex-banqueiro. A petição aponta possíveis violações dos direitos à integridade pessoal, à liberdade, às garantias judiciais, à proteção da honra e da vida privada e ao acesso à Justiça. “A iniciativa não pretende discutir o mérito das investigações nem substituir a Justiça brasileira. Busca o que a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, da qual o Brasil é parte desde 1992, assegura a qualquer pessoa presa: um juiz que decida, em prazo razoável, sobre a sua liberdade, e um tratamento compatível com a dignidade humana”, diz a nota. Vorcaro está privado de liberdade desde novembro de 2025 e cumpre prisão preventiva desde março de 2026, no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga supostas fraudes relacionadas ao Banco Master. A defesa afirma que a prisão foi decretada sem que tenha sido apresentada denúncia ou iniciada ação penal contra o empresário. “Até hoje não há denúncia nem ação penal. O indiciamento lançado nesta semana em relatório parcial da Polícia Federal não é acusação formal: é ato unilateral da autoridade policial, praticado em apenas uma das investigações ainda inconclusa e apoiado em prova cuja integridade não pode ser verificada. A revisão da prisão a cada 90 dias, que a lei brasileira torna obrigatória, não foi feita.” Os advogados também questionam a ausência de uma decisão sobre o pedido de liberdade apresentado em 18 de setembro ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a defesa, “ainda não há juiz para o pedido”, por razões institucionais internas da Corte relacionadas à apuração de condutas de seus próprios membros. “Não se trata de simples demora: há uma pessoa presa e, há mais de 40 dias, nenhuma decisão sobre o seu pedido. Persiste a negação do próprio acesso à Justiça.” A defesa também sustenta que Vorcaro “não tem foro por prerrogativa de função, e o caso tramita no Supremo Tribunal Federal apenas por conexão com fatos atribuídos a terceiros”. Os advogados contestam ainda o uso de conversas entre Vorcaro e seus representantes legais, protegidas pelo sigilo profissional, em relatórios da PF e na fundamentação do pedido de prisão. “Nenhum desses advogados era investigado, e nenhuma decisão judicial autorizou o acesso a essas conversas. Depois, elas foram divulgadas. Sem sigilo entre advogado e cliente, não há direito de defesa.” Outro ponto de contestação é a integridade das provas digitais. De acordo com a defesa, uma análise técnica apresentada ao STF em 29 de outubro identificou mais de mil alterações nos registros do celular de Vorcaro depois que o aparelho já estava sob custódia policial. “Há sérias dúvidas sobre a licitude dos meios de obtenção da prova, bem como sobre a preservação da respectiva cadeia de custódia.” Os advogados afirmam ainda que solicitam, desde 19 de fevereiro, acesso aos dados brutos originais da extração do aparelho, mas o pedido permanece sem decisão. Também apontam o vazamento de material que estava sob a guarda do Estado. À CIDH, a defesa pede que o Brasil restabeleça a liberdade de Vorcaro, por meio de medidas cautelares, ou assegure que um juiz competente analise o pedido de soltura em até cinco dias. Solicita também que cessem os vazamentos, que as conversas com advogados e os conteúdos privados sejam retirados dos autos e que os dados originais da extração do celular sejam preservados e disponibilizados. “Daniel Vorcaro tem colaborado com as investigações, tendo respondido a todas as perguntas que lhe foram feitas nas quatro oportunidades em que foi ouvido. Em todos os depoimentos, abriu mão do direito ao silêncio. Não pede tratamento diferenciado. Pede o que a Constituição e a Convenção Americana garantem a qualquer pessoa: devido processo legal, prazo razoável e um juiz que decida”, escreve a defesa. Imagens de Daniel Vorcaro na prisão Reprodução/g1

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