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金风、远景、明阳逆势进入巴西风电市场,中企占近期交易过半

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China ganha mercado em turbinas eólicas no País 

在巴西风电投资放缓、GE和西门子歌美飒关闭当地工厂的背景下,金风科技、远景能源和明阳智能近两年进入巴西并签下首批本地合同,已占行业近期交易的一半以上。

在巴西风电投资大幅放缓、GE和西门子歌美飒关闭当地叶片和涡轮机工厂的同时,中国三大风电制造商金风科技、远景能源和明阳智能近两年进入巴西市场并签署首批本地合同。金风科技巴西副总裁Roberto Veiga对《Brazil Journal》表示,公司目前占巴西当前涡轮机市场50%至55%。

据《Brazil Journal》报道,受中国风电装机增长推动,金风科技和远景能源在2025年全球新增涡轮机装机容量中领先,明阳智能排名第四;累计装机方面,金风科技仅次于丹麦的维斯塔斯,远景能源则接近第三、第四位的西门子歌美飒和GE Vernova。

金风科技在卡马萨里利用从GE收购的工厂进行本地生产,与Casa dos Ventos签署了行业史上最大合同,供应827 MW,并与EDF达成142 MW协议。公司计划将巴西打造成面向美洲(包括美国东海岸和加拿大)的出口枢纽,并计划在巴西生产电池储能系统(BESS),以参与政府定于12月举行的电池项目招标。金风科技近期已在智利完成储能系统销售,并将在巴西同时提供本地化含量产品和进口系统。

在风电业务方面,金风科技设立了一个从零开发项目并向潜在客户提供可随时开工项目的部门,以降低投资者风险、刺激新业务。据Veiga介绍,今年迄今巴西新增风电装机657 MW,远低于2025年的约2 GW、2024年的超过3 GW以及2023年和2022年的超过4 GW。行业受到可再生能源发电过剩导致强制限电(curtailment)的影响,企业收入和新增投资的可预测性下降。Veiga表示:“我们会在市场中经历这些低谷。我们来这里不是为了短期停留,而是有中长期规划——我说的是30年以上。”

远景能源以向Casa dos Ventos风电场供应630 MW中国进口涡轮机的大合同进入巴西,计划随业务推进在某个时点转向本地生产。公司解决方案总监Marcello Trombelli表示,巴西风电行业正经历“尤为严峻的时刻,需要战略眼光、适应能力和长期承诺”。据其介绍,远景能源正与行业大型企业谈判,寻求扩大市场份额,向客户提供单机功率8.4 MW、转子直径182米的涡轮机。远景能源还在与合作伙伴商谈生产本地化含量电池系统,以参与12月招标。

明阳智能已向Copel的一个风电场出售一台涡轮机,并在巴西签署了另一份未披露细节的合同。本周在圣保罗举行的Brazil Wind Power展会上,明阳智能设立大型展台推介涡轮机、运维和BESS产品,金风科技和远景能源也设有展台,与维斯塔斯、Nordex Acciona和WEG等竞争对手同场。一位与会项目开发商表示:“中国人在价格上非常有竞争力。”

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China ganha mercado em turbinas eólicas no País 

Os investimentos em energia eólica no Brasil desaceleraram fortemente nos últimos anos, mas o cenário mais desafiador não assustou algumas empresas chinesas que estão entre as maiores fabricantes globais de equipamentos para o setor. Enquanto a GE e a europeia Siemens Gamesa fechavam suas fábricas de pás e turbinas por aqui, a Goldwind, a Envision e a Ming Yang desembarcavam no País e fechavam seus primeiros contratos locais nos últimos dois anos. Impulsionadas pelo crescimento da geração eólica na China, a Goldwind e a Envision lideraram o mundo em capacidade adicionada de turbinas em 2025; a Ming Yang ficou na quarta posição. Em volumes acumulados, a Goldwind agora está atrás só da dinamarquesa Vestas, e a Envision tem se aproximado das terceira e quarta colocadas, Siemens Gamesa e GE Vernova. Aqui no Brasil, as chinesas já respondem por mais da metade dos negócios mais recentes na indústria, e agora se preparam para fornecer também sistemas de armazenamento com baterias, conhecidos pela sigla BESS. “Hoje nós estamos com mais de 50% do mercado corrente de turbinas eólicas, daquilo que está em fabricação neste momento. Temos perto de 50%, 55%,” Roberto Veiga, vice-presidente da Goldwind Brazil, disse ao Brazil Journal . A companhia, que está produzindo equipamentos localmente em Camaçari – numa fábrica comprada da GE – fechou o maior contrato da história do setor com a Casa dos Ventos, para entregar 827 MW, além de um acordo de mais 142 MW com a EDF. O plano é fazer do Brasil um hub de exportações para as Américas, incluindo a costa leste dos Estados Unidos e o Canadá, e produzir aqui também os BESS, de olho nos leilões para projetos de baterias que o Governo agendou para dezembro. A Goldwind fechou vendas recentes de sistemas de armazenamento no Chile, e oferecerá no Brasil tanto um produto com conteúdo nacional quanto sistemas importados. No negócio de eólica, a empresa criou uma unidade para desenvolver projetos desde o zero e oferecê-los a potenciais clientes já prontos para construção, diminuindo riscos para os investidores, em uma estratégia para estimular novos negócios diante da fraqueza do mercado. Até o momento neste ano o País adicionou parques eólicos somando 657 MW em capacidade, bem abaixo dos cerca de 2 GW de 2025, dos mais de 3 GW em 2024 e dos mais de 4 GW em 2023 e 2022. O setor tem sido afetado por uma sobreoferta de geração renovável que leva a cortes forçados na produção das usinas, o curtailment , diminuindo a receita das empresas e a previsibilidade para novos investimentos. “Nós vamos passar por esses vales no mercado. Não viemos para ficar pouco tempo, viemos para um planejamento de médio e longo prazo – estou falando de mais de 30 anos. Acho que só vai sobreviver no Brasil quem tem planejamento de médio e longo prazo”, disse o VP da Goldwind. Já a Envision estreou no Brasil com um enorme contrato para fornecer 630 MW em turbinas importadas da China a parques da Casa dos Ventos. O plano é partir para a produção local em algum momento, à medida que os negócios avancem. “O setor eólico brasileiro atravessa um momento particularmente desafiador, que exige visão estratégica, capacidade de adaptação e compromisso de longo prazo,” disse o diretor de soluções da companhia, Marcello Trombelli. Segundo ele, a Envision “mantém negociações com grandes empresas do setor e busca ampliar sua presença no mercado” oferecendo aos clientes um dos maiores aerogeradores disponíveis na indústria, com 8,4 MW em potência por máquina e rotor com 182 metros de diâmetro. A Envision também conversa com parceiros para produzir sistemas de baterias com conteúdo local para atender os participantes dos leilões de dezembro. A Ming Yang, por sua vez, já vendeu uma turbina para um parque da Copel e fechou um outro contrato no País cujos detalhes não foram revelados. A companhia buscava novas oportunidades com um grande estande num evento do setor nesta semana em São Paulo, o Brazil Wind Power, onde fez apresentações sobre seus produtos em turbinas, operação e manutenção e BESS. Goldwind e Envision também estão com estandes no evento, assim como suas principais concorrentes pelo mercado brasileiro, a Vestas, a Nordex Acciona e a WEG. “Os chineses estão muito competitivos em preço”, disse um desenvolvedor de projetos presente na conferência. Se o mercado não está crescendo, o mesmo não pode ser dito da concorrência na indústria de turbinas.

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