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卢拉连任,亚马逊获至少四年保护期至2030年

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A vitória que o mercado ambiental brasileiro esperava — e que pode blindar a Amazônia (pelo menos até 2030)

卢拉在周日选举中连任巴西总统,科学家与环保人士视其为亚马逊雨林保护的里程碑,其政府目标是在2030年前消除非法毁林。

卢拉·达席尔瓦在周日举行的巴西总统选举中胜出、成功连任,科学家和环保人士将此解读为亚马逊雨林的里程碑——这片承载全球三分之一生物多样性的森林由此获得至少四年的保护期。卢拉政府已设定到2030年消除非法毁林的目标。

据美国《纽约时报》报道,巴西拥有约60%的亚马逊雨林;在卢拉执政期间,得益于环境执法加强以及大胆的保护与恢复政策,毁林降至历史低位。圣保罗大学气候与可持续发展教授、亚马逊科学小组联合主席卡洛斯·诺布雷表示,卢拉将有更多四年时间拯救亚马逊,并认为若卢拉落败“将是一场生态灭绝”。

在2023年国际气候谈判中,巴西承诺到2030年重新造林600万公顷亚马逊雨林,到2050年再造林1800万公顷。文章称,这一计划有望让巴西重新站上全球碳市场和零毁林产业链的前沿,而欧洲对这些产业链的要求日益严格。科学家同时警告,若毁林得不到控制,亚马逊可能降水大减,最早在2050年从茂密森林退化为更干燥的稀树草原生态系统,进而影响依赖“飞行河流”自然灌溉的中南部农业。

在环境议题的另一端,参议员弗拉维奥·博索纳罗称他不相信气候变化由人类造成,并承诺取消对亚马逊农牧业等活动的限制;他在竞选中称“处理环境议题的最好方式就是博索纳罗政府所做的”,而据《纽约时报》引述,其父执政期间毁林上升,“导致超过1.7万平方英里的森林被砍伐”。蒙杜鲁库族领袖亚历山德拉·科拉普·蒙杜鲁库则庆祝卢拉获胜,称需要选择不会破坏原住民权利与森林的人。

文章指出,卢拉连任之际,巴西右翼在立法机构势力上升,一个保守派国会将于2月在巴西利亚就职,这将给政府环境议程带来阻力。亚马逊观察组织项目主管克里斯蒂安·普瓦里耶认为,卢拉的当选起到关键的“制衡”作用,否则国会会与博索纳罗配合拆解这些保障。文章称,对高管和投资者而言,环境保护在行政分支仍是国家政策,但绿色议程的推进能力将取决于政治协议,巴西企业的ESG议程仍将在海外受到评估。

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A vitória que o mercado ambiental brasileiro esperava — e que pode blindar a Amazônia (pelo menos até 2030)

Startupi A vitória que o mercado ambiental brasileiro esperava — e que pode blindar a Amazônia (pelo menos até 2030) A floresta que sustenta um terço da biodiversidade do planeta acaba de receber mais quatro anos de proteção. A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva , consolidada nas urnas no domingo, foi interpretada por cientistas e ambientalistas como um marco para a Amazônia — e, por consequência, para todos os setores da economia brasileira que dependem, de forma direta ou indireta, da estabilidade climática proporcionada pela floresta. Do outro lado, uma proposta que prometia acabar com as limitações ao desmatamento. Ciencia em jogo: o que estava em disputa Uma matéria do jornal americano The New York Times registrou que o Brasil detém cerca de 60% da Amazônia e, durante o governo de Lula, que o desmatamento foi reduzido a níveis historicamente baixos, graças ao reforço na fiscalização ambiental e a políticas audaciosas de proteção e restauração. “O presidente Lula terá mais quatro anos para salvar a Amazônia”, disse Carlos Nobre , professor de clima e sustentabilidade da Universidade de São Paulo e copresidente do Painel Científico para a Amazônia , um grupo de centenas de pesquisadores que se dedicam ao estudo da floresta. “É evidente que o presidente Lula, reeleito, dará continuidade às suas ótimas políticas de proteção da Amazônia”, complementou. Para o cientista, se o petista tivesse perdido, isso “teria sido um ecocídio”. Objetivos de longo prazo ganham impulso O governo Lula definiu como objetivo acabar com o desmatamento ilegal até 2030 e apresentou um plano para restaurar enormes trechos de floresta. Assim, o Brasil comprometeu-se, nas negociações climáticas internacionais de 2023, a reflorestar seis milhões de hectares da Amazônia até 2030 e mais 18 milhões até 2050 — um programa capaz de reposicionar o país na vanguarda do mercado global de carbono e das cadeias produtivas sem desmatamento, cada vez mais exigidas pelos europeus. Cientistas, por sua vez, advertem que, se o desmatamento não for controlado, a Amazônia poderá receber muito menos chuva e se transformar de uma floresta densa em um ecossistema mais seco, similar a uma savana, já em 2050. Isso afetaria também o agronegócio do Centro-Sul, que depende dos chamados “rios voadores” para a irrigação natural das lavouras. O plano que foi reprovado nas votações Do outro lado do espectro ambiental estava o senador Flávio Bolsonaro, que afirmou não acreditar que as mudanças climáticas sejam provocadas pelo homem e prometeu derrubar restrições à agropecuária e a outras atividades na Amazônia. Na campanha, declarou que “a melhor forma de tratar o tema ambiental é o que fizemos durante o governo Bolsonaro” — alusão à administração do pai, quando, segundo citou o NYT, o desmatamento aumentou, “resultando na derrubada de mais de 17 mil milhas quadradas de floresta”. A liderança indígena mobilizada contra o candidato da direita também celebrou a vitória de Lula. “Precisamos escolher indivíduos que não vão destruir nossos direitos, que não vão destruir nossas florestas e que não vão causar o tipo de impacto que vem de todo esse discurso de outros políticos sobre terras raras e mineração ilegal”, afirmou Alessandra Korap Munduruku , uma líder do povo Munduruku na região da bacia do rio Tapajós. Congresso no radar A reeleição, no entanto, ocorre em um período de crescimento legislativo da direita brasileira. Em fevereiro, um Congresso Nacional conservador tomará posse em Brasília, o que dificulta os planos da agenda ambiental do governo. Ainda assim, a eleição de Lula atua como um “contrapeso” vital, diz Christian Poirier , diretor de programas da organização de monitoramento da floresta Amazon Watch . “O Congresso teria trabalhado em sintonia com Bolsonaro para desmontar essas salvaguardas”, afirmou Poirier. Para os executivos e investidores, a situação é evidente: a proteção ambiental permanece como uma política de Estado no Executivo, mas a capacidade de governar a agenda verde dependerá de acordos políticos — e a agenda ESG das empresas brasileiras seguirá sendo objeto de avaliação no exterior. O post A vitória que o mercado ambiental brasileiro esperava — e que pode blindar a Amazônia (pelo menos até 2030) aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Ricardo Azevedo

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