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巴西颁宪修终结6×1工作制 医疗行业吁专项监管

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Fim da escala 6×1: setor de saúde cobra regulamentação específica do governo

巴西国会颁布第141/2026号宪法修正案,终结6×1排班并逐步将周工时降至40小时,医疗行业机构呼吁针对12×36等特殊排班制定专项规则。

巴西国会于周五(16日)颁布第141/2026号宪法修正案,规定终止6天工作1天休息的排班制度(6×1),并逐步缩减每周44小时工时:自公布之日起60天内降至42小时,一年内强制降至40小时。该规定适用于包括医院、诊所、实验室、药房在内的所有经济部门。

医疗行业专业人士对文本表示欢迎,但行业机构表示担忧。Fipe基金会受全国卫生联合会(CNSaúde)委托的研究显示,该行业40%的员工周工时超过40小时;根据补足人员的不同方案,财务影响可能在77亿至222亿雷亚尔之间。

全国私立医院协会(Anahp)指出,约70%的医疗专业人员直接从事护理工作,许多人采用12小时工作36小时休息的排班制度,这是业界要求制定考虑医疗特殊性的专项监管的原因之一。CNSaúde主席Breno Figueiredo表示,关于专项监管的讨论时有出现,但缺乏细节;他认为若政府有敏感性,行业无需诉诸司法途径。劳工与就业部称正与民事办公室每日开会讨论文本细节。Anahp则强调监管应兼顾医院护理的特殊性、法律安全与可预见性,并给出适当的重组期限。

Mattos Filho律师事务所劳动与工会法合伙人Filipe Vergette解释,12×36排班周均工时为42小时,须在2027年12月前降至40小时,是主要需调整之处;宪法修正案更多是将此事交由集体谈判,各医院需进行专门的集体谈判,行业应密切关注后续专项监管。联邦护理委员会(Cofen)认为,修正案不改变12×36值班的实际运作,但取消了该类别44小时合同的可能性(如门诊和诊所须强制降至40小时上限),并使30小时或36小时工作者的最低工资比例计算改善,因为全额最低工资的参照变为40小时而非44小时。

行业机构担忧成本如何弥补。制药工业产品工会(Sindusfarma)主席Nelson Mussolini提到,其他国家在讨论缩减工时前先寻求提高产量,巴西本可如此;他称“总得想办法付这笔账”。巴西药品商业协会(ABCFARMA)表示,药品零售缩减工时需要重新分配班次并增聘人员以维持服务、库存运营和强制药学服务,这将推高人工支出,而CMED规定的最高限价限制了成本转嫁。Mussolini亦表示,对于价格受控的行业将减少折扣,消费者会在终端感受到。

巴西公共卫生协会(Abrasco)理事Marcia Bandini认为,缩减工时对社会整体有经济、社会与健康效益,并援引世卫组织研究称每周工作55小时及以上与中风风险高35%、缺血性心脏病死亡风险高17%相关。Dieese的研究则称,长工时妨碍劳动者学习与技能提升,缩减工时可能使18至29岁兼顾正规就业与学习的青年增加最多42.5万人。

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类型
政策法规
方向
巴西
分类
医药健康
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政策法律行业趋势
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Fim da escala 6×1: setor de saúde cobra regulamentação específica do governo

O Congresso Nacional promulgou na sexta-feira, 16, a Emenda Constitucional 141/2026, que estabelece o fim da escala de 6 dias de trabalho por um de descanso (escala 6×1) e a redução gradual da jornada de 44 horas. A partir de sua publicação, o país terá 60 dias para reduzir a jornada de 44 para 42 horas semanais, que deverá cair obrigatoriamente para 40 horas dentro de um ano. Isso vale para todos os setores da economia, incluindo serviços de saúde, como hospitais, clínicas, laboratórios, indústrias, farmácias e outros. No setor da saúde, o texto foi celebrado por profissionais e recebido com preocupação por entidades setoriais. Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), encomendado pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), aponta que 40% dos empregados do setor têm carga horária superior a 40 horas semanais. O impacto financeiro pode variar de R$ 7,7 bi a R$ 22,2 bi, de acordo com as soluções encontradas para repor os profissionais em diferentes cenários. Um dos pontos de maior atenção se refere a jornadas específicas. De acordo com a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), cerca de 70% dos profissionais da saúde atuam diretamente na assistência, muitos sob regimes específicos, como a escala de 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso. Este é um dos fatos que estimulam pedidos para regulamentações que considerem as especificidades da saúde. Para Breno Figueiredo, presidente da CNSaúde, o discurso sobre uma regulamentação específica surge de tempos em tempos, mas ainda faltam detalhes. “Sempre usam o setor de saúde como um exemplo de setor que vai precisar de ajuste, em declarações do Ministério do Trabalho, do próprio governo ou do Congresso Nacional. Estamos às vésperas de uma eleição, mas não existe nenhuma sinalização mais clara do que seriam esses ajustes”, afirma. Ele defende que, se houver sensibilidade do governo, o setor não precisará fazer movimentos judiciais. Procurado, o Ministério do Trabalho e Emprego afirma, em nota, que está “em reuniões diárias para debater os detalhes do texto junto à Casa Civil”. Também em nota, a Anahp ressaltou a importância de uma regulamentação que considere “as particularidades da assistência hospitalar, assegure segurança jurídica e previsibilidade às instituições e estabeleça condições e prazos adequados para a reorganização das equipes, sem comprometer a continuidade e a qualidade do atendimento à população”. Impacto para o setor da saúde No caso da escala 12 por 36 horas, Filipe Vergette, sócio de Direito Trabalhista e Sindical do Mattos Filho, explica que este seria o principal ponto que necessita de ajuste porque resulta em uma média de 42 horas semanais, carga que deverá ser reduzida para 40 horas semanais até dezembro de 2027. “A Emenda Constitucional traz muito mais uma ideia de remeter isso para negociação coletiva. Ou seja, todos os hospitais teriam que olhar para isso e fazer uma negociação coletiva específica. É algo ainda que o setor deve acompanhar de perto, porque a gente deve ter alguma regulamentação específica”, explica o advogado. Já na visão do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a aprovação da PEC não altera a dinâmica prática dos plantões em escala 12×36. “Mas extingue a possibilidade de contratos de 44 horas na categoria (como em ambulatórios e clínicas, que passam obrigatoriamente para o teto de 40 horas). Além disso, melhora o cálculo proporcional do Piso Salarial para quem cumpre jornadas de 30h ou 36h, pois a referência do piso integral passa a ser 40 horas e não mais 44”, avalia em publicação no site oficial. De qualquer forma, as mudanças exigirão adequações com possíveis impactos econômicos, o que carrega preocupação sobre como isso será recomposto. Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), lembra que outros países buscaram um aumento de produção antes de discutir a redução da jornada, o que poderia ter sido o caso do Brasil. “Alguns países demoraram cinco anos; outros, sete anos, para chegar a isso. Tem que arranjar um jeito de pagar essa conta”, defende. A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico (ABCFARMA), por exemplo, afirma em nota que, no varejo farmacêutico, a redução da jornada exigirá redistribuição dos turnos e contratação de profissionais para manter o atendimento, as operações de estoque e a assistência farmacêutica obrigatória. “Essas adequações ampliam as despesas com pessoal em um setor que depende de capital de giro para financiar estoques e enfrenta custos elevados de crédito. Além disso, os preços máximos regulados pela CMED limitam o repasse desses custos, exigindo ajustes no planejamento financeiro e na alocação de recursos destinados à operação e aos investimentos”, observa a entidade. O presidente executivo do Sindusfarma corrobora a questão dos preços: “Para nós, que temos preço controlado, vamos reduzir o desconto. O consumidor vai sentir na ponta. Caso contrário, não vamos conseguir fechar nossos números. E precisamos ter lucro, porque, caso contrário, nosso investidor, em vez de investir na indústria da saúde, vai querer investir na indústria automobilística, que vale muito mais a pena.” Impactos para trabalhadores O fim da escala 6×1 foi impulsionado pelas eleições, sendo tema de disputa entre parlamentares, candidatos e governo federal. No entanto, o pano de fundo da pauta é, desde o começo da sua discussão, o direito ao descanso por parte dos trabalhadores . Para a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), os colaboradores da saúde estarão entre os beneficiados. “A redução das horas trabalhadas traz benefícios econômicos para a sociedade como um todo, porque as pessoas têm mais tempo livre. Traz benefícios sociais também, porque de fato a vida das pessoas melhora, e traz benefícios para a saúde, inclusive há estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema”, avalia Marcia Bandini, conselheira da Abrasco. O estudo da OMS, citado pela conselheira, aponta que trabalhar 55 horas ou mais por semana está associado a um risco 35% maior de acidente vascular cerebral e um risco 17% maior de morte por doença isquêmica do coração, em comparação com trabalhar 35-40 horas por semana. Também há estudo do Dieese que afirma que jornadas longas dificultam a formação e qualificação dos trabalhadores. “A redução do tempo de trabalho tem potencial para contribuir para o aumento do número de pessoas estudando. Segundo estimativas, a medida poderia ajudar a aumentar em até 425 mil o número de jovens com idade entre 18 e 29 anos que conciliam emprego formal com estudos”, aponta o documento.

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