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巴西资讯巴西企业动态2026年9月16日

巴西基建投资缺口翻倍,中资工程与设备商迎二十年窗口期

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Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

CNI报告指出巴西需将基建投资从GDP的2.27%提升至4.65%,年均约5500亿雷亚尔并持续二十年,私营部门已占七成投资,中资工程承包、装备出口和长期资本可关注特许经营与结构化项目机会。

为什么值得关注

巴西基建投资需从GDP的2.27%翻倍至4.65%,年均5500亿雷亚尔持续二十年,私营部门已占七成,中资工程、装备和长期资本可关注BNDES及州政府特许经营项目。

巴西全国工业联合会(CNI)近日发布《巴西基础设施投资融资》研究报告,指出2024年巴西基础设施投资额为2668亿雷亚尔,仅占GDP的2.27%,需提升至4.65%(年均约5500亿雷亚尔)并至少维持二十年,才能填补历史缺口并接近国际标准。报告提出建立公共与私人资源结合的新融资制度,扩大资本市场并保障长期项目连续性。对在巴中资企业而言,这意味着工程承包、装备出口及长期基建资本面临结构性机会,但需关注财政与监管环境能否支撑项目连续性。

CNI报告显示,2024年巴西基础设施投资总额为2668亿雷亚尔,占GDP的2.27%。该机构认为,巴西需将这一比例提升至GDP的4.65%,即每年约5500亿雷亚尔,并至少维持二十年。在2024年总投资中,私营部门贡献1881亿雷亚尔,占比70.5%;公共投资为786亿雷亚尔,州和市政府承担了大部分公共出资。CNI主席里卡多·阿尔班(Ricardo Alban)在声明中主张经济与制度稳定以吸引资本,并强调“巴西需要财政责任、健全的机构和法律保障,以创造条件为基础设施领域调动更多私人资源,同时不放弃公共投资的战略作用”。他还主张制定国家战略以确保项目连续性,认为基础设施现代化需要持续、系统、长期的努力,需要由多届政府推行的国家政策。

从融资结构变化看,按2024年更新值计算,私人来源从2010-2014年的平均886亿雷亚尔增至2024年的1845亿雷亚尔;同期公共资源从2085亿雷亚尔降至1070亿雷亚尔。2024年多边机构出资84亿雷亚尔。过去十年,私人来源占比从2010-2014年的29.3%升至2024年的61.5%。报告还提出新制度应包括:宏观经济和财政稳定以降低风险和资本成本;加强资本市场、增加机构投资者;扩大私人信贷并采用更有效分散风险的模型;扩大结构化特许经营和合作项目组合;法律保障和监管可预测性;以及监管机构的技术自主权。研究强调巴西国家经济和社会发展银行(BNDES)及其他公共发展机构在降低风险、结构化项目和调动私人资本方面的作用。

底稿未涉及中资企业直接影响,但通过融资结构变化和项目连续性机制间接传导。对在巴中资工程承包企业而言,若新融资制度推动特许经营和合作项目组合扩大,铁路、公路、港口、电力及城市基建的招标节奏可能加快,中资企业可关注与BNDES及州政府合作的结构化项目。对装备出口商,基建投资翻倍意味着工程机械、电力设备、轨道交通装备的采购需求可能上升,但需关注巴西国家经济和社会发展银行(BNDES)的本地化采购要求和FINAME认证规则。对长期资本投资者,资本市场扩大和机构投资者增加可能带来基建债券和基金产品机会,但需评估巴西财政风险和监管可预测性。合规方面,中资企业需关注巴西联邦政府及州政府的特许经营法规、环境许可(如IBAMA)和竞争监管(CADE)要求。

CBI观察:底稿显示,巴西基建投资中私营部门占比已从2010-2014年的29.3%升至2024年的61.5%,公共资源则从2085亿雷亚尔降至1070亿雷亚尔,这一结构性变化表明巴西正从公共主导转向私人资本驱动。CBI认为,CNI提出的新融资制度若落地,中资企业参与巴西基建的路径将从传统的工程总承包(EPC)向特许经营、股权投资和结构化融资延伸,但项目连续性依赖多届政府政策,政治周期风险不可忽视。横向对比,英国、智利、澳大利亚等国在扩大基建融资时均具备经济稳定、可信机构和监管可预测性等共同因素,巴西在这些维度上仍有差距。

待观察:第一,CNI报告提出的新融资制度是否会在2025-2026年转化为联邦政府的具体立法或监管提案,尤其是特许经营法和资本市场规则的修订;第二,BNDES及其他公共发展机构在2025年下半年的项目结构化招标中,是否会出现面向中资企业的合作窗口;第三,巴西财政框架和基准利率(Selic)走势,若财政风险上升或利率维持高位,私人资本参与基建的成本和意愿将受抑制。

CBI 观察编辑判断

底稿显示,巴西基建融资中私营来源占比已从2010-2014年的29.3%升至2024年的61.5%,公共资源从2085亿雷亚尔降至1070亿雷亚尔。CBI认为,这一结构性变化为中资企业从EPC向特许经营和股权投资延伸提供了窗口,但项目连续性依赖多届政府政策,政治周期和财政风险仍是主要变量。

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信息概要

类型
行业趋势
方向
巴西
分类
企业动态
层级
编辑整理
地点
中资工程承包企业、装备出口商、长期资本投资者、巴西基建与能源行业
核验
待核验
对象
在巴中资工程承包企业基建装备出口商长期资本投资者
话题
投资行业趋势政策

来源信息

来源
Agência Brasil — Economia
原文标题
Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura
原始语言
葡萄牙语
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编辑
Clara Lin
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Brasil deve dobrar investimentos para zerar déficit em infraestrutura

O Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para reduzir o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. É o que aponta o estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que propõe um novo regime de financiamento para ampliar a participação do capital privado e sustentar projetos de longo prazo. Em 2024, foram investidos R$ 266,8 bilhões em infraestrutura, equivalentes a 2,27% do PIB. Segundo a CNI, o país precisaria elevar esse patamar para 4,65% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 550 bilhões por ano, e mantê-lo por pelo menos duas décadas. Notícias relacionadas: Ministros defendem mais parcerias em investimentos em infraestrutura. Do total investido em 2024: R$ 188,1 bilhões (70,5%) vieram do setor privado; R$ 78,6 bilhões foram investimentos públicos; Estados e municípios responderam pela maior parte dos aportes públicos. Novo modelo Para a CNI, nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de atender às necessidades do país. O novo regime deveria combinar recursos públicos e privados, ampliar o mercado de capitais e criar condições para investimentos de longo prazo. Em nota, o presidente da CNI, Ricardo Alban, defende estabilidade econômica e institucional para atrair capital. “O Brasil precisa de responsabilidade fiscal, instituições sólidas e segurança jurídica para criar condições de mobilizar mais recursos privados para o setor de infraestrutura, sem abrir mão do papel estratégico dos investimentos públicos”, ressalta. Alban também defende uma estratégia de Estado para garantir continuidade aos projetos. Segundo ele, a modernização da infraestrutura demanda esforço contínuo, sistemático e de longo prazo, com uma política de Estado, conduzida por diversos governos. Fontes privadas O estudo mostra uma mudança na composição do financiamento da infraestrutura de 2010 a 2024. Em valores atualizados para 2024, as fontes privadas passaram de uma média de R$ 88,6 bilhões no período de 2010 a 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024. No mesmo intervalo, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. As instituições multilaterais responderam por R$ 8,4 bilhões em 2024. Na última década, houve uma mudança estrutural no financiamento da infraestrutura brasileira. A participação das fontes privadas passou de 29,3%, entre 2010 e 2014, para 61,5% em 2024. Medidas propostas A CNI aponta que o novo regime deve incluir: estabilidade macroeconômica e fiscal, para reduzir riscos e o custo do capital; fortalecimento do mercado de capitais, com mais investidores institucionais; expansão do crédito privado, com modelos que distribuam riscos de forma mais eficiente; carteira maior de projetos estruturados para concessões e parcerias; segurança jurídica e previsibilidade regulatória; e autonomia técnica das agências reguladoras. O estudo também destaca o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outras instituições públicas de desenvolvimento na redução de riscos, estruturação de projetos e mobilização de capital privado. Lições externas A análise reúne experiências de Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos, a CNI identifica fatores comuns nos países que conseguiram ampliar a capacidade de financiamento da infraestrutura: estabilidade econômica, instituições confiáveis, previsibilidade regulatória, mercado de capitais desenvolvido e instrumentos de longo prazo. Segundo a CNI, os recursos públicos devem atuar de forma estratégica para atrair investimentos privados. Pela sugestão da entidade, o investimento público continuará sendo fundamental, mas o país precisa avançar para um modelo em que esses recursos tenham maior capacidade de mobilizar capital privado.

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