Ashwagandha: 'suplemento do TikTok' NÃO tem registro no Brasil
Nesta quarta-feira (21/10), ganhou repercussão a notícia de que uma britânica teve falência do fígado, paradas cardíacas e sérios danos cerebrais após o uso do suplemento alimentar ashwagandha, erva asiática que promete relaxamento e alívio dos sintomas da perimenopausa. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alerta que esse suplemento NÃO tem registro no Brasil e sua fabricação, comercialização, distribuição e uso são proibidos no país. A substância NÃO integra a lista de ingredientes autorizados para uso nesse tipo de produto.
Para que servem os suplementos alimentares?
Suplementos alimentares são uma alternativa para complementar a alimentação e podem ser úteis para pessoas que precisam melhorar o consumo de algum nutriente ou praticar atividades físicas intensas. É terminantemente PROIBIDO vincular o uso desses produtos a alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças.
De acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada Anvisa nº 243/2018, suplementos alimentares devem ser feitos com ingredientes autorizados pela Agência e podem conter aditivos e ingredientes de uso tradicional em alimentos, adicionados ao produto para dar sabor, cor ou aroma, entre outras funções.
São produtos para consumo via oral (em formas como comprimido, cápsula, pastilha, pó, barra), destinados a suplementar a alimentação de pessoas saudáveis com nutrientes, substâncias bioativas, enzimas ou probióticos. NEM TODAS as pessoas precisam utilizar esses produtos.
Essa decisão deve ser avaliada com a ajuda de profissionais de saúde qualificados e envolve diversos fatores, incluindo a condição atual de saúde, a qualidade da alimentação e a prática de atividade física. Se houver necessidade de suplementar, cabe aos profissionais de saúde a orientação sobre o tipo de suplemento, a quantidade, quando e como tomar.
A maior parte dos perigos associados ao consumo de suplementos alimentares está ligada a produtos irregulares - seja pela presença de substâncias não avaliadas pelos órgãos reguladores ou por falhas nas condições de fabricação. No entanto, os riscos não se restringem aos produtos clandestinos: itens devidamente legalizados também podem prejudicar a saúde quando consumidos em desacordo com as necessidades e instruções de uso.
Diante disso, vale reforçar a importância de consultar rigorosamente as indicações do fabricante, respeitando dosagens, advertências e restrições informadas no rótulo e na embalagem de cada produto.
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