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Anvisa澄清多聚层粘连蛋白研究审批争议,谴责人身攻击

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Nota de esclarecimento

巴西国家卫生监督局就Tatiana Sampaio关于多聚层粘连蛋白研究的视频发表澄清声明,驳斥不实信息并谴责对其工作人员的人身攻击。

巴西国家卫生监督局(Anvisa)就Tatiana Sampaio女士近期发布的关于多聚层粘连蛋白(polilaminina)研究的视频发表澄清声明,谴责针对其工作人员和董事会成员的人身攻击,并逐条驳斥视频中传播的不实信息。Anvisa称,该临床研究申请耗时三年,原因是缺乏评估所需的基本信息,直到2026年1月才收到授权研究所需的最低限度数据。

Anvisa表示,该机构自成立以来以技术标准和巴西民众健康为准则,不接受对其技术团队和董事会的不尊重态度。

针对视频中的说法,Anvisa澄清:研究者主张的同情用药适应症与Cristália实验室向Anvisa提交的适应症不同,且企业未提出变更研究中适应症的申请;目前尚无可靠的安全性数据,使用该物质的患者甚至未获企业或研究者随访,而这正是当前临床研究的目标。

Anvisa还指出,尽管研究已于2026年1月获批,但企业至今未启动一期临床研究,获批10个月后研究仍未开始。企业亦承认其开展的同情用药项目未遵循严格的患者纳入和排除标准,也无可证明产品安全有效的可靠证据。

Anvisa称已召开技术专家组会议,巴西联邦医学委员会代表及国内外知名神经科和神经外科医生参与,专家一致不建议扩大该实验性产品的同情用药,并对迄今发生的死亡病例、给药途径和产品安全性表示担忧。Anvisa的同情用药授权规则自2013年起生效,与国际参考标准一致,此后未作修改。

Anvisa最后表示,将继续以科学证据为基础、依照巴西法律开展工作,并强烈谴责言语攻击和侮辱行为,同时称始终对社会各界的建设性对话持开放态度。

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信息概要

类型
公共事件
方向
巴西
分类
医药健康
层级
编辑整理
话题
合规法律公共事件
查看原文(葡萄牙语)

Nota de esclarecimento

Com relação aos vídeos recentes protagonizados pela senhora Tatiana Sampaio a respeito da pesquisa sobre polilaminina, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária vem a público repudiar qualquer forma de ataque pessoal a seus servidores e membros da diretoria colegiada por decisões tomadas no exercício de suas funções, em cumprimento à legislação nacional e à proteção da saúde. Desde sua fundação, a Anvisa atua com base em critérios técnicos e tendo como foco a saúde da população brasileira - e seu histórico de serviços prestados à sociedade comprova a qualidade e o cuidado desse trabalho. A Agência também preza pelo respeito a qualquer cidadão, inadmitindo, portanto, posturas desrespeitosas perante seu corpo técnico e sua diretoria. Com relação à desinformação propagada nos vídeos em questão, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária esclarece que: - o motivo para que o pedido de anuência do estudo clínico da polilaminina tenha levado três anos na Anvisa foi a ausência de informações primárias necessárias para a avaliação de qualquer estudo clínico de medicamentos. Somente em janeiro de 2026, a Agência recebeu o mínimo de dados necessários para autorizar o estudo. O longo período de avaliação demonstra o esforço da Anvisa para adequar um estudo submetido sem os documentos necessários para garantir, minimamente, a segurança dos participantes da pesquisa. Não fosse o compromisso da Agência com a inovação e com a saúde, o referido protocolo poderia ter sido indeferido logo após a submissão; - a indicação de uso compassivo que a pesquisadora defende para a polilaminina é diferente da indicação de uso que o laboratório Cristália apresentou à Anvisa, e a empresa não apresentou nenhuma solicitação de mudança da indicação em estudo; - ao contrário do que afirma a pesquisadora, não há dados de segurança confiáveis até o momento. Os pacientes submetidos ao uso da substância sequer estão sendo acompanhados pela empresa ou pela pesquisadora. Esse é, fundamentalmente, o objetivo do estudo clínico atual; - apesar de aprovado pela Anvisa desde janeiro de 2026, a empresa não iniciou, até o momento, o estudo clínico de fase 1. Ou seja, apesar de alegar demora da Agência, 10 meses após a aprovação, o estudo ainda não foi iniciado; - conforme admite a própria empresa, o programa de uso compassivo conduzido pela mesma não segue critérios rígidos de inclusão e exclusão de pacientes, nem evidências confiáveis, capazes de comprovar se o produto é seguro e eficaz; - a Anvisa realizou painel técnico, com participação de representantes do Conselho Federal de Medicina, além de neurologistas e neurocirurgiões de renome nacional e internacional. Os médicos especialistas foram unânimes ao não recomendar a ampliação do uso compassivo do produto experimental, além de ressaltar preocupações com os óbitos ocorridos até o momento, com a via de administração do produto e com a sua segurança; - as regras da Anvisa para autorização de uso compassivo estão vigentes desde 2013 e alinhadas aos critérios adotados por outras autoridades internacionais de referência, não tendo havido qualquer alteração desde então. A Anvisa segue trabalhando pela segurança, qualidade e eficácia de medicamentos e demais insumos que integram a saúde pública, sempre pautada por evidências científicas e cumprindo o que a legislação brasileira determina. Agressões verbais e ofensas, além de covardes, são veementemente repudiadas pela Agência, que sempre esteve aberta ao diálogo construtivo e colaborativo com toda a sociedade.

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