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巴西银行AI助手普及,专家提醒资金安全与代理权限风险

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Quem protege o seu dinheiro?

巴西银行业加速引入AI助手处理金融业务,CERT.br与ITS Rio专家就数据安全、代理自主权限和身份认证提出风险提示。

巴西银行业正加速在手机应用中引入人工智能助手,客户可通过自然语言下达指令、委托任务。据Febraban(巴西银行联合会)调查,手机已是巴西主要金融渠道,占2025年逾2400亿笔交易的78%。在银行推进AI功能的同时,CERT.br和ITS Rio的专家提醒,AI代理的自主权限、数据处理位置和身份认证机制需要明确约束。

巴西银行(Banco do Brasil)近期宣布应用更新,将采用AI资源个性化客户体验,并通过自然语言请求简化财务管理。CERT.br总经理Cristine Hoepers表示,风险取决于系统如何实现,关键问题之一是用户与助手共享的信息在哪里处理——模型可能运行在银行自身基础设施内,也可能使用第三方服务;视使用条件,这些系统访问的数据可能被用于模型训练或被不当暴露。她建议仔细阅读许可条款,若没有条款,应联系企业了解代理使用的是本地模型、银行基础设施内的云端模型还是第三方模型。

在权限方面,CERT.br建议始终限制AI代理可自行决定的事项,金融交易、删除信息等敏感操作应依赖客户的明确授权。ITS Rio执行董事Fabro Steibel主张逐步引入这类系统,先在沙箱等受控环境中运行,并限制其可执行的任务。他还提到爱沙尼亚正在开发一种“代理CPF”,即特定的数字标识符,可将AI代理与其授权人关联。

Cristine指出,AI也被用于制作更逼真的欺诈网站、伪造文件和模仿亲友或同事声音的音频,扩大了社会工程攻击的能力。她表示,攻击方只需找到一个入口且可以反复试错,防御方则必须始终正确。Fabro Steibel则认为,AI降低了发动攻击的成本,使原本需要数天或数周专业工作的攻击可在数分钟或数小时内完成,但巴西拥有设计良好、保护较强的银行系统之一。

据Febraban 2026年银行技术调查,巴西银行今年预计投入504亿雷亚尔用于技术,网络安全是100%受访机构的优先事项,但调查未公布专门用于该领域的汇总金额。Cristine还建议金融机构考虑系统可能在安全工具未报警的情况下已被入侵,需在修补已知漏洞前调查可能的入侵,并采用威胁狩猎等策略。对客户而言,基本网络安全习惯仍然必要,包括管理密码、跟踪资金变动和开启通知。

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类型
行业动态
方向
巴西
分类
金融监管
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话题
金融科技合规
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Quem protege o seu dinheiro?

Download E-mail Enviar Faz muito tempo que consultar saldo, fazer transferências ou contratar investimentos são operações que deixaram de acontecer no espaço físico de uma agência bancária. Desde que os serviços bancários pelo celular chegaram ao país, no início dos anos 2000, os brasileiros foram se adaptando a transformar a “ida ao banco” a simples toques na tela. Aliás, os celulares são o principal canal de operações financeiras no Brasil, com 78% das mais de 240 bilhões de transações realizadas no ano de 2025, de acordo com uma pesquisa da Febraban, a Federação Brasileira de Bancos (Pesquisa de Tecnologia Bancária 2026). Com a Inteligência Artificial, também teve início uma mudança na maneira como os clientes interagem com esses aplicativos. Em vez de navegar por menus, será cada vez mais comum conversar com assistentes virtuais e delegar tarefas. Mas, à medida que essas ferramentas ganham autonomia, surge uma questão: como garantir a segurança dos dados e do dinheiro dos usuários? Recentemente, por exemplo, o Banco do Brasil, instituição financeira de economia mista controlada pelo governo federal, anunciou uma atualização do aplicativo, que incluiria a adoção de recursos de IA para personalizar a experiência dos clientes e facilitar a gestão financeira por meio de solicitações em linguagem natural. Ao mesmo tempo que os bancos desenvolvem novas funcionalidades, golpistas também utilizam a tecnologia para explorar vulnerabilidades. O desafio da autonomia Para Cristine Hoepers, gerente-geral do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), os riscos dependem de como cada sistema é implementado. Uma questão importante é saber onde as informações compartilhadas com os assistentes são processadas. Os modelos podem funcionar dentro da infraestrutura do próprio banco ou utilizar serviços de terceiros. Dependendo das condições de uso, dados acessados por esses sistemas poderiam ser utilizados no treinamento de modelos ou ficar expostos indevidamente. “A recomendação é que leiam com atenção os termos de licença. Se não existirem, tentar contatar a empresa para entender se o agente foi implementado com um modelo local, com um modelo em nuvem, mas dentro da infraestrutura do banco ou usando um modelo de terceiros”, explica Cristine. Outro cuidado envolve os limites impostos aos agentes de IA, sistemas que podem executar ações com diferentes graus de autonomia. “De forma geral, a recomendação do CERT.br é que sempre se limite aquilo que os agentes podem decidir sozinhos”, afirma a especialista. Para ela, o ideal é que transações financeiras, exclusão de informações e outras ações sensíveis dependam de autorização explícita do cliente. Fabro Steibel, diretor-executivo do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), defende a introdução gradual desses sistemas, inicialmente em ambientes controlados, como uma sandbox, e com restrições sobre as tarefas que podem executar. O pesquisador também chama atenção para a necessidade de mecanismos específicos de autenticação dos agentes e cita o exemplo da Estônia, que está desenvolvendo uma espécie de ‘CPF de agentes’, um identificador digital específico, que permitirá vincular um agente de IA à pessoa que o autorizou. “Estamos tratando todo agente como um desconhecido, mas tem agentes que são conhecidos e autorizados. Então, quanto mais for utilizada uma arquitetura de autenticação, como a que a gente já pratica com a identidade digital, mais seguro será para todos”, afirma Fabro. Quando a IA também está do lado dos criminosos A Inteligência Artificial não beneficia apenas quem desenvolve serviços bancários digitais. Segundo Cristine, a tecnologia já é utilizada para produzir sites fraudulentos mais semelhantes aos originais, documentos falsificados e áudios que imitam vozes de familiares ou colegas de trabalho. Essas ferramentas ampliam a capacidade de realizar os chamados ataques de engenharia social, nos quais criminosos tentam manipular as vítimas para obter informações ou induzi-las a realizar operações. O CERT.br desenvolveu um material educativo, uma cartilha de segurança para a Internet dividida em fascículos e um deles é dedicado aos bancos. Golpes não são exclusivos do universo digital, mas se tornam cada vez mais rápidos com a Inteligência Artificial. É uma assimetria entre ataque e defesa que sempre existiu, segundo Cristine: “enquanto os atacantes precisam achar uma única brecha para entrada e podem errar quantas vezes forem necessárias, os defensores precisam acertar 100% do tempo”. Essa assimetria também é o que dá a sensação de estarmos sempre vulneráveis e cercados por ocorrências, mas Fabro Steibel reforça que o Brasil tem um dos sistemas bancários mais bem desenhados e protegidos que existem, embora quem aplica golpes também tenha conhecimento da tecnologia. “O que a IA faz é diminuir o custo de você fazer um ataque. Então, não é tanto que os ataques são mais efetivos, mas acho que o principal é reduzir o custo. Se antes eu tinha uma base de um milhão de usuários que eu comprei no mercado paralelo e quero usar, eu consigo, com a IA, identificar quais são aqueles que têm mais probabilidade de cair”, alerta o diretor-executivo do ITS Rio. Ou seja, ela também acelera esse processo. Ataques que anteriormente exigiam dias ou semanas de trabalho especializado podem ser executados em minutos ou horas. Steibel, porém, considera precipitado concluir que a vantagem permanecerá com os criminosos, porque a IA pode contribuir para sistemas mais resistentes. “É uma questão de arquitetura. A defesa não está na porta. A defesa está na arquitetura”, afirma. Na avaliação do pesquisador, a tecnologia permite desenvolver estruturas de proteção mais resilientes, desde que acompanhadas de investimentos. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 aponta que os bancos brasileiros preveem destinar R$ 50,4 bilhões à tecnologia neste ano. A cibersegurança aparece como prioridade para 100% das instituições pesquisadas, embora o levantamento não divulgue um valor consolidado destinado especificamente à área. Segurança além da prevenção O debate também mobiliza autoridades financeiras internacionais. Uma reportagem da Reuters, publicada em outubro de 2026, apontou o aumento da atenção de reguladores aos riscos associados à IA no sistema bancário, incluindo a autonomia dos agentes, a supervisão humana e a capacidade de recuperação diante de incidentes. Para Cristine Hoepers, as instituições financeiras já têm um investimento robusto em segurança, mas precisam considerar que os sistemas podem ter sido comprometidos mesmo sem alertas das próprias ferramentas de segurança. Isso exige investigar possíveis invasões antes de simplesmente corrigir vulnerabilidades conhecidas. Outra estratégia seria o chamado threat hunting. “Esta é uma atividade que necessita de analistas especializados, que acompanham as evoluções das ameaças, identificam quais poderiam ter comprometido a rede e, então, começam a procurar por evidências de comprometimento ou de que possuem vulnerabilidades que possam ser exploradas. Isso é feito de forma contínua, mesmo que nenhuma ferramenta ou processo tenha identificado possível ataque”, detalha a gerente-geral do CERT.br. Para os clientes, cuidados básicos continuam necessários, a chamada “higiene cibernética”: manter controle sobre senhas, acompanhar movimentações financeiras e ativar notificações. Já para os bancos, o desafio não é somente desenvolver ferramentas capazes de compreender e executar solicitações. É garantir que a inteligência dos aplicativos avance sem retirar dos clientes o controle sobre seus dados e seu dinheiro.

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