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巴西银行推进AI代理渐进自主,首个代理效率约90%

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O Banco do Brasil adota autonomia gradual para os agentes de IA e reforça a governança

巴西银行采用渐进扩大AI代理自主权、保留人工监督并从设计阶段嵌入治理的策略,其首个自主代理效率约达90%。

巴西银行(Banco do Brasil)正在推进代理式人工智能应用,采取逐步扩大系统自主权、保留人工监督并从方案设计之初嵌入治理机制的战略。该行AI与数据高管Giuliane Paulista在TI Inside Innovation Forum 2026第四场圆桌讨论中表示,该行2026年上半年向市场公布的首个自主代理效率达到约90%。

Paulista在论坛上指出,推进代理式AI需要区分对话助手与真正参与流程并做出决策的代理。对话助手提供由用户评估的答案,而自主和半自主代理能以不同独立程度执行某项活动的步骤,这扩大了技术应用的可能性,也要求组织界定每个系统的行动边界。

巴西银行拥有超过8000万客户,Paulista强调任何实施都可能达到显著规模,因此该行将“渐进自主”列为代理开发与使用的指导原则之一。她表示,该行已将最初为生成式AI制定的伦理与负责任AI指南扩展至代理式应用,并称巴西银行是全球首家公布这套指南的银行,指南已发布在其投资者关系网站。她说:“我们放在这些指南中的一点是,代理的自主权必须是分阶段的。”

在实际操作中,这意味着决策能力的扩大应伴随测试结果、交互安全性和所用架构可靠性的进展。关注点不限于单个代理的行为;在多代理结构中,不同系统可以协同运作,包括负责编排和验证生态系统运行的代理。该行还将人工参与作为指导原则,由专业人员负责评估交互和代理行为。

Paulista认为,代理式AI正在改变组织内治理的角色。过去控制机制常在开发结束时才启动,如今这种模式已不够,控制必须成为架构本身的一部分,涵盖安全、监控、指标和保护机制。她说:“如果解决方案不是带着嵌入式治理诞生的,我就不能把它推向市场。”她还主张治理责任不能集中于单一领域,开发人员、管理者、产品负责人、数据所有者及业务领域专业人员都需参与控制的定义和维护。她说:“从现在起,我们这里所有人都在做治理。”

这种共同责任尤为重要,因为代理可能做出代码中未确定性预见的决策。Paulista指出,市场尚未就如何表示代理身份形成共识:一些组织采用类似员工管理的方式,赋予标识、权限和监督负责人;另一些则将代理视为受传统IT治理结构约束的软件组件。无论哪种模式,她强调决策责任不能转移给人工智能。她说:“AI没有CPF。”

数据治理是另一核心要素。Paulista表示,代理所用信息的质量直接影响决策可靠性;若系统收到不适当数据,即使技术运行正常也可能执行错误操作。代理式AI还提升了数据语义层的重要性,语义层负责提供系统正确解读信息所需的含义和上下文。她说:“语义层变得重要。语义和上下文。”挑战还因需管理结构化和非结构化数据(如对话转录和合同图像)而加大,混合云和多云环境更增加了复杂性。

Paulista还强调治理需考虑应用的经济可预测性。一个客服解决方案可能解决率高,但交互量增加也可能推高token消耗和运营成本。她提到美国金融机构正考虑混合策略和自有基础设施以提高支出可预测性,并将AI发展比作一辆速度极快却缺乏适当控制仪表的汽车。她说:“我们得到了一辆车,我常用这个例子,它能加速到每小时300、400公里,但速度表没跟着来,刹车也没有。”

最后,Paulista强调人应始终处于转型中心,技术演进速度要求培训、批判性思维以及将AI可能性与组织战略连接的能力。挑战不仅是学习使用新工具,而是让专业人员和公司为技术承担新责任、但不消除人类判断和监督需求的工作模式做好准备。

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O Banco do Brasil adota autonomia gradual para os agentes de IA e reforça a governança

O Banco do Brasil está avançando na adoção de inteligência artificial agêntica com uma estratégia que prevê a ampliação gradual da autonomia dos sistemas, supervisão humana e mecanismos de governança incorporados desde a concepção das soluções. Segundo Giuliane Paulista, executiva de IA & Dados da instituição, o primeiro agente autônomo divulgado pelo banco ao mercado, no primeiro semestre de 2026, atingiu aproximadamente 90% de eficiência. Durante a quarta mesa-redonda do TI Inside Innovation Forum 2026, a executiva explicou que o avanço da IA agêntica exige uma distinção entre assistentes conversacionais e agentes que efetivamente participam de processos e tomam decisões. [embed]https://youtu.be/CQGx7nHLB-M?si=a3bIi2RkwDUfndZV[/embed] Enquanto os assistentes oferecem respostas que são avaliadas pelos usuários, os agentes autônomos e semiautônomos podem executar etapas de uma atividade com diferentes níveis de independência. Essa característica amplia as possibilidades de aplicação da tecnologia, mas também exige que as organizações definam os limites de atuação de cada sistema. No caso do Banco do Brasil, que possui mais de 80 milhões de clientes, Giuliane destacou que qualquer implementação pode alcançar uma escala significativa. Por isso, a instituição estabeleceu a autonomia gradual como uma de suas diretrizes para o desenvolvimento e a utilização de agentes. Segundo a executiva, o banco evoluiu suas diretrizes de inteligência artificial ética e responsável, inicialmente estruturadas para a IA generativa, para contemplar também as aplicações agênticas. Ela afirmou que o BB foi o primeiro banco do mundo a divulgar esse conjunto de diretrizes, disponibilizado em seu site de relações com investidores. “Uma das coisas que nós colocamos lá nessas diretrizes é que a autonomia dos agentes ela deve ser faseada”, afirmou. Na prática, isso significa que a ampliação da capacidade de decisão deve acompanhar os resultados dos testes, a segurança das interações e a confiabilidade da arquitetura utilizada. A preocupação não se limita ao comportamento de um agente isolado. Em estruturas multiagentes, diferentes sistemas podem atuar de maneira coordenada, incluindo agentes responsáveis pela orquestração e pela verificação do funcionamento do ecossistema. A instituição também mantém como diretriz a presença humana no acompanhamento das soluções, com profissionais responsáveis por avaliar as interações e o comportamento dos agentes. Governança desde a concepção Para Giuliane, a inteligência artificial agêntica está modificando o papel da governança dentro das organizações. Anteriormente, os mecanismos de controle frequentemente eram acionados ao final do desenvolvimento, quando uma solução precisava passar por verificações de conformidade antes de ser disponibilizada. Com a evolução da tecnologia, esse modelo deixa de ser suficiente. Os controles precisam fazer parte da própria arquitetura, contemplando segurança, monitoramento, indicadores e mecanismos de proteção. “Se a solução não nasce com uma governança embarcada, eu não posso colocar lá na rua”, afirmou. A executiva também defendeu que a responsabilidade pela governança não pode ficar concentrada em uma única área. Desenvolvedores, gestores, responsáveis pelos produtos, proprietários dos dados e profissionais das áreas de negócio precisam participar da definição e da manutenção dos controles. “A partir de agora, todos nós aqui trabalhamos com governança”, resumiu. Essa responsabilidade compartilhada se torna especialmente importante porque os agentes podem tomar decisões que não estavam previstas de maneira determinística no código. Giuliane observou que ainda não existe um entendimento consolidado no mercado sobre a melhor forma de representar a identidade dos agentes. Algumas organizações adotam uma abordagem semelhante à gestão de colaboradores, atribuindo identificações, permissões e responsáveis pela supervisão. Outras tratam os agentes como componentes de software submetidos às estruturas tradicionais de governança de TI. Independentemente do modelo, a executiva destacou que a responsabilidade pelas decisões não pode ser transferida à inteligência artificial. “A IA não tem CPF”, afirmou, ao discutir a necessidade de manter claramente definidos os papéis dos profissionais e das organizações. Os dados ganham uma nova camada de complexidade A governança dos dados é outro elemento central da estratégia apresentada por Giuliane. Segundo a executiva, a qualidade das informações utilizadas pelos agentes influencia diretamente a confiabilidade das decisões. Se o sistema recebe dados inadequados, pode executar ações incorretas, mesmo que seu funcionamento técnico esteja dentro do esperado. A IA agêntica também amplia a importância da camada semântica dos dados, responsável por oferecer o significado e o contexto necessários para que os sistemas interpretem corretamente as informações disponíveis. No modelo tradicional de desenvolvimento, os profissionais podiam selecionar e qualificar os dados para uma aplicação específica. Com agentes capazes de acessar diferentes conjuntos de informações e tomar decisões, a própria estrutura de dados precisa oferecer contexto suficiente para orientar sua utilização. “A camada semântica adquire uma importância. Semântica e o contexto”, destacou. O desafio aumenta com a necessidade de administrar dados estruturados e não estruturados, como transcrições de conversas e imagens de contratos. A esses formatos se soma a complexidade dos ambientes híbridos e multinuvem, nos quais informações podem estar distribuídas entre data centers próprios e diferentes provedores. Para Giuliane, as organizações precisam garantir que os dados utilizados sejam confiáveis, atualizados e consistentes, evitando a coexistência de diferentes versões de uma mesma informação. Custos e pessoas no centro da estratégia A executiva também destacou que a governança precisa contemplar a previsibilidade econômica das aplicações. Uma solução de atendimento pode apresentar elevada resolutividade, mas o aumento no volume de interações também pode ampliar o consumo de tokens e os custos operacionais. Giuliane mencionou o movimento de instituições financeiras norte-americanas que, segundo sua análise, estão considerando estratégias híbridas e infraestrutura própria para aumentar a previsibilidade desses gastos. Para ilustrar o desafio, comparou a evolução da IA à chegada de um veículo capaz de alcançar velocidades muito elevadas, mas sem instrumentos adequados de controle. “A gente ganhou um carro, eu costumo usar esse exemplo, que acelera 300, 400 km por hora, só que o velocímetro não veio junto. O freio também não”, afirmou. Na avaliação da executiva, a governança precisa oferecer justamente os instrumentos que permitam acompanhar a utilização da tecnologia e estabelecer limites para sua operação. Ao encerrar sua participação, Giuliane reforçou que as pessoas devem permanecer no centro da transformação. A velocidade da evolução tecnológica exige capacitação, pensamento crítico e capacidade de conectar as possibilidades da inteligência artificial à estratégia da organização. Para a executiva, o desafio vai além de aprender a utilizar novas ferramentas. Trata-se de preparar profissionais e empresas para um modelo de trabalho no qual a tecnologia assume novas responsabilidades, sem eliminar a necessidade de julgamento e supervisão humana.

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