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圣保罗法院维持99Food不正当竞争判决,罚5万雷亚尔

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Justiça mantém condenação à 99Food por campanhas contra o iFood

圣保罗州法院一致维持一审判决,认定99Food针对iFood的两项广告活动构成不正当竞争,维持禁令及5万雷亚尔精神损害赔偿。

圣保罗州法院第一企业法专门法庭一致维持一审判决,认定滴滴旗下外卖平台99Food针对iFood的广告活动构成不正当竞争,维持禁止“Taxômetro”和“Respostas Bem Servidas”两项活动的命令,并维持99Food支付5万雷亚尔精神损害赔偿及待计算金额的物质损害赔偿。iFood于27日公布了上述信息。

法院认为,“Taxômetro”中声称iFood每日收取6270万雷亚尔费用的数字,系基于异质且过时的数据构建,却被作为事实呈现,缺乏充分证明。合议庭还指出,99Food试图贬低竞争对手却未披露自身费率信息,阻碍了平台间的客观比较。主审法官Rui Cascaldi表示:“该广告不是告知,而是指控。”法院认为,争夺用户并不授权利用竞争对手声誉作为贬损和吸引客户的工具。

该诉讼由iFood于2025年提起。“Taxômetro”在圣保罗市多处展示iFood(以红白两色标识)客户所付费率的估算金额;“Respostas Bem Servidas”则在广告中转载批评iFood的负面评论和社交媒体帖子。一审法院指出,这些活动虽未点名iFood,但仍构成“贬损性内容的广告利用”和对外部声誉的“寄生性利用”,并判令99Food承担诉讼费用。

99Food在5月一审判决公布时表示尊重判决但不同意其条款,将向法院上诉。该公司主张巴西允许比较广告,活动数据真实且可审计,“Respostas Bem Servidas”具有讽刺性质且未证明物质损害,广告均为一次性展示且已停止近一年。一审中99Food还提出反诉,列出其认为iFood的反竞争行为,包括涉嫌胁迫餐厅不与其他平台合作、歧视性更换骑手保温包活动及利用网红攻击该公司;法官驳回了反诉,建议另行起诉。据iFood称,上诉法官拒绝了99Food在本案中加入iFood滥用市场支配地位指控的尝试。

99Food对Startups表示,尚未收到判决通知,将在正式获知后表明立场。

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司法案件
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Justiça mantém condenação à 99Food por campanhas contra o iFood

Mochila térmica de entrega utilizada pelos entregadores da 99Food | Crédito: Leonidas Santana / Shutterstock.com A 99Food , plataforma de delivery controlada pela chinesa DiDi , perdeu na Justiça de São Paulo a disputa sobre sua ofensiva publicitária contra o iFood . Por unanimidade, a 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justiça paulista (TJ-SP) manteve a sentença de primeira instância , divulgada em maio, que condenou a empresa por concorrência desleal, de acordo com informações divulgadas hoje (27) pelo iFood . A decisão atinge as campanhas “Taxômetro” e “Respostas Bem Servidas”, usadas pela 99Food contra o iFood . Na primeira, a empresa afirmava que o iFood arrecadava R$ 62,7 milhões por dia em taxas. Os desembargadores entenderam que a cifra foi apresentada como fato, embora se baseasse em estimativas sem comprovação suficiente. A Justiça manteve a proibição das duas campanhas e a condenação da 99Food ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais, além de indenização por danos materiais, cujo valor ainda será calculado. O que pesou na decisão Segundo o iFood , os desembargadores avaliaram que os R$ 62,7 milhões diários exibidos no “Taxômetro” foram construídos a partir de dados heterogêneos e desatualizados. Para o tribunal, esse tipo de estimativa não sustentava a apresentação do número como fato. O colegiado também considerou que a 99Food buscou desqualificar a concorrente sem divulgar informações sobre as próprias taxas, o que impediria uma comparação objetiva entre as plataformas. De acordo com o relator, desembargador Rui Cascaldi, a publicidade não tinha caráter informativo: “A peça não informa: acusa”. Para o tribunal, a disputa por usuários não autoriza o uso da reputação de um concorrente como instrumento de depreciação e captação de clientes. As campanhas e a sentença de primeira instância A ação foi movida pelo iFood em 2025 e questionava duas iniciativas publicitárias da 99Food . O “Taxômetro” exibia, em pontos da capital paulista, uma quantia estimada de taxas pagas por clientes ao iFood , identificado pelas cores vermelho e branco. Já “Respostas Bem Servidas” reproduzia, em peças publicitárias, comentários negativos e publicações de redes sociais que criticavam a empresa brasileira. A sentença, proferida pela 1ª Vara Empresarial e de Conflitos de Arbitragem do Foro Central Cível de São Paulo, observou que as campanhas não citavam o iFood nominalmente. Mesmo assim, o juiz as classificou como “exploração publicitária de conteúdo depreciativo” e “aproveitamento parasitário” da reputação alheia. A decisão determinou o pagamento dos R$ 50 mil por danos morais, com correção monetária e juros desde o início da campanha, e a 99Food também arcaria com os custos do processo. A defesa da 99Food Quando a sentença foi divulgada, em maio, a 99Food disse ao Startups que respeitava a decisão, mas discordava de seus termos e recorreria ao Tribunal. A empresa sustentou que a publicidade comparativa é legítima no Brasil, que os dados das campanhas eram verdadeiros e auditáveis e que “Respostas Bem Servidas” tinha tom satírico, sem comprovação de danos materiais. Também afirmou que as peças foram pontuais, exibidas uma vez cada e encerradas havia quase um ano. Na primeira instância, a 99Food também havia apresentado reconvenção (pedido da parte ré contra o autor, dentro do mesmo processo) listando práticas que considerava anticoncorrenciais por parte do iFood : suposta coação de restaurantes para não atenderem outras plataformas, eventos de troca de mochilas de entregadores realizados de forma discriminatória e uso de influenciadores digitais para atacar a empresa. O juiz extinguiu a reconvenção e recomendou que as alegações fossem discutidas em um processo separado. Agora, segundo o iFood , os desembargadores rejeitaram a tentativa da 99Food de incluir no processo acusações de abuso de posição dominante contra a empresa. O que diz a 99Food Procurada pelo Startups , a 99Food afirmou que ainda não foi notificada sobre a decisão. A empresa informou que se posicionará sobre o caso após ser oficialmente comunicada. O texto será atualizado caso haja novos esclarecimentos.

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