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Startup chinesa de aparelhos auditivos com IA levanta milhões — mercado brasileiro de saúde auditiva observa novo padrão

· Clara Lin
Veículos elétricos e baterias

A Feisheng, startup chinesa de aparelhos auditivos com IA, concluiu rodada de financiamento de dezenas de milhões de yuans e já arrecadou milhões de dólares em crowdfunding no exterior. O movimento sinaliza uma nova geração de aparelhos auditivos de design aberto, mais acessíveis e confortáveis, ...

Por que isso importa

O avanço da startup chinesa Feisheng em aparelhos auditivos com IA e a tendência de dispositivos OTC pressionam o modelo de preço e distribuição de marcas estrangeiras no Brasil, onde o mercado é concentrado e caro. Para importadores de eletrônicos e máquinas e investidores ligados ao setor de saúde, há uma oportunidade concreta de testar produtos como o B02, com ruído de fundo de 5dB contra 15-25dB das líderes, e preço potencialmente inferior. O impacto pode aparecer em 3 a 6 meses, conforme a ANVISA e a eventual certificação de novos dispositivos definam a entrada no país.

O que fazer

Mapeie na ANVISA o status regulatório de aparelhos auditivos OTC e os requisitos de certificação para dispositivos médicos importados da China; Consulte o portal ComexStat para verificar o volume atual de importação de aparelhos auditivos (NCM 9021.40) e avalie se há espaço para uma linha acessível; Contate a ABINE (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia) ou um despachante aduaneiro especializado para simular custos de internalização do B02 no Brasil.

Janela de tempo

A empresa já levanta nova rodada Série A e pode abrir distribuição internacional nos próximos meses; importadores que aguardarem a certificação na ANVISA para se mover podem perder a janela de posicionamento inicial no canal de saúde auditiva brasileiro.

A empresa chinesa Feisheng, especializada em aparelhos auditivos com inteligência artificial, anunciou a conclusão de uma rodada de financiamento de dezenas de milhões de yuans, liderada pela Huize Asset, com participação da Fangrui Capital. Os recursos serão destinados ao desenvolvimento de produtos, iteração de algoritmos e expansão de mercado. O destaque é o aparelho B02, descrito como o 'primeiro aparelho auditivo de IA de design aberto do mundo', que já arrecadou milhões de dólares em crowdfunding no exterior. Para o Brasil, onde o envelhecimento populacional avança e o mercado de aparelhos auditivos é dominado por poucas marcas estrangeiras de alto custo, a chegada de uma alternativa chinesa com design mais confortável e preço potencialmente mais acessível pode representar uma mudança relevante no setor de saúde auditiva. A Feisheng, incubada pela Shenzhen Qingyuan Kechuang, instituição de investimento com origem na Universidade Tsinghua, acaba de concluir uma rodada de financiamento de dezenas de milhões de yuans, liderada pela Huize Asset, com a Fangrui Capital atuando como consultora financeira e também participando do investimento. Os fundos serão usados principalmente para pesquisa e desenvolvimento de produtos, iteração de algoritmos, certificação de dispositivos médicos e expansão de mercado. A empresa planeja iniciar uma rodada Série A em breve. O contexto é o envelhecimento global: dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 1,5 bilhão de pessoas têm algum grau de perda auditiva, e estima-se que até 2050 esse número ultrapasse 700 milhões entre os que precisam de reabilitação. Na China, há cerca de 27,8 milhões de pessoas com deficiência auditiva, e a demanda cresce com o envelhecimento populacional. No entanto, barreiras como preço, escassez de profissionais e a aceitação dos usuários ainda limitam o uso de aparelhos auditivos tradicionais, que exigem exames, adaptação profissional e costumam ser caros. O impacto para o Brasil é indireto, mas relevante. O país também enfrenta um rápido envelhecimento populacional, e o mercado de aparelhos auditivos é fortemente concentrado em marcas estrangeiras de alto custo, com pouca penetração de alternativas acessíveis. A chegada de um produto chinês com design aberto, mais próximo de um fone de ouvido comum, pode pressionar o mercado local a rever preços e modelos de distribuição. A ANVISA, que regula dispositivos médicos no Brasil, precisará avaliar a certificação de novos produtos como o B02, caso a empresa decida entrar no mercado brasileiro. Além disso, a tendência de aparelhos auditivos OTC (over-the-counter, vendidos sem prescrição) começa a ganhar força globalmente, e o Brasil pode ser um mercado-alvo para esse tipo de produto, especialmente em regiões com carência de fonoaudiólogos. A Feisheng lançou primeiro o produto H8, para perda auditiva de leve a severa, com ruído de fundo de 5dB, nível considerado líder no setor — as marcas líderes estrangeiras costumam ter ruído entre 15-25dB. Em seguida, desenvolveu o B02, para perda auditiva de leve a moderada, com design aberto, semelhante a fones de ouvido estilo ear-clip. A escolha do design aberto se baseia em percepções do usuário: aparelhos intra-auriculares causam problemas como 'efeito de oclusão, sensação de ouvido entupido, dor de ouvido e umidade no canal auditivo', e são usados em média mais de dez horas por dia. Além disso, 15-20% das pessoas com perda auditiva não podem usar aparelhos intra-auriculares devido a condições como otite média ou malformação do canal auditivo. No entanto, o design aberto apresenta desafios técnicos, como o feedback (apito) causado pela proximidade entre alto-falante e microfone. A Feisheng afirma ter superado isso com um algoritmo acústico de IA que identifica e suprime características de ressonância antes da saída do som, alcançando controle de feedback com ganho máximo de 50dB. Na leitura do CBI, o movimento da Feisheng é um sinal claro de que a indústria de aparelhos auditivos está se movendo para soluções mais acessíveis e confortáveis, com forte apelo ao consumidor final. O sucesso no crowdfunding externo, com milhões de dólares arrecadados, demonstra que há demanda reprimida por produtos que não carregam o estigma de 'aparelho auditivo' e que oferecem experiência de uso mais próxima de um fone comum. Para o Brasil, isso pode significar uma oportunidade para importadores e distribuidores locais que buscam alternativas às marcas tradicionais, mas também um desafio regulatório e de adaptação do mercado. Os dados mostram que a perda auditiva é um problema crescente no Brasil, mas a avaliação do CBI é que a entrada de produtos chineses como o B02 pode acelerar a adoção de aparelhos auditivos no país, especialmente se houver um modelo de negócios que contorne a necessidade de adaptação presencial, como o uso de aplicativos para ajuste remoto. O que acompanhar: a certificação do B02 na ANVISA, o lançamento de uma rodada Série A da Feisheng e a possível entrada da empresa no mercado brasileiro, seja via distribuidores locais ou plataformas de e-commerce.

Nota sobre a fonte

36氪 utiliza linguagem típica de mídia chinesa de negócios, com tom otimista sobre inovação e captação, mas os dados técnicos e de mercado citados são verificáveis.

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