PICO troca comando e aposta em MR para 2025 — impacto indireto no mercado brasileiro de XR
· Clara Lin
Veículos elétricos e baterias
Zhou Hongwei, fundador da PICO, deixa a liderança da empresa; Li Xiaokai assume o comando. A fabricante chinesa de headsets VR/MR, controlada pela ByteDance, reorienta sua estratégia para o mercado de realidade mista (MR) com o lançamento do PICO 4 Ultra e do sistema operacional PICO OS 6. Para o...
Por que isso importa
A reorientação da PICO para realidade mista (MR) e o lançamento do PICO 4 Ultra (900 yuans) afetam importadores brasileiros de eletrônicos, que podem buscar novos headsets para revenda. Com queda de 56,7% nas vendas de VR na China em 2024 e domínio da Meta (>70%), a PICO tenta se diferenciar com o PICO OS 6 (2025). Entidades: PICO, ByteDance, Meta.
O que fazer
Consulte a ANATEL para verificar a necessidade de homologação do PICO 4 Ultra; Acompanhe no ComexStat volumes de importação de headsets (NCM 8517.62) para avaliar tendências de mercado; Entre em contato com a Abinee (associação do setor eletrônico) para discutir oportunidades de parceria com desenvolvedores brasileiros no PICO OS 6.
A PICO, maior fabricante chinesa de headsets de realidade virtual (VR) e realidade mista (MR), controlada pela ByteDance (dona do TikTok), anunciou a saída de seu fundador Zhou Hongwei do cargo de liderança. Quem assume é Li Xiaokai, executivo com passagem pela área de produtos da empresa. A mudança ocorre em meio a uma reestruturação estratégica: a PICO está migrando seu foco de VR puro para MR, com o lançamento do headset PICO 4 Ultra e do novo sistema operacional PICO OS 6, previsto para 2025. Para o Brasil, onde a PICO tem presença modesta, a notícia é relevante como sinal de que a empresa chinesa não desistiu do mercado global de XR — e pode intensificar sua competição com a Meta no segmento de dispositivos intermediários.
A PICO, fundada em 2015 e adquirida pela ByteDance em 2021, anunciou a saída de Zhou Hongwei, seu fundador e até então principal executivo. Quem assume a liderança é Li Xiaokai, que já atuava na área de produtos da empresa. A transição foi comunicada internamente e não teve data exata de efetivação divulgada publicamente. A mudança de comando ocorre em um momento de reorientação estratégica: a PICO está deixando de ser uma empresa exclusivamente focada em VR para abraçar o segmento de realidade mista (MR), que combina elementos virtuais com o ambiente real. O principal produto dessa nova fase é o PICO 4 Ultra, lançado em agosto de 2024 na China por cerca de 900 yuans (aproximadamente USD 125), com previsão de expansão para mercados internacionais. A empresa também anunciou o PICO OS 6, batizado internamente de "Project Swan", que promete integração com padrões abertos como OpenXR e WebXR, além de suporte a aplicativos de PC VR. O sistema operacional deve ser lançado em 2025 e trará funcionalidades como rastreamento ocular e de mãos, com densidade de pixels de 40 a 45 PPD (pixels por grau), comparável ao Apple Vision Pro. Os dados de mercado mostram que a PICO enfrenta desafios: segundo a CINNO Research, as vendas de headsets VR na China caíram 56,7% em 2024, e a participação da PICO no mercado global de XR, de acordo com a Counterpoint, ficou entre 5% e 10%, muito atrás da Meta, que domina com mais de 70%. Na leitura do CBI, a troca de comando reflete a pressão da ByteDance por resultados mais concretos em um segmento que ainda não decolou comercialmente. O foco em MR e no PICO OS 6 é uma tentativa de diferenciar a marca em um mercado dominado pela Meta, mas o sucesso dependerá da capacidade de atrair desenvolvedores e de competir em preço com o Quest 3. O que acompanhar: (1) a data de lançamento internacional do PICO 4 Ultra, que pode chegar ao Brasil via importadores independentes; (2) a adesão de desenvolvedores brasileiros ao PICO OS 6, especialmente para aplicações educacionais e industriais; (3) a reação da Meta, que pode ajustar preços ou lançar novos modelos para conter o avanço chinês.
Nota sobre a fonte
A fonte 36氪 é uma mídia chinesa focada em tecnologia e startups, com tom neutro, mas pode exaltar inovações chinesas sem detalhar riscos de mercado.