Macro & Mercados

Golfo insatisfeito com EUA e Irã — Europa cede bases para ataques, Brasil observa riscos logísticos

· Clara Lin

Países do Golfo, embora aliados dos EUA, demonstram frustração por não terem influência sobre decisões de Washington, enquanto europeus cedem bases militares para apoiar operações contra o Irã — cenário que pode elevar prêmios de risco em rotas marítimas críticas para o agronegócio brasileiro.

Desde o início da ofensiva militar conjunta de EUA e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, os países do Golfo têm adotado uma postura defensiva — derrubando mísseis e drones iranianos em seu território, mas sem retaliar diretamente. Agora, segundo o Wall Street Journal, a Arábia Saudita autorizou o uso da Base Aérea Rei Fahd, no oeste do país, por forças americanas. A decisão ocorre em meio a um crescente descontentamento das monarquias do Golfo com ambos os lados: irritadas com o Irã, mas também frustradas por não conseguirem influenciar as decisões de Washington, apesar de décadas de investimento na parceria de segurança. Para o Brasil, o desdobramento acende alertas sobre a segurança das rotas do Golfo, por onde passa parte relevante das exportações brasileiras de proteína animal e minério de ferro para o Oriente Médio.

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