Macro & Mercados

Nova memória inspirada no cérebro promete reduzir consumo de IA — impacto em data centers brasileiros

· Clara Lin

Pesquisadores de Cambridge criaram um 'memristor' de óxido de háfnio que imita sinapses humanas, operando com consumo ultrabaixo de energia. Para o Brasil, a tecnologia pode baratear custos de processamento de IA em data centers e startups de tecnologia, mas ainda está em fase laboratorial.

Uma equipe da Universidade de Cambridge desenvolveu um componente eletrônico que funciona como um neurônio artificial, consumindo muito menos energia que os chips atuais de IA. O dispositivo, chamado de 'memristor' (memória + resistor), é feito de óxido de háfnio e consegue alternar entre múltiplos estados de forma estável com corrente elétrica mínima. Publicado na revista Science Advances, o estudo abre caminho para hardware de computação neuromórfica — sistemas que imitam o cérebro humano. Para o Brasil, onde data centers já consomem cerca de 2% da eletricidade nacional (segundo a ABRADIC), qualquer avanço em eficiência energética pode impactar diretamente os custos operacionais de empresas de tecnologia, fintechs e provedores de nuvem.

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