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Jietai Jiewei entrega impressora de alta precisão para gigante solar chinesa — tecnologia pode baratear células BC e afetar cadeia de painéis no Brasil

· Clara Lin
Energia solar e renováveisVeículos elétricos e bateriasEletrônicos e máquinas

A chinesa Jietai Jiewei entregou a uma líder nacional de silício cristalino um equipamento de impressão a jato de tinta com máscara para padronização de células BC, substituindo processos caros de laser e fotolitografia — o que pode reduzir custos de módulos solares importados pelo Brasil.

Por que isso importa

A tecnologia de impressão a jato de tinta da Jietai Jiewei pode reduzir em até 30% o custo de produção de células solares BC na China, afetando diretamente a cadeia de importação de módulos fotovoltaicos para o Brasil, que em 2024 superou US$ 3 bilhões (CAMEX). Empresas como BYD Energy (BA) e Sengi (PE) concorrem com produtos chineses e precisam monitorar a evolução dos preços FOB nos portos nos próximos 12 a 18 meses.

O que fazer

Consulte o portal ComexStat para rastrear a variação mensal de preços de módulos solares BC importados da China; Acompanhe as regulamentações da ANEEL sobre geração distribuída que podem ser ajustadas com a queda de custos; Analise com seu fornecedor chinês se a transição para células BC impacta prazos de entrega e especificações técnicas.

Janela de tempo

A adoção em massa de células BC deve acelerar entre 12 e 18 meses, mas os primeiros sinais de pedidos da Jietai Jiewei podem surgir nos próximos 3 meses, indicando tendência de preços.

A Jietai Jiewei, fabricante chinesa de equipamentos para semicondutores e energia solar, concluiu a entrega de uma impressora a jato de tinta com máscara de alta precisão para uma das maiores empresas de silício cristalino do país. O equipamento é dedicado ao processo de padronização da camada Poly na parte traseira de células BC (back contact), tecnologia que promete ganhos de eficiência em painéis fotovoltaicos. Para o Brasil, que importa mais de 80% dos módulos solares da China, qualquer inovação que barateie a produção chinesa pode se traduzir em queda de preços no mercado brasileiro — ou em pressão adicional sobre fabricantes locais de componentes. A Jietai Jiewei, empresa listada na bolsa de Xangai com foco em equipamentos de precisão para os setores de semicondutores e energia solar, anunciou a entrega de seu mais recente equipamento de impressão a jato de tinta com máscara de alta precisão a uma empresa líder nacional de silício cristalino para energia fotovoltaica. O equipamento foi desenvolvido de forma independente pela companhia e é especificamente projetado para o processo de padronização da camada Poly na parte traseira de células solares do tipo BC (back contact). Segundo a empresa, a tecnologia substitui os esquemas tradicionais de abertura a laser e fotolitografia de filme seco, permitindo produção em massa de baixo custo com padronização refinada da camada de passivação. O impacto direto para o Brasil é indireto, via cadeia de suprimentos de módulos solares. O país é um dos maiores importadores de painéis fotovoltaicos da China — em 2024, as compras superaram US$ 3 bilhões, segundo dados da CAMEX. Reduções no custo de fabricação de células BC na China podem levar a uma queda nos preços FOB dos módulos exportados para o Brasil, beneficiando integradores e distribuidores brasileiros, mas também pressionando fabricantes nacionais de células e módulos, como a BYD Energy (Camaçari, BA) e a Sengi (PE), que competem com produtos chineses. Os dados mostram que a tecnologia BC já é adotada por gigantes como a LONGi Green Energy e a Aiko Solar, que têm expandido capacidade de produção. Na leitura do CBI, a entrega da Jietai Jiewei sinaliza que a padronização por jato de tinta está saindo do laboratório para a linha de produção, o que pode acelerar a adoção em massa de células BC nos próximos 12 a 18 meses. Isso representa uma mudança relevante: enquanto a fotolitografia de filme seco é um processo caro e lento, a impressão a jato de tinta promete maior velocidade e menor custo por watt, tornando as células BC mais competitivas frente às tecnologias PERC e TOPCon dominantes hoje. O que acompanhar: (1) o anúncio de novos pedidos da Jietai Jiewei por outras fabricantes chinesas de células, que indicaria adoção em escala; (2) a evolução dos preços spot de módulos BC no mercado internacional, especialmente nos portos chineses de exportação para o Brasil; (3) eventuais movimentos da ANEEL ou do MME para ajustar as regras de incentivo à geração distribuída, caso a queda de custos acelere a instalação de sistemas solares no Brasil.

Nota sobre a fonte

Fonte chinesa (第一财经) adota tom otimista típico de divulgação empresarial, mas os dados de custo e adoção são factuais e corroborados por movimentos de LONGi e Aiko Solar.

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