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Ex-Anker lança impressora 3D industrial de mesa — fabricantes brasileiros ganham alternativa a máquinas caras

· Clara Lin
Veículos elétricos e bateriasMinério de ferroEletrônicos e máquinas

A startup chinesa LightMake, fundada por ex-executivo da Anker, captou R$ 20 milhões para vender impressoras 3D de alta precisão para PMEs. O produto, com preço de US$ 2.399, promete reduzir custos de produção e pode interessar fabricantes brasileiros de peças e protótipos que dependem de equipam...

A LightMake, startup chinesa de manufatura inteligente fundada em 2025 por Wang Zhiyu, ex-chefe de negócios de impressão 3D da Anker, anunciou a captação de mais de 25 milhões de yuans (cerca de US$ 3,5 milhões) em duas rodadas de financiamento. O investimento, liderado por Nanshan Capital e Zhuoyuan Asia, será usado para P&D e expansão global. O primeiro produto, a impressora L4, já está em campanha no Kickstarter por US$ 2.399 e promete revolucionar a produção de pequenas e médias empresas (PMEs) — um segmento que no Brasil ainda depende de máquinas caras ou de serviços terceirizados de manufatura. A LightMake, startup chinesa fundada por Wang Zhiyu, ex-Anker, captou mais de 25 milhões de yuans (cerca de US$ 3,5 milhões) para desenvolver impressoras 3D de mesa com tecnologia de motores lineares, normalmente usada em semicondutores. O primeiro produto, o L4, tem quatro cabeçotes de impressão independentes, o que quadruplica a capacidade de produção no mesmo espaço físico e reduz em até 80% o desperdício de filamento em impressões multicoloridas. A empresa afirma que a precisão salta de 100 micrômetros para 1 micrômetro, e a vida útil do equipamento vai de 5.000 para 50.000 horas. O preço de lançamento é de US$ 2.399, com campanha ativa no Kickstarter. Para o Brasil, a novidade chega em um momento em que a indústria nacional de manufatura aditiva ainda é incipiente, mas cresce. Segundo a Associação Brasileira de Manufatura Aditiva (ABMA), o setor movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão em 2024, com destaque para os estados de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A importação de impressoras 3D de médio porte, no entanto, é dominada por marcas como a chinesa Creality e a americana Bambu Lab, com poucas opções para uso industrial leve. A LightMake, ao mirar PMEs e profissionais individuais (Pro C), pode preencher uma lacuna: máquinas de alta precisão a um preço acessível, sem depender de fornecedores locais de assistência técnica. Os dados mostram que a China exportou 2,46 milhões de impressoras 3D entre janeiro e abril de 2025, alta de 100,3% em relação ao ano anterior — um indicador de que o mercado global está aquecido. Na leitura do CBI, a entrada da LightMake não é apenas mais uma concorrente: ela sinaliza uma mudança de paradigma, saindo do nicho de hobby para a lógica de manufatura pura, com foco em ROI. Para o empresário brasileiro, isso significa que a barreira de entrada para produção própria de peças, protótipos e pequenos lotes está caindo. A empresa também planeja vender consumíveis e um equipamento de puxamento de filamento, que permite ao cliente comprar pellets de ácido polilático (PLA) baratos e reduzir custos de material em até 50%. O que acompanhar: (1) o desempenho da campanha no Kickstarter, que indica a demanda global; (2) a chegada da LightMake a distribuidores na América Latina, que pode ocorrer até o final de 2026; (3) a reação de concorrentes como Bambu Lab e Prusa, que podem reduzir preços ou lançar produtos similares. Para o importador brasileiro, a janela de oportunidade é curta: quem garantir distribuição ou parceria técnica antes da consolidação da marca pode se posicionar como referência local.

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